FILMES NOTA 06

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1.
To Die For (1995)
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Suzanne Stone is an aspiring TV personality who will do anything to be in the spotlight, including enlisting three teenagers to kill her husband. (106 mins.)
Director: Gus Van Sant
“ "O arrivismo é fascinante. Por isso "Um Sonho Sem Limites" é fascinante. E ainda mais porque a jovem Suzanne Maretto (Nicole Kidman), que já trabalha na TV (como moça do tempo ou algo assim), aspira a um grande papel em rede nacional. O especial nisso é que a televisão de certa forma naturaliza o arrivismo: aparecer ali equivale a ser alguém no mundo." (* Inácio Araujo *)

53*1996 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
2.
Bride of Frankenstein (1935)
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Mary Shelley reveals the main characters of her novel survived: Dr. Frankenstein, goaded by an even madder scientist, builds his monster a mate. (75 mins.)
Director: James Whale
“ "Ninguém pense que "A Noiva de Frankiesrein", é apenas um subproduto de Frankestein. Longe disso: é seu acabamento quase necessário, aquele que completa e ilustra o original. Para isso, ressuscita-se o monstro, ao qual é acrescentado uma noiva qualidade, bem humana, a solidão. Se oi Dr. Frankestein acha que tudo já está bem mal como está, seu colega e vilão e Dr. Pretorius trata de prosseguir com as experiências com cadáveres a fim de criar uma companheira para o monstro. Essa é a parte fraca da história (o que justifica a sequência), porque o surgimento da noiva, suas reações e as do monstro diante dela estão entre as melhores coisas que o cinema de horror já inventou." (* Inácio Araujo *) ” 8*1936 Oscar kaparecida445-2-230390 ” - kaparecida445-2-230390
 
3.
Dressed to Kill (1980)
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A mysterious blonde woman kills one of a psychiatrist's patients, and then goes after the high-class call girl who witnessed the murder. (105 mins.)
Director: Brian De Palma
“ "Cada um gosta de Brian de Palma a sua maneira. Eu, por exemplo, não chego a deixar me convenser inteiramente pelos seus filmes recentes. Tem belos momentos, não há dúvida, mas parecem em outros existir para demonstrar as virtudes de novos aparatos técnicos. Seu momento mais forte - insisto que é muito pessoal - é na virada dos anos 70/80, quando faz, entre outros, "Vestida para Matar". Ali está a sequência magnífica de início, que acompanha Angie Dickinson até sua morte. È nada mais que um passeio, de cá para lá, mas a atmosfera que De Palma cria é fortíssima. E para criá-la o realizador não precisa de uma palavra se quer. Mais, qualquer palavra ali seria um incômodo a arte de manipular imagens, que De Palma controla tão bem." (* Inácio Araujo *)

"É muito forte a tentação de dizer que o diretor e roteirista Brian de Palma não passa de um imitador reles de Alfred Hitchcock, quando se revê (ou se vê pela primeira vez) "Vestida para Matar", produção de 1980 estrelada por Michael Caine. Afinal, lá estão Psicose, Um Corpo que Cai, Janela Indiscreta, para lembrar o imediatamente lembrável, devidamente decalcados. Mas, olhando bem, não é Hitchcock. Tudo isso é outra coisa. É como se estivéssemos diante de uma tapeçaria, onde conhecemos cada motivo, mas o conjunto é inteiramente diferente. Nos filmes citados acima, temos um inventor do cinema no momento em que já desconfia do cinema -e, a rigor, torna-se um moderno. Em "Vestida para Matar", de Palma talvez pensasse, já, em um funeral do cinema clássico, essa arte sedutora e autoritária que, à maneira de um travesti ou, talvez, de um psicanalista, interpreta a vida por nós e/ou se encarrega de dirigir o nosso olhar." (** Inácio Araujo **)

"Quanto mais passa o tempo, mais o cinema de Brian de Palma surge moderno aos olhos do espectador. Se não raro o cinema passado surge para um Tarantino, digamos, como fetiche, para De Palma trata-se mais de subversão, de romper com regras e criar formas a partir de formas. Que dizer de "Vestida para Matar"? O desejo está por toda parte: em Angie Dickinson, a coroa sensualíssima no início; no travesti, excitado por suas narrativas; no filho da mulher assassinada, fascinado pela garota de programa. É o desejo que move a trama: um mundo de saturação das formas e erotismo pulsante, psicanálise e perversão, prostituição e Bolsa de Valores. Tudo nos remete a um mundo de valores em dissolução, ou antes: valem os valores da Bolsa. Atual, não?" (*** Inácio Araujo ***)

"É difícil, para quem gosta de cinema, passar ao largo de "Vestida para Matar". Nos primeiros 20 minutos, Brian De Palma mostra como é possível fazer um filme notável sem precisar de uma só palavra. Não se trata do fetiche do filme mudo. Este é um filme absolutamente sonoro, só não se fala nesse momento - e não se sente falta. E, assim como o mundo se desdobra em dia e noite, o crime de que o filme trata passa por outra dualidade: homem e mulher. Voltamos a "Psicose", em que o assassino se vestia como a mãe? Sim, a matriz é essa. Mas o desdobrar do cinema em De Palma é outro. Hitchcock ressignificado não é um plágio: é uma luta com a imagem, também, mas outra." (**** Inácio Araujo ****)

"É como rever Hitchcock incontáveis vezes e sempre ter a sensação de estar diante de algo novo e nem um pouco menos genial." (David Campos)

"Uma explosão de sensualidade que remete ao que há de melhor no clássico de Hitchcock - Psicose - sob a vantagem de uma década mais permissiva, garantindo uma ousadia maior e um resultado mais inesperado." (Heitor Romero)

38*1981 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
4.
Last Action Hero (1993)
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With the help of a magic ticket, a young film fan is transported into the fictional world of his favorite action film character. (130 mins.)
Director: John McTiernan
“ "Qundo John McTierman rodou "O Último Grande Herói" , em 1993, os efeitos digitais engatinhavam nos filmes de ação. O ator (com seu corpo) ainda era uma peça fundamental nas histórias. O diretor comenta, aqui, a crise desta figura e de seu papel. Um menino tem a possibilidade de entrar no novo filme de seu personagem favorito, Jack Slader (Arnold Schwarzenegger). Da mesma forma, os vilões saltam da tela para o mundo real. Quando Slater vai atrás deles, encontra o astro que o interpreta. Ambos se estranham. O personagem põe seu ator em xeque. E McTiernan prenuncia a nova era da ação, de astros em CGI (sigla em inglês para imagem gerada em computador)." (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
5.
The China Syndrome (1979)
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A reporter finds what appears to be a cover-up of safety hazards at a nuclear power plant. (122 mins.)
Director: James Bridges
“ "Certos flmes pretendem nos advertir para os rumos recentes da humanidade. "Sindrome da China'' é um deles e fez um barulho louco quando de seu lançamento (1979). Havia ali uma usina nuclear, uma repórte, falhas inconfessaveis na construção ou manutenção da tralha e, portanto, perigo. Mas essas coisas dizem respeito a segurança nacional, são secretas, e os estados-maiores pouco se lixam se morrer 1 milão de pessoas, desde que seu poder permaneça intacto. Tudo isso é muito evidente, evidente demais para dar um filme interessante. O que faz o interesse, nesses casos, não é o cinema, mas o tipo de frição que ele proporciona. Não é a arte que importa essencialmente mas a mídia. Está certo que seja assim: um aspecto fundamental do cinema é que ele é um meio de comunicação. Há outros. Ele também é uma indústria, com todas as suas decorrências (de desenvolvimento tecnológico a comercialização de produtos) e uma arte. E esse é, a rigor, o nó de toda história. Uma indústria é coisa simples, afnal (fabricam-se produtoa e afere-se sua rentabilidade), um meio de comunicação , Também. Mas, quando isso se acrescenta uma arte, tudo se complica. A começar que os criticos começam a por defeito nos filmes que nos une socialmente, como aconteceu com "Sindrome da China" em dado momento, por que - certa ou erradamente - falam de um ponto de vista específico, que é o da arte. Sindrome serviu bem ao cinema como indústria e ao cinema como veículo. Mas sobrevive como arte interessante, por mais que o nuclear ainda nos ameace. Os filmes-meio precisam se renovar. Para quem quiser conferir o quanto "Sindrome da China" hoje parece o que sempre foi (populismo nuclear, digamos), hoje é dia para conferir." (* Inácio Araujo *)

52*1980 Oscar / 37*1980 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
6.
Unthinkable (2010)
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A psychological thriller centered around a black-ops interrogator and an FBI agent who press a suspect terrorist into divulging the location of three nuclear weapons set to detonate in the U.S. (97 mins.)
Director: Gregor Jordan
“ "Parece um longo episódio de '24 Horas', mas com tensão reduzida e sem a presença de Jack Bauer. É um filme interessante, que gera algumas questões, mas que parece pouco corajoso ao não ir tão fundo quanto poderia no tema." (Silvio Pilau)

"É um ótimo produto Hollywoodiano, que joga algumas verdades que nós, de fora dos Estados Unidos, já sabemos (deveríamos), e tem um final bonitinho." (Alexandre Koball) ” - kaparecida445-2-230390
 
7.
The Postman Always Rings Twice (1981)
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The sensuous wife of a lunch wagon proprietor and a rootless drifter begin a sordidly steamy affair and conspire to murder her Greek husband. (122 mins.)
Director: Bob Rafelson
“ "A versão de 1981 de "O Destino Bate a sua Porta", de Bob Rafelson, é, evidentemente, muito mais carnal do que a de 1946, devido a Tay Garnett. A atriz, na versão de 46,era Lana Turner, mas a estrela mesmo era a suéter de Lana Turner, vestimenta que mostrava ocultando as formas da atriz, e, por isso mesmo, onde se instalavam os sonhos do espectadores. A versão de 1981 tem a virtude da clareza. A cena de estupro/sedução da mulher de Jack Nicholson não esconde muito nada: fúria, desejo, paixão, tudo está bem exposto - e não só isso. A história é a mesma nos dois filmes, assim como no Ossessione de Visconti: mulher e amante planejam assassinar o marido feio e gordo. Toda paixão é meio perversa." (* Inácio Araujo *)

"O melhor desta refilmagem é a atmosfera negativista, melancólica imposta por Bob Rafelson. No mais, a típica (mas não sempre ruim) história do triângulo amoroso que termina em problemas." (Alexandre Koball)

"Outra boa pedida é "O Destino Bate a sua Porta", adaptação do romance de James M. Cain, com Jack Nicholson e Jessica Lange metidos numa história noir de sexo e crime. O filme foi malhado na época e considerado inferior a primeira adaptação, de 1946, com Lana Turner. Mas tem lá seu charme." (** Inácio Araujo **)

''Se "Ninfomaníaca 2" traduz inquietações contemporâneas sobre o ser, a sociedade, a sexualidade, "O Destino Bate à Sua Porta'' traduz inquietações de várias gerações. O livro de 1934, de James M. Cain, foi filmado por Luchino Visconti em 1943 (Obsessão), por Tay Garnett em 1946 e por Bob Rafelson em 1981 - a versão que o canal promete exibir. Ali, Jack Nicholson é o sedutor que vira a cabeça de Jessica Lange, mulher do dono de uma biboca de beira de estrada. É justo alegar que não precisava muito para seduzi-la: o marido é um traste. E nos anos 1980 o mundo estava apaixonado por Jessica. O certo é que dali nasce um tórrido romance, mais sensual aqui que em Garnett. Quase selvagem em sua sensualidade: algo bem de seu tempo, uma busca de realização pessoal acima de tudo. Hoje é diferente: sucesso e família dão as cartas." (*** Inácio Araujo ***)

''O romance de James M. Cain teve uma versão no cinema em 1947, quando os livros policiais do gênero noir eram munição farta para os roteiristas. Nesta adaptação de 1981, o prestígio de Jack Nicholson bancou o filme. Andarilho, ele se envolve com a mulher de um dono de boteco. E, claro, a coisa acaba mal. A atração é compreensível, já que ela é Jessica Lange, no auge da beleza.'' (Thales de Menezes)

"A história que deu origem a “O Destino Bate a sua Porta”, criada pelo romancista norte-americano James M. Cain, é puro film noir. O terceiro ato, particularmente, está embebido da mais amarga ironia, contendo uma daquelas piadas cósmicas que encerram de maneira quase surreal e inacreditável uma série de eventos extraordinários nas vidas de um casal de pessoas comuns que cometem um assassinato para poderem viver sua paixão livremente. Esse final, presente no livro e na primeira versão cinematográfica, feita em 1946, exerceu influência decisiva em diversos longas-metragens do gênero clássico. Por tudo isso, é curioso que o cineasta Bob Rafelson tenha decidido eliminar justamente este clímax impactante da refilmagem, transformando-a – exatamente por causa disso – em fracasso monumental, com bilheteria de apenas US$ 12 milhões nos EUA. Dá até para entender a decisão radical de Rafelson, mas para isso é preciso conhecer o contexto de produção e a posição do diretor na indústria cinematográfica. Rafelson foi um dos nomes mais importantes da geração New Hollywood, que derrubou a censura nos EUA e conectou o cinema norte-americano, então em crise, com os jovens dos anos 1960. Ele fez Cada um Vive como Quer (1970), um dos melhores filmes do período, e ajudou como produtor a desenvolver as carreiras de gente como Dennis Hopper e Peter Bogdanovich. Parte do motivo pelo qual Rafelson acabou menos famoso do que seus contemporâneos está nos fracassos seguidos que assinou. O maior e mais duro desses fracassos foi justamente “O Destino Bate a sua Porta”. A turma da New Hollywood, que incluía gente como Coppola e Spielberg, admirava profundamente os filmes franceses feito por diretores da mesma faixa etária deles, como Godard e Truffaut. Esse pessoal entrou na indústria comendo pelas beiradas, e se dedicou a levar para Hollywood a máxima da nouvelle vague francesa: o importante é o personagem. A trama deve vir a reboque das pessoas. Era a inversão total de valores narrativos dentro de um sistema que sempre colocou a história em primeiro lugar. No início, tudo deu certo, e o mundo assistiu a uma enxurrada de obras-primas: Sem Destino, O Poderoso Chefão, A Primeira Noite de um Homem, Caminhos Perigosos, Lua de Papel. Depois, a turma deixou o sucesso subir às cabeças e tudo desandou. Em “O Destino Bate a sua Porta”, Rafelson trabalhou com a nata da indústria cinematográfica. Teve Jack Nicholson e Jessica Lange nos papéis principais, trouxe o grande dramaturgo David Mamet para escrever o roteiro, e colocou o mestre sueco Sven Nykvist, colaborador de Ingmar Bergman, para comandar a câmera e as luzes. Cada um contribuiu com o melhor dentro de seu departamento: a química estupenda do par principal faz saltar faíscas nas cenas de sexo (tão pesadas que muita gente acreditou, em 1981, que Nicholson e Lange estava mesmo transando na frente das câmeras), a fotografia magnífica captura com precisão a enlouquecedora atmosfera de solidão árida da vida à beira da estrada, e o roteiro desenvolve os dois personagens com detalhes e nuances. Frank (Nicholson) é um andarilho que vive de pequenos golpes e gosta de jogatina. Ele só aceita emprego como frentista num pequeno motel/posto de gasolina porque põe olho gordo na mulher (Lange) do grego que administra a espelunca (John Colicos). Ela, por sua vez, se sente sufocada por uma existência sem cor e sem vida, entre um mar de tarefas domésticas e um marido que não lhe dá atenção. O encontro entre essas duas pobres almas anônimas – não poderia deixar de ser diferente – rende uma paixão violenta e sem limites. Logo, eles vão descobrir que a única maneira de se amarem livremente envolve assassinato. Até aí a história é meio previsível, mas os rumos que ela toma a partir do crime (ou da tentativa) são bem diferentes do que se pode a princípio imaginar. “O Destino Bate a sua Porta” funciona como prova cabal de que um bom diretor funciona como uma espécie de chef gastronômico: os melhores ingredientes não garantem um grande prato, se o comandante tomar as decisões erradas. É precisamente o que ocorre aqui. Rafelson captura de modo correto a existência sem sal dos dois protagonistas, filma com correção o encontro tórrido que enche as vidas de ambos de cor, mas acaba perdendo o rumo a partir do momento em que a história deveria se impor aos personagens. O resultado, porém, está longe de ser uma tragédia absoluta. Trata-se, afinal, de um filme bonito, bem feito, habitado por personagens consistentes, mas que simplesmente não termina. O DVD nacional saiu com o selo da Warner, que adquiriu os direitos do longa-metragem (feito de forma independente e distribuído nos cinemas pela Paramount) em 1989. O disco é simples e seco, sem extras. O enquadramento original está mutilado (de 1.85:1, mais largo, para 1.33:1) e o áudio tem só um canal (Dolby Digital Mono). Detalhe importante é que a edição norte-americana é idêntica." (Rodrigo Carreiro) ” - kaparecida445-2-230390
 
8.
Solomon Kane (2009)
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A ruthless mercenary renounces violence after learning his soul is bound for hell. When a young girl is kidnapped and her family slain by a sorcerer's murderous cult, he is forced to fight and seek his redemption slaying evil. (104 mins.)
 
9.
The Baader Meinhof Complex (2008)
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A look at Germany's terrorist group, The Red Army Faction (RAF), which organized bombings, robberies, kidnappings and assassinations in the late 1960s and '70s. (150 mins.)
Director: Uli Edel
“ "A única coisa que pode importar em um filme sobre o grupo alemão Baader-Mainhof é o estabelicimento dos nexox entre pensamento, política e ação armada entre o fim dos anos 1960 e o começo da década seguinte. Trata-se da Alemanha, no caso de "O Grupo Baader- Meinhof", mas a questão vale para toda esquerda europeia (mas não exclusivamente0: que desarranjo epistemológico pode ter levado estes intelectuais a se tornarem não só guerrilheiros, mas verdadeiros carniceiros. É nisso que fracassa o restrito filme do alemão Uli Edel. Como faz de Andreas Beader um insano, desde o princípio, desqualifica, por consequência, a hipótese de uma loucura política (ou ideológica)." (* Inácio Araujo *)

''O mais instrutivo, no entanto, é "O Grupo Baader Meinhof'', apesar do horário. Lá está a trajetória de Andreas Baader, líder do grupo Baader-Meinhof. Em princípio, temos ali um agrupamento de esquerda radical composto por jovens intelectuais, como tantos que surgiram após 1968. Como esses intelectuais se tornam carniceiros por obra de uma crença política com rapidez religiosa é um desses mistérios da história contemporânea. Ou, antes, a história da religiosidade, essa instituição que permite, incentiva, justifica e glorifica tantas infâmias de terroristas ou governos constituídos.'' (** Inácio Araujo **)

81*2009 Oscar / 66*2009 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
10.
Mesrine Part 1: Killer Instinct (2008)
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The story of french gangster Jacques Mesrine, before he was called Public Enemy N°1. (113 mins.)
“ 2009 César ” - kaparecida445-2-230390
 
11.
Mesrine Part 2: Public Enemy #1 (2008)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.5/10 X  
The story of notorious French gangster Jacques Mesrine. (133 mins.)
“ 2009 César ” - kaparecida445-2-230390
 
12.
Brother Sun, Sister Moon (1972)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.2/10 X  
This is a dramatization of events in the life of St. Francis of Assisi from before his conversion experience through his audience with the pope... (122 mins.)
“ "Certas coisa parecem que só acontecem na cabeça de Franco Zeffirelli. Por que representar a vida de Francico de Assis com um estilo visualmente ostentatório se toda a vida do santo (ou pelo menos a parte que fez dele um santo) aponta em sentido contrário? É o que acontece em "Irmão Sol, Irmã Lua". E é desconcertante, tratando-se de alguém que abandonou a riqueza (e a horas tantas as roupas, fato que Zeffirelli parece reter sobretudo o aspecto beleza pura do corpo). Ou, ainda pior, ao mundo conturbado em que viveu Francisco parece corresponder uma natureza remluzente, de cartão pstal. A atualidade do santo é evidente. Mas ei-lo aqui industrializado, asseptizado: o avesso de Francisco." (* Inácio Araujo *)

46*1974 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
13.
Roma (1972)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
A fluid, unconnected and sometimes chaotic procession of scenes detailing the various people and events of life in Italy's capital. (128 mins.)
“ "Filme curioso e por vezes estranho, que homenageia uma Roma que não existe mais (e que talvez nunca tenha existido exatamente daquela forma). Pessoal demais para Fellini, talvez afaste um pouco o público de sua grande essência." (Heitor Romero)

38*1973 Globo / 1972 Palma de Cannes ” - kaparecida445-2-230390
 
14.
Star Trek (2009)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8.0/10 X  
The brash James T. Kirk tries to live up to his father's legacy with Commander Spock keeping him in check as a vengeful, time-traveling Romulan creates black holes to destroy the Federation one planet at a time. (127 mins.)
Director: J.J. Abrams
“ "Em sua estreia na direção para o cinema, J. J. Abrams surpreendeu com "Star Trek". Ou seja, ele terá tido alguma influência no fato de o filme, voltar as origens da série para tratar do momento em que Spock e Kirk, os heróis do seriado, se conhecem. Com isso, "Star Trek" ganha a possibilidade de se explicar sobre a genealogia dos comflitos cósmicos que aborda, da mistura de espécies que desde sempre frequentam a série,das aventuras da nave Enterprice e até das relações entre os dois. Entre tantas aventuras espalhafatosas, temos aqui o caso de uma que encontra sua solidez no desenvolvimento da trama e também dos personagens." (* Inácio Araujo *)

"É só ver a trilogia Transforme, de Michael Bay, para perceber a infantilização do cinema blockbuster dos anos 2000. Mas Hollywood é tão forte que ainda é possivel, anualmente, encontrar algumas preciosidades. "Star Trek", por exemplo. O diretor J. J. Abrams respeita o sagrado repertório trekkie, mas estrutura a saga do capitão Kirk, em sua primeira missão aqui, numa inteligente lógica espaço-tempo. O que permite, inclusive, que um jovem Spock divida a cena com o lendário Spock de Leornard Nimoy. É uma sabedoria criativa rara hoje." (** Inácio Araujo **)

**
''J J Abrams é, hoje, um nome capital da indústria do cinema. É talvez a única pessoa capaz de circular com desenvoltura entre "Star Treck" e Star Wars sem passar vergonha. No caso de seu "Star Treck", trata-se de reencontrar o início da saga da Enterprice e seus ocupantes. E voltar ao início significa, em certa medida, reencontrar as personalidades (Kirk e Spock em particular) originais, os motivos do encontro e desencontros, as razões da aventura, em suma. O filme se priva em grande medida das filosofices habituais da série para se concentrar na ação e seus motivos: não é má escolha.'' (*** Inácio Araujo ***)

"Como não-fã, devo dizer que este é um baita pipoca, com direito a vários problemas de roteiro e algumas interpretações canhestras. Os efeitos, cenas de ação e a trilha sonora, porém, fazem tudo valer." (Alexandre Koball)

"Da ideia besta de prequel Abrams extrai um bom filme de aventura, que não fica devendando aos clássicos episódios da TV. Conseguiu me transportar às manhãs em que via a série de forma nostálgica, mostrando também que o cinema pipoca ainda tem solução." (Daniel Dalpizzolo)

"Me incomoda essa tendência de se retomar do zero determinadas séries cujas fórmulas já se esgotaram. No entanto, o novo "Star Trek" não se limita a refilmar o original. Antes disso, ele o enriquece. Um belo entretenimento." (Régis Trigo)

"Visualmente sublime, funciona bem como prequel à série e também como filme ação, ainda que caia em algumas armadilhas dos clichês melosos (que não funcionam). (Rodrigo Cunha)

"82*2010 Oscar

Top 250#204 ” - kaparecida445-2-230390
 
15.
Hell Is for Heroes (1962)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
Small squad must hold off German attack. (90 mins.)
Director: Donald Siegel
“ "Este belo filme de Don Siegel, lançado em 1962, bem poderia ter como epígrafe uma célebre frase de outro grande cineasta americano, Samuel Fuller: Na guerra o único heroísmo é sobreviver.
Em 1944, durante a Segunda Guerra, um pequeno grupo de soldados americanos se vê cercado pelo Exército alemão. Enquanto esperam por reforços das tropas aliadas, os soldados tentarão resistir aos ataques dos inimigos. Com mão de mestre, Siegel constrói um filme de guerra seco, de tom documental, onde, na maior parte do tempo, nada acontece, a não ser uma longa espera que, aos poucos, corrói todo o grupo. O bom elenco é encabeçado por Steve McQueen, num de seus papéis característicos: o de um soldado com queda para o álcool e para as encrencas.'' (Marco Rodrigo Almeida) ” - kaparecida445-2-230390
 
16.
Colorado Territory (1949)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.2/10 X  
In Colorado territory, outlaw Wes McQueen escapes jail to pull a railroad robbery but, upon meeting pretty settler Julie Ann, he wonders about going straight. (94 mins.)
Director: Raoul Walsh
 
17.
Two Lovers (2008)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.1/10 X  
A Brooklyn-set romantic drama about a bachelor torn between the family friend his parents wish he would marry and his beautiful but volatile new neighbor. (110 mins.)
Director: James Gray
“ "Ele mudou de ideia e estará no novo filme de Paul Thomas Anderson, mas, no lançamento de "Amantes", em 2008,Joaquin Phoenix afirmou que não trabalharia mais em cinema. Fazia todo o sentido: ele tinha alcançado o topo como ator nesse elevadíssimo filme de James Gray. Phoenix faz leonard, dividido entre duas mulheres, Sandra (Vnessa Shaw) e a Michelle (Gwyneth Paltrow). A primeira é a própria extenção da asfixiante família. A outra, ousada e difusa, encanta mais o rapaz. Na prática, será a escolha entre a conformidade e a ruptura - de certa forma, entre a prisão e a liberdade. É esse o drama que faz a obra de Gray tão especial e universal." (* Inácio Araujo *)

"Parece que Joaquim Phoenix só é chamado para filmes que procuram mostrar personagenes de verdade. Não são muitos, mas permitem que ele se destaque, como no belo "Amantes". Ele faz Leonard, deprimido abandonado pela noiva que os pais querem que se case com a bela Dandra (Vimessa Shaaw), junto com ele. Mas na vida de Leonard aparece uma vizinha, Michelle (Gwyneth Paltrow), para lhe virar a cabeça. Do mais óbvio (os estados de ânimo de Leonard) ao menos (a vida de imigrantes judeus quase pobres, os estados afetivos cambiantes de Michelle etc), o filme consegue chegar ao que o cinema americano hoje raramente chega: propor personagens que existam, não abstrações. É ai que Joaquim se distingue." (** Inácio Araujo **)

"Uma experiência (essa palavra é importante aqui) apaixonante!" (Alexandre Koball)

"Lindo, demonstra com rara eficiência o quão adultos podem ser infantis, inseguros, ingênuos e infiéis quando estão apaixonados de verdade. Muito bonito mesmo." (Rodrigo Cunha)

"A trama simples é encorpada com o desenvolvimento profundo do protagonista, amparado ainda por uma bela performance de Phoenix. A história é contada de forma segura e madura, sem exposições desnecessárias. Um filme sobre pessoas e sentimentos reais." (Silvio Pilau)

"Este nada original conto de amor segue exatamente a mesma fórmula shakesperiana usada há séculos, mas sem brilho algum. A presença sorumbática de Phoenix e uma balzaquiana Paltrow não o salvam da mediocridade. Ainda se tivesse uma linguagem interessante.." (Juliano Mion)

"O melhor filme americano sobre relacionamentos amorosos dos últimos anos." (Heitor Romero)

Sobre a licença para se fazer cinema.

"Para o público que for ao cinema assistir Amantes, será demandado pelo próprio filme uma concessão. Ou melhor, duas. Em dois momentos distintos, os personagens romperão o limite poético da narrativa e pedirão sua licença para serem aquilo que devem ser e a sua compreensão se faz necessária para que a experiência do filme se torne completa. Para os leitores que estão lendo este meu primeiro texto para o site peço também uma concessão. Ou melhor, duas. Uma delas, para que tenha o direito de parecer extremo, exagerado porém verdadeiro, e afirmar que o filme em questão é o maior estudo de personagem já realizado no cinema. E a segunda é uma licença para um texto de amor, sem regras e grandes teorias rebuscadas, pois não há outro modo de escrever sobre Amantes, esta experiência única. Eu amo este filme! Ele representa a maior das inovações no circuito em muitos anos, pois acima de qualquer coisa é um todo sensorial. Sou capaz de citar aqui outro filme sensorial ao extremo feito recentemente, O Pântano, de Lucrecia Martel, mas a diferença entre ele e o filme de James Gray é que Martel se arma da estética em todos os sentidos para transportar quem vê para dentro de sua narrativa. Gray se arma de um olhar único, a câmera que não permite um momento sequer que não registre Joaquin Phoenix/Leonard. A barra é necessária, pois Phoenix imerge e dele emerge Leonard, sendo ambos o mesmo. Não há, ao longo de quase duas horas de filme, uma única cena em que Phoenix não apareça, não centralize, não faça com que o mundo ao redor funcione à sua órbita. É um filme sobre um homem e James Gray o realiza concedendo ao lado oposto da tela toda informação necessária sobre o que vemos. E o único modo disso ser feito é refletindo em cada indivíduo do lado de cá a idiossincrasia do objeto de estudo; somos todos aquele homem e tudo que ele sente, sentiremos também, em sua totalidade. Leonard, o objeto resumido em tela, é um homem que nos é apresentado já em seu fim. O salto no mar gelado, logo no início do filme (curiosamente, uma imersão/emersão), pode ser tida muito mais como um desesperado ato para viver novamente, que uma tentativa de suicídio em si, mesclando um ideal de fim e começo como variáveis indefiníveis. Se na própria linha narrativa do filme o começo parece fim, Gray já nos coloca a idéia do círculo, a mais aterrorizante das figuras geométricas (primeira aqui apresentada), aquele de onde não se sai, não se muda de direção. Amantes é um filme de gênero, onde o amor é a força motriz e o ciclo vicioso do processo de se apaixonar é a tragédia anunciada no romance, inspirado em Dostoiévski e seu Noites Brancas (também um filme belíssimo, adaptado por Luchino Visconti em 1957, diretor que Gray idolatra). Da paixão nasce a idéia do amor, da necessidade do amor nasce a projeção, da projeção nasce a compulsão pelo estar amando e por fim brota a obsessão pelo ser amado. Leonard é um homem que depende de remédios para controlar sua depressão, que voltou a viver com os pais após ter sido abandonado pela ex-noiva e que pensa na morte durante todo o tempo de sua quase vida. Os pais, por sua vez, querem que ele se envolva com Sandra (Vinessa Shaw), filha de um possível futuro sócio do pai no ramo das lavanderias à seco (a vida é tão distante que nada ali se molha, a não ser Leonard, desde a sufocante primeira cena). Leonard não se opõe à vontade dos pais e aceita conhecer Sandra, mostrando seu respeito pela família (o tema principal em qualquer filme de Gray, independente do gênero). No meio do caminho, surge Michelle (Gwyneth Paltrow), a vizinha "perturbada" de Leonard (condição na qual ele se assumirá no futuro para ela, em confissão). No meio do caminho, surge o amor. No meio do amor, surge um triângulo, um losângo, um absurdo geométrico de instabilidade sentimental, de impossível definição e cálculo. Sandra que ama Leonard, que se apaixona por Michelle, que ama um homem casado que aparentemente nunca terá. Sandra é a quietude e o conforto de alguém que tem a aprovação de uma entidade (o primeiro beijo dela e Leonard se dá diante de uma parede de fotografias da família). Michelle é o fruto proibido, o Leste do Paraíso idealizado. Leonard é então um homem dividido entre o impossível: o amor, o seguimento e o retorno (outro tema básico na filmografia de Gray), retorno este que normalmente se dá para a família (ou seria o berço?); de onde saímos, voltaremos e novamente está colocada a idéia de um círculo universal. A única coisa que se pode atestar é que em tela temos um homem preso, seja qual for a circunstância. Leonard está preso em sua existência, da qual tenta se libertar nas tentativas de suicídio, está preso em sua realidade, da qual tentar sair ao se montar para Michelle como um ideal de perfeição. Numa das idas à Manhattan, Gray focaliza o rosto de Leonard no vidro embaçado do trem, um esboço do que seria um homem completo. Ele tentar ser mais para Michelle, mas no final das contas continua sendo o cara que não pode pagar um taxi na volta pra casa. Os personagens que sempre estarão em movimento, parecerão presos eternamente na impossibilidade das libertações, seja de suas crenças, seja de seus sentimentos. Mesmo quando Leonard tenta seguir um relacionamento com Sandra, após a decepção com Michelle, a prisão é explicitada. No bar mitzvah do irmão de Sandra, Leonard fotografa a ocasião em preto e branco (um grande recurso de elipse de Gray, demonstrando a passagem de tempo e do relacionamento entre Leonard e Sandra) e recebe um telefonema de Michelle. Ele retorna a ligação num salão vazio, distante de todos, colocado em contraste de luz, onde surge como um mero contorno. Ele não é nada, novamente, mas parece protegido naquele salão. Do lado de fora, uma chuva torrencial e trovões que anunciam uma tempestade. É o retorno para Michelle. Neste filme, ainda mais que em Os Donos da Noite, Caminho sem Volta e Fuga para Odessa, James Gray é um virtuoso sutil. Cada um desses enquadramentos, ainda que revelando um cuidado extremo com a simplicidade, se provam rigorosos planejamentos da observação, visando a compreensão concreta dos sentimentos que estão explodindo e colidindo entre os personagens. A cautela é uma das táticas de Gray nessa abordagem, nos indicando um olhar, mas exigindo um esforço para que cheguemos até aquelas pessoas. No melhor dos exemplos de tal artifício, está a magistral seqüência do lado externo da boate, quando Leonard tenta consolar Michelle pela sua desilusão com o amante. Leonard se humilha em cena (humilhação que se repetirá na seqüência no quarto de Michelle, enquanto vê a discussão entre ela e o amante atrás de uma porta) e o melhor que podemos fazer é tomar distância dessa humilhação, em respeito ao próprio personagem. O resultado é apoteótico e terrível. O anúncio da tragédia está feito desde o primeiro frame do filme, mas com o tempo vamos nos tornando cúmplices dos sentidos de Leonard e isso parece mascarar nosso próprio entendimento. Torcemos para que as barras de cada uma de suas celas sejam realmente rompidas - ainda que as evidências provem o contrário. Durante a confissão de seu amor e condição para Michelle, no terraço do prédio, acontece o ponto de mudança primordial do filme. Ele diz o que ela precisa ouvir, ela olha para a platéia e pede autorização para embarcar naquela mentira e literalmente é requisitada a nossa compreensão e aceitação. Michelle e Leonard constroem outra prisão, a consumação da mentira projetada. O catastrófico caminho que o filme toma prova a teoria de que Leonard, fosse qual fosse sua opção, estaria condenado à prisão eterna. Ao final, novamente o público é colocado no estado de cúmplice, dessa vez num pedido conformado para que seja permitido que este filme termine com o horror absoluto de terem que ser felizes para sempre." (Thiago Macedo Correia)

Melodrama com Joaquin Phoenix é um dos melhores filmes do ano.

"Essa vida é uma mistura de algo puramente fantástico, calidamente ideal e, ao mesmo tempo, palidamente prosaico e comum, para não dizer vulgar até o inverossímil. Leonard acaba de tentar suicídio de novo, sem sucesso. Na volta para casa, a câmera o acompanha atravessando, da direita para a esquerda, o corredor cheio de fotos de família do apartamento de seus pais. Fica claro já nesse começo de Amantes (Two Lovers, 2008) que Leonard, interpretado por Joaquin Phoenix, carrega nas costas o peso do mundo. Ou o peso da família, o que nos filmes de James Gray dá no mesmo. Neto de imigrantes russos, o roteirista e cineasta até hoje narrou em seus três filmes anteriores - Fuga para Odessa (1994), Caminho Sem Volta (2000) e Os Donos da Noite (2007) - histórias de crime em Nova York ligadas a dilemas de geração, de filiação, dilemas de sangue. Amantes só não tem os crimes; é uma mudança do gênero policial para o melodrama que preserva não só os cenários mas os temas típicos (com algum teor autobiográfico) de Gray. Leonard carrega nas costas, literalmente, o fardo de seguir os passos de todo primogênito - na hora em que tentou se matar, levava um dos cabides de roupa da tinturaria do pai, com a inscrição "Nós amamos nossos clientes". Há laços afetivos, mesmo esses mais protocolares, sufocando Leonard por todo lado. E o traje no cabide é a síntese da responsabilidade e da pompa que dele se espera. Quando aprendemos, ainda no começo do filme, o motivo que o levou a ser abandonado pela antiga noiva, esse sufoco aperta um pouco mais. Eis que surge a vizinha. Michelle (Gwyneth Paltrow) mora em Brighton Beach, em Coney Island, não por escolha sua. É na escadaria do prédio que os dois se conhecem, mas Leonard e Michelle ficam próximos de verdade quando sobem para conversar no terraço, com Manhattan ao fundo, longe. Uma alegoria (que já está evidente no pôster) pontua "Amantes" do começo ao fim: Michelle representa a liberdade, o vento que bate em Brighton soprando para a cidade. É evidente que Leonard vê nela uma fuga. Michelle seria a única forma de evitar uma vida de fotografias na parede. Nos melodramas clássicos, como Tudo o que o Céu Permite (1955), de Douglas Sirk, sonhar com fugas desse tipo implica em uma fantasia atemporal, numa suspensão da realidade. Aqui, se não fossem as mensagens de texto que Leonard envia para Michelle pelo celular, ficaria difícil dizer se Amantes se passa nos anos 2000 - Leonard tem uma câmera fotográfica ultrapassada, seu pai usa na tinturaria máquinas velhas de lavagem a seco... O fato de Gray e seu diretor de fotografia Joaquín Baca-Asay emularem o Technicolor intensifica esse regresso a uma fantasia do passado. Nesse ponto, o filme se parece ainda mais com a novela Noites Brancas, de Fiodor Dostoievski, cuja premissa casa com a de Amantes. Seja na São Petersburgo do século 19 ou na Nova York de hoje, as luzes da cidade permitem o devaneio. Quando, ao invés de pegar o metrô, Leonard vai de carro do bairro para o centro, parece que ele está presenciando, maravilhado, a noite de Nova York pela primeira vez. Já em Brighton, de casaco cinza, Leonard fica indissociável do cinza dos tijolos do pátio de seu prédio. Curiosamente, como o tradutor Nivaldo dos Santos ressalta no posfácio de Noites Brancas, o texto de 1848 de Dostoievski foi mal recebido por abraçar elementos da narrativa romântica, o que desagradou os críticos afeitos à escola do realismo. O melodrama de James Gray, da mesma forma, pode incomodar quem julga filmes como num desfile de escolas de samba, com uma nota de zero a dez para enredo, originalidade, alegoria... Desconfie se alguém disser que Amantes é previsível ou "tradicional", por exemplo. Ser original não é ser novidadeiro, e é preciso sempre entender a que o filme se propõe. Aliás, Gray tem uma resposta pronta quando lhe apontam a previsibilidade. Falando sobre Os Donos da Noite, ele relembra que no início de Henrique IV o príncipe se vira para o público, com dois minutos de peça, e diz que está só aproveitando a vida, mas que no fim do último ato se tornará rei. James Gray não pode ser acusado de trabalhar com arquétipos (o filho pródigo, essencialmente) de forma classicista. Pode, no máximo, ser criticado pela imodéstia de se comparar a Shakespeare. No fim das contas, Amantes é exemplar de uma tradição de dramaticidade. Você pode dizer que a imagem da luva - e sua metáfora da segurança familiar - é cafona, mas não dá pra lhe negar a força. Falas de Leonard, como aquela em que ele diz estar "muito feliz", aparentemente frívolas ou banais, são ditas por Phoenix com um pesar profundo. Aliás, parece o final de Os Donos da Noite, em que ele diz ao seu irmão que o ama. Ele não está mentindo, pelo contrário, há na família uma espécie de conforto, mas são expressões de uma sinceridade tremendamente resignada... Sinceridade de quem foi chamado de volta à realidade." (Marcelo Hessel)

James Gray trabalha uma dicotomia central da condição humana – a oposição entre razão e emoção – com enorme delicadeza e senso de mistério.

"Relações afetivas em geral podem ser, através de um processo de simplificação um tanto grosseiro, relacionadas em duas categorias gerais. Existem as paixões puramente emocionais, aquelas mais cegas e dolorosas. Essas ardem como fogo, paralisam, preenchem todos os espaços, parecem sufocar quem as sente; resistir a elas é quase impossível. E há as paixões racionais, mais frias e cerebrais, que se constroem aos poucos, de forma mais pensada, calculada. Esses dois amores expõem uma dicotomia central da condição humana: a oposição entre razão e emoção. “Amantes” (Two Lovers, EUA, 2008) trabalha essa dicotomia tão fundamental, e no entanto de abordagem tão rara no meio audiovisual. É a história de um homem dividido entre duas mulheres. Leonard (Joaquin Phoenix) vive no subúrbio de Nova York e trabalha em um negócio familiar. Seus pais possuem uma pequena lavanderia, negócio que ele ainda não está emocionalmente pronto para assumir. Aliás, o melancólico Leonard não parece pronto a assumir nada, nem mesmo as rédeas da própria vida, desde que levou um tremendo pé na bunda, dois anos antes. E eis que de repente, na mesma semana, após meses de solidão e dor, duas garotas de perfis distintos entram na vida dele. A primeira é a filha de outra família judia do mesmo ramo, Sandra (Vinessa Shaw). A outra é uma nova vizinha, Michelle (Gwyneth Paltrow). Sem saber uma da outra, elas vão pôr a cabeça de Leonard em parafuso. Michelle representa a emoção, a paixão cega e alucinada. É uma garota problemática, enredada em um relacionamento com um homem casado (Elias Koteas) que lhe faz mal tremendo, e que vê em Leonard um confidente em potencial. Sandra é o oposto. Morena, tímida e decidida, ela simpatiza com Leonard logo no primeiro encontro – um desconfortável jantar entre famílias – e não hesita em usar o telefone para deixar claro que ele lhe interessa em nível pessoal. As duas famílias, que já discutem uma possível fusão nos negócios, veriam com simpatia a possibilidade de um namoro. Mas ninguém força a barra. Não existem vilões calculistas em “Amantes”. Apenas pessoas comuns, lidando com problemas comuns e situações dramáticas universais. Em um melodrama, Sandra ou Michelle ou os pais (ou todos) seriam tratados como canalhas, estúpidos ou interesseiros. Sandra poderia ser a menina mimada e possessiva que quer o menino problemático do bairro só para si. Michelle poderia ser a loira gelada e maquiavélica a fim de enganar um trouxa enquanto continua a sair com o homem casado. Os pais poderiam ser velhos interesseiros lutando por um casamento entre filhos para manter as aparências financeiras. Mas “Amantes” não procura o melodrama. Ao invés disso, temos apenas seres humanos normais, gente confusa como nós, um grupo de pessoas envolvido em um intrincado jogo amoroso do qual somente Leonard tem consciência. Jovem cinéfilo apaixonado pelo cinema da Itália dos anos 1960 (Rocco e Seus Irmãos é obra de cabeceira), James Gray assina aqui apenas o quarto filme em uma carreira que já tem 14 anos. É fácil entender porque ele filma tão pouco: porque os grandes estúdios não têm nenhum interesse em histórias humanas sobre gente confusa, narradas com um senso de delicadeza que somente grandes observadores da alma humana conseguem captar. É também por isso que Gray consegue atrair bons atores para projetos autorais sem grandes expectativas de bilheteria – Phoenix, por exemplo, trabalha com ele pela terceira vez. Conduzindo a narrativa de forma clássica, sem qualquer malabarismo estilístico que chame a atenção para si mesmo, James Gray se mostra digno sucessor de grandes narradores invisíveis, à moda de Howard Hawks ou John Ford. Seu filme nem tem cara de filme. A história parece se desdobrar sozinha, naturalmente, sem uma única nota fora do lugar. E se o esqueleto dramático é universal e tão velho quanto o Big Bang, os personagens são imbatíveis: todos eles, do protagonista (Leonard está em todas as cenas, e o filme preserva seu ponto de vista inteiramente) aos menores coadjuvantes, são interessantes. Preservam um senso de mistério, um pequeno toque obscuro, que lhes dá vida autêntica fora do roteiro. Podemos imaginar todas essas pessoas vivendo para além do filme. Eles existem de verdade. Criações tão palpáveis são pequenas vitórias dos verdadeiros artistas. Observadores mais atentos irão notar que a estética, claro, existe e está lá, nas imagens, nos sons, nos silêncios, mas sempre servindo à história e jamais se sobressaindo a ela. A paleta de cores escolhida – verdes e azuis escuros, tonalidades cinzentas – e a luz amorfa, cansada, parecem refletir a visão de mundo de Leonard naquele momento específico de sua vida. De quebra, James Gray filma sua vizinhança (todos os filmes dele são ambientados na mesma área judia de Nova York) com a honestidade e o conhecimento de uma locação real, sem o cheiro de naftalina de um estúdio. Também é preciso ressaltar a importância do tema família dentro da obra dele, algo já observado em filmes anteriores e, aqui, introduzido com sutileza no personagem da mãe, a única que percebe algo de diferente com o filho, e age como a mais lúcida das matriarcas. Brindados com um roteiro tão sutil e inteligente, os atores deitam e rolam. Phoenix, que logo após as filmagens anunciou estar deixando a carreira, nunca parece menos do que perfeito. Rossellini, em papel curto, protagoniza talvez o momento mais emotivo do filme, uma curta troca de olhares silenciosos que diz mais do que todos os quinze finais de O Senhor dos Anéis juntos. E há, além disso, pelo menos um momento digno de inclusão em uma antologia dos grandes estudos de personagem: a luminosa visita de Leonard a uma boate em Manhattan, num curto episódio em que ele deixa antever uma faceta de sua personalidade que até então (e mesmo depois disso) permanece escondida sob uma densa camada de melancolia. Nesta cena brilhante, James Gray parece dizer que os melhores personagens do cinema não se resumem àqueles momentos em que os vemos na tela. Eles têm uma rica vida interior, e aquilo que podemos vislumbrar é apenas a ponta desse iceberg de experiências humanas fascinantes." (Rodrigo Carreiro)

2009 César / 2008 Palme de Cannes ” - kaparecida445-2-230390
 
18.
What a Way to Go! (1964)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
A four-time widow discusses her four marriages, in which all of her husbands became incredibly rich and died prematurely because of their drive to be rich. (111 mins.)
Director: J. Lee Thompson
“ A SENHORA E SEUS MARIDOS

37*1965 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
19.
Cookie's Fortune (1999)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
Conflict arises in the small town of Holly Springs when an old woman's death causes a variety of reactions among family and friends. (118 mins.)
Director: Robert Altman
“ 1999 Urso de Ouro ” - kaparecida445-2-230390
 
20.
The Formula (1980)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.6/10 X  
A detective uncovers a formula that was devised by the Nazis in WW II to make gasoline from synthetic products... (117 mins.)
“ 53*1981 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
21.
Red River (1948)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.8/10 X  
Dunson leads a cattle drive, the culmination of over 14 years of work, to its destination in Missouri. But his tyrannical behavior along the way causes a mutiny, led by his adopted son. (133 mins.)
“ "Quantas histórias cabem em "Rio Vermelho"? É quase impossível contar. Existe a história da abertura de uma trilha para levar gado do Texas ao Norte dos EUA após a Guerra de Secessão. Mas há também, ali, a história de um homem que abandona a mulher para montar seu rancho e vê ela ser morta pelos índios logo depois. Ou a de uma pulseira de estimação que circula entre tantas pessoas que quase perdemos a conta. Ou ainda a do homem que aposta a própria dentadura. Costuma ser assim, com Howard Hawks: a ficção parece se irradiar em cada objeto de cena, em cada personagem. Talvez por isso seus filmes, como este, a cada vez que vemos parecem não sofrer a ação do tempo: é assim com obras-primas." (* Inácio Araujo *)

''Por onde pegar "Rio Vermelho"? Pela força de uma travessia épica? Pela valentia dos homens ali envolvidos? Pela sutileza da narração, em que o passado se explica não por flashbacks, mas pelo futuro? Tudo isso pode ser considerado. Mas podemos ficar apenas com o humor. Por exemplo, com a estranha troca entre Groot e o índio Quo. Para resumir: Groot perde metade da dentadura para Quo num jogo de pôquer. O índio fica com os dentes de Groot, só os devolve na hora das refeições. Como sempre no cinema de Howard Hawks, os objetos passam de um personagem a outro, desaparecem. Às vezes, o efeito é cômico. O que importa é afirmar cada momento como afirmação da presença do homem na Terra: grandes ou mínimos, homens são o que são. Definir sua identidade é Hawks.'' (** Inácio Araujo **)

''Há cineastas de apreensão rápida: DeMille pela produção de impacto, John Ford pelo sentimental, Hitchcock pelo suspense. A tendência logo é nos entregarmos a seus filmes. Outros são de apreensão lenta: não nos impressionam muito à primeira visão, mas, quanto mais os revemos, mais têm o que mostrar. É nessa categoria que se encontram "Rio Vermelho" e seu autor, Howard Hawks. Trata-se de um épico em torno da abertura da trilha que, após a Guerra de Secessão, permitiu a condução de gado do Sul dos EUA aos mercados yankees. Em vez de centrar fogo no heroico do episódio, o que temos são sequências envolvendo desde a personalidade dos participantes até um estouro de boiada. Além da disputa entre pai e filho, que serve de fio condutor e une os vários núcleos da narrativa. Um faroeste raro, de gênio.'' (*** Inácio Araujo ***)

21*1949 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
22.
Gomorrah (2008)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
An inside look at Italy's modern crime families. (137 mins.)
Director: Matteo Garrone
“ "Apesar em ser eficiente na denúncia, seus personagens parecem distantes do público, havendo pouca identificação para que o filme fosse inesquecível de fato." (Alexandre Koball)

"O filme erra ao não trazer o grande trunfo do livro: realmente mostrar como funciona o Sistema. Além disso, as histórias soam aborrecidas e entediantes, em uma montagem irregular. Restam algumas boas cenas e o aspecto realista, mas nada além disso." (Silvio Pilau)

"É assim que funciona, a frase está em “Gomorra”, dita por um dos personagens, cujo nome não lembro agora. Se houvesse síntese possível, sintetizaria este filme tirado de um livro que ainda não li, mas quero ler com urgência e é de natureza, aparentemente, diversa. O filme narra uma série de episódios, mas tem o cuidado de não uni-los, de não compor uma história. Não há nem coerência dos negócios, que podem ir de lixo tóxico a drogas ou armas, passando pela alta costura. Não percebemos uma máfia, mas várias, infinitas, que se movem mais ou menos legalmente, mais ou menos consentidamente. Pelo que entendo, o filme de Matteo Garrone abre um espaço para a ambigüidade que não está presente no livro. Isso é interessante: é um filme ficcional sobre um material jornalístico. Não perde nada de verdade com isso: produz uma nova dimensão, que é a da imagem. Pois não há livro capaz de registrar aqueles mafiosos com camisetas de times de basquete, sandálias havaianas, essas coisas. Quanto ao livro, repito, estou saindo para comprar. O autor está jurado de morte pela Camorra. Devia ganhar no mínimo um Pullitzer. O filme também." (* Inácio Araujo *)

66*2009 Globo / 2008 Palma de Cannes / 2009 Cásar ” - kaparecida445-2-230390
 
23.
Biloxi Blues (1988)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A group of young recruits go through boot camp during the Second World War in Biloxi Mississippi. From the play by Neil Simon. (106 mins.)
Director: Mike Nichols
 
24.
The Bells of St. Mary's (1945)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.5/10 X  
At a big city Catholic school, Father O'Malley and Sister Benedict indulge in friendly rivalry, and succeed in extending the school through the gift of a building. (126 mins.)
Director: Leo McCarey
“ "Em um tom muito mais novelesco que "O Bom Pastor", de 1944, esta sequência é, na realidade, quase uma sucessão de acontecimentos individuais, com personagens limpos, justos e moralmente perfeitos. Apesar da artificialidade, "Sinos" é um bom trabalho." (Alexandre Koball)

18*1946 Oscar / 3*1946 globo ” - kaparecida445-2-230390
 
25.
Raging Bull (1980)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8.3/10 X  
An emotionally self-destructive boxer's journey through life, as the violence and temper that leads him to the top in the ring destroys his life outside it. (129 mins.)
Director: Martin Scorsese
“ "No livro Conversas com Scorsese, que a Mostra e a Cosac estão lançando, o diretor americano chama a atenção para o fato de "Touro Indomável" ter impressionado (mal) o establishment pela violência das cenas de boxe. Elas não são, de fato, na maior parte do tempo, nenhum balé. Mas as lutas de boxe não se caracterizam pelo tato, embora hoje pareçam delicadas perto dos espetáculos selvagens de luta em que a TV é pródiga. Por trás disso está a ideia de que a sociedade se rege por exemplos e que ao cinema cabe dar exemplos, e não ser um espelho do mundo tal como ele é. A trajetória de Jake La Motta é violenta fora dois ringues, sobretudo, mas também dentro deles. E a originalidade do filme consiste em deixar de lado as idealizações dos anos 1950 para representar o boxe a altura dos anos 1970, isto é, desses anos de guerras, ditaduras etc." (* Inácio Araujo *)

''Existe algum horror em torno da imagem do pugilista Jake LaMotta. Porque tudo neste "Touro Indomável'' desemboca em sua figura. Seu rosto ansioso, ou furioso, ou desfigurado. Seu corpo ágil e pronto para a luta, ou pegajosamente gordo. Neste filme de Martin Scorsese dá tanto para sentir as pancadas que Jake dá em seus adversários como as que recebe. Parece que podemos sentir, em certos momentos, o suor azedo do alcoólatra. Não, "Touro Indomável" não é bem um filme sobre a psicologia de um personagem, mas um filme sobre seu corpo. Talvez o mais físico dos filmes já feitos. Eis o que ele tem de provocativo e de assustador. Eis o que deu a Robert De Niro o Oscar de melhor ator (sua transformação física, então inédita) e o que afastou Scorsese de qualquer chance no prêmio na época. Um grande e duro filme, ainda hoje.'' (** Inácio Araujo **)

"Impecável desde a brilhante sequência dos créditos iniciais ao discurso de De Niro no final. Todas as opções de Scorsese são acertadas: escolha do elenco, fotografia em preto-e-branco, cenas de luta, planos e enquadramentos. Obra-prima indiscutível." (Silvio Pilau)

53*1981 / 38*1981 Globo

Top 2050#78 ” - kaparecida445-2-230390
 
26.
Invasion of the Body Snatchers (1978)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
In San Francisco, a group of people discover the human race is being replaced one by one, with clones devoid of emotion. (115 mins.)
Director: Philip Kaufman
“ ''Ao longo do tempo, estúdios e produtores sempre quiseram valorizar artisticamente o medo e o delírio das pessoas ao se depararem com uma invasão alienígena. Os filmes apresentam valores de suas respectivas épocas embora estes estejam impregnados de uma luta contra a opressão da liberdade e do desenvolvimento promovidos pelos Estados Unidos. Enquanto Vampiros de Almas mostrava seres humanos numa escravidão comunista fruto de uma consciência paranoica da Guerra Fria, ''Os Invasores de Corpos'' avigora a queda da civilização norte-americana sob as rédeas de alienígenas em busca de valores tradicionais contra a contracultura dos anos 1960-70. Dirigido por Philip Kaufman, o filme traz dois agentes sanitários do Estado, Matthew Bennell (Sutherland) e Elizabeth Driscoll (Adams) que descobrem uma conspiração extraterrestre. No caso, uma planta desconhecida é cultivada para que seus frutos humanoides substituam os seres humanos. Além deles, um casal de amigos de Matthew (Goldblum e Cartwright) também se sente perseguido por essas criaturas. Porém, eles não conseguem provar os estranhos acontecimentos para o renomado psiquiatra Dr. David Kibner (Nimoy).Kaufman e o roteirista W.D. Richter foram habilidosos ao não transformar o filme apenas numa simples refilmagem. Há um ar de continuação dos eventos de Vampiros de Almas. Apesar de ser igualmente baseada no livro The Body Snatchers, de Jack Finney, a estória ganhou uma escala maior. A cidade pequena quase rural deixa de ser cenário dando espaço para a metropolitana São Francisco, palco de célebres eventos da contracultura da segunda metade do século 20 regados à liberdade e à desobediência civil. Além disso, o roteiro reforça o fato de que ninguém está imune a uma pandemia conspiratória e amplia o trabalho de formiga dos humanos artificiais que fazem extensos passeios pelas ruas a fim de disseminar sua nova cultura. Em meio a esse gigantismo, as regras e as instituições se tornam maiores e mais diversificadas. Com isso, o papel de um vigilante sanitário numa metrópole é tão importante quanto o de um profissional da medicina. Matthew persegue funcionários de restaurantes como um detetive em busca de criminosos. Por consequência do trabalho, ele garante inimizades e também prefere uma dieta mais saudável. Já Elizabeth vive com o namorado, o dentista Geoffrey (Hindle). Ela é a primeira pessoa interessada em descobrir a espécie da planta extraterrestre e ele é o ponto de partida para que o espectador sinta a transição de personalidade de um ser dominado. A quebra do relacionamento entre ambos irá fortalecer os laços platônicos com Matthew. Como em Vampiros das Almas, o filme ainda carrega o posicionamento de família desestruturada com familiares inexistentes. O único elo perceptível é o casamento e, mesmo este, parece isolar os cônjuges atribuindo-lhes desconfiança e ceticismo. Por esse motivo, analogias ao sexo e ao amor ocorrem de modo sutil, bastante reprimido. Palavras ou gestos de afetuosidade pouco aparecem; quando surgem, são desencontrados. Em dado momento, a nudez feminina também se revela, mas em uma mulher desprovida de sentimentos cujas feições corpóreas nada mais são do que a de uma boneca. Eis que a procriação é valorizada como um resultado apenas lógico sem emoções. Logo no início, os viajantes do espaço flutuam no ambiente de uma rocha estéril; como esperma branco, esses seres percorrem um caminho que os leva à fertilidade da Terra. Polinizando o planeta, eles evoluem formando brotos floridos que acabam encontrados nos parques ao alcance de crianças. Sob o olhar interessado de um padre (ponta surpresa de um ator), elas carregam esses brotos consigo num sinal claro de ingenuidade (e, quem sabe, futura malícia) dominada pelo conservadorismo despótico. O ritual de procriação é tenebroso ao apresentar uma sonorização fantasmagórica quando os humanos artificiais nascem por meio de um processo de sopro de vida. E, longe de ser explosiva, a música composta por Denny Zeitlin enaltece os sons graves a fim de explorar a sensação de hipnose das pessoas subjugadas e trazer um caráter de sobrevivência oriundo do âmago de seus personagens. ''Os Invasores de Corpos'' pinta o medo da população de que um dia possa retornar aquele valorizado modelo de vida norte-americano de anos anteriores, mas tumultuado pela caça de pessoas por motivações políticas. Por outro lado, o período retratado possui laços afetivos artificiais ou inexistentes dentro de um panorama de desconfiança e descrença em relação às autoridades. Considerando os dois tempos catastróficos, o futuro parece calcado à aniquilação total do ser humano como toda a invasão alienígena se propõe a fazer no cinema. Observação: Invasores de Corpos presta algumas homenagens a Vampiros de Almas. Quando Elizabeth tenta definir a espécie da planta para Geoffrey, a câmera aponta para uma veneziana com vidro transparente. Ali, algumas folhas têm o formato dos casulos do filme original. Em outro momento, o médico Milles Bennell (Kevin McCarthy) vociferando a presença dos alienígenas em plena rua. Tal cena poderia induzir que Invasores não é um remake, mas uma continuação, pois mesmo tendo sobrenomes iguais, os protagonistas (McCarthy e Sutherland) têm nomes diferentes. Por fim, o diretor do filme original Don Siegel aparece como um taxista." (Arrasa- Quarteirão) ” - kaparecida445-2-230390
 
27.
Starship Troopers (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.2/10 X  
Humans in a fascistic, militaristic future do battle with giant alien bugs in a fight for survival. (129 mins.)
Director: Paul Verhoeven
“ ''Em matéria de cinema, vivemos imersos em preconceitos (em outras matérias, também, mas não vem ao caso). Agora mesmo, o estigma do melodrama foi lançado sobre Valentin, o belíssimo filme de Alejandro Agresti em cartaz em São Paulo. Bem, é verdade que se engole um melodrama, desde que venha de Almodóvar. Mas aí é Almodóvar, não é melodrama -se é que dá para seguir o raciocínio. O critério de autoridade parece muitas vezes determinar nosso prazer. Um caso semelhante é o de "Tropas Estelares". Alguém espalhou o boato de que o filme seria nazista, e a coisa emplacou. Talvez porque o diretor se chame Paul Verhoeven - nome suspeito. Talvez porque use imagens à la Leni Riefenstahl, logo no início. Não lhe ocorreu que essas imagens buscam um efeito humorístico? No entanto, é evidente. De modo que não se sabe mais onde termina a ignorância e onde começa a má-fé. O fato é que Tropas é um belo faroeste espacial, protagonizado pelo herói Johnny Rico. O filme não é espanhol nem mexicano. O fato é que Rico mora em Buenos Aires. Mas não existe diferença entre Buenos Aires e, digamos, Oklahoma. Sutil maneira de dizer, em 1997, auge da globalização, que o mundo e a América (os EUA) são a mesma coisa. Rico lidera os terráqueos no combate às hordas de insetos que buscam atacar nossos Fortes Apaches espaciais. Porque nessa luta de vida e morte entre homens e insetos, convém lembrar, os insetos somos nós. Nós, latino-americanos, africanos, talvez asiáticos -todos os que estragam a festa da globalização com sua miséria e eventuais insurreições. Em definitivo, "Tropas Estelares" é um filme político. Mas um filme de esquerda. Talvez represente o pouco de espírito de recusa que restou no mundo nos últimos anos." (* Inácio Araujo *)

"O mercado de cinema sabe queimar um filme. "Tropas Estelares" chegou aqui com a fama de filme nazista, porque exibia imagens (falsos documentários) à moda de Leni Riefenstahl: o filme fracassou! No entanto, é difícil conceber algo mais distante de pensamentos totalitários. Pelo contrário: nesse mundo futuro em que se combate a invasão de terríveis insetos, a Terra tornou-se um planeta onde não existem contradições. Buenos Aires, por exemplo, de onde vem o herói, pertence à mesma órbita de poder, língua, conhecimento, que a América do Norte. Essa ironia faz todo sentido num filme de 1997: era o tempo em que a história tinha acabado. E não havia de ser Paul Verhoeven que a deixaria passar em branco. A resposta do sistema veio pesada. Mas o filme continua estimulante." (** Inácio Araujo **)

*****
''Às vezes é difícil saber se um filme não foi compreendido a seu tempo ou se foi boicotado pela indústria. É o caso de "Tropas Estelares", notável ficção científica de Paul Verhoeven. Ali, homens enfrentam a invasão de insetos de outro planeta, com cérebro poderoso e tudo mais. Por conta de um filmete inserido logo no início, algo ou alguém decidiu rotulá-lo de nazista. Era bem o inverso: um filme libertário sobre (e contra) a globalização, ou seja, a americanização do mundo. E, nesse mundo loirificado, de herói ariano, porém do sul do continente, quem seriam os insetos? Não é insensato pensar que somos nós, os cucarachos.'' (*** Inácio Araujo ***)

70*1998 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
28.
Weird Science (1985)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
Two high school nerds attempt to create the perfect woman, but she turns out to be more than that. (94 mins.)
Director: John Hughes
“ "É um dos filmes mais fracos do mestre John Hughes, ainda que tenha sua visão aguçada sobre a complicada adolescência dos anos 80 e uma boa paródia ao clássico Frankenstein. É menos comédia e reflexão do que o habitual em sua carreira." (Rodrigo Cunha)

"Ouço na televisão o anúncio da exibição de "Mulher Nota 1000": "A seguir, um clássico dos anos 80". Clássico?! O "Mulher Nota 1000" que eu conheço já era sem graça na época do seu lançamento. Com o passar do tempo, ele ficou ainda pior e mais datado. " (Regis Trigo) ” - kaparecida445-2-230390
 
29.
Somewhere in the Night (1946)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.1/10 X  
George Taylor returns from WWII with amnesia. Back home in Los Angeles, while trying to track down his old identity, he stumbles onto a 3-year old murder case and a hunt for a missing $2 million. (110 mins.)
“ UMA AVENTURA NA NOITE ” - kaparecida445-2-230390
 
30.
Deadline - U.S.A. (1952)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.2/10 X  
With his newspaper about to be sold, crusading editor Ed Hutcheson tries to complete an exposé on gangster Rienzi. (87 mins.)
Director: Richard Brooks
 
31.
Bad Day at Black Rock (1955)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.8/10 X  
A one-handed stranger comes to a tiny town possessing a terrible past they want to keep secret, by violent means if necessary. (81 mins.)
Director: John Sturges
“ "Um suspense na linha psicológica com toques de western contemporãneo, tido como uma metáfora sobre a loucura do macarthismo." (Vlademir Lazo)

28*1956 Oscar / 1955 Palma Cannes ” - kaparecida445-2-230390
 
32.
Little Shop of Horrors (1986)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.9/10 X  
A nerdy florist finds his chance for success and romance with the help of a giant man-eating plant who demands to be fed. (94 mins.)
Director: Frank Oz
“ 59*1987 Oscar / 44*1987 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
33.
Besieged (1998)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
When an African dictator jails her husband, Shandurai goes into exile in Italy, studying medicine and keeping house for Mr... (93 mins.)
“ "Bernardo Bertolucci parece ter feito "Assédio", em 1998, exclusivamente para irritar os norte-americanos e seu moralismo furioso, em que mal se distingue, sob o sentido dado a palavra, a simples paquera do descaramento, do ultraje e da violência de classe, por exemplo. Aqui, uma bela africana chega a Itália em fuga. Ela teve o marido preso por algum ditador e trabalha na casa de um pianista inglês. Ora, o pianista começa a dar em cima da mulher de maneira que não se sabe ostensiva ou desesperada. Mas o filme põe em questão é qual o limite das coisas: onde termina a sedução para começar algo, digamos, condenável? Ou ainda, onde termina a razão e começa o desejo? Pois essa é a questão que está posta: do jeito que vai nos Estados Unidos a mania de tudo reduzir a regras, em breve veremos a volta do casamento arranjado." (* Inácio Araujo *)

"Um filme como "Assédio", quando realizado por um cineasta como o italiano Bernardo Bertolucci, não pode ser senão uma proposta de reflexão sobre costumes razoavelmente recentes referentes ao desejo. Aqui temos uma moça africana. Seu marido é um perseguido político e ela se encontra em situação de exílio na Europa. Ela trabalha para um músico inglês se sente tremendamente atraído tremendamente por ela. Eis a questão: hoje em dia julga-se o desejo. Parte-se do pressuposto de que a natureza humana é má e deve ser controlada por leis rigorosas. Porém a questão permanece: como julgar o desejo sem extirpa-lo? Se o desejo é anárquico, como se resolve essa questão? Reprimindo-o, chegaremos a reprodução de proveta. Liberando-o, restabelecem-se certos maus-tratos de que sobretudo mulheres eram vítimas. Eis o dilema que Assédio encara. (** Inácio Araujo **) ” - kaparecida445-2-230390
 
34.
The Da Vinci Code (2006)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A murder inside the Louvre and clues in Da Vinci paintings lead to the discovery of a religious mystery protected by a secret society for two thousand years -- which could shake the foundations of Christianity. (149 mins.)
Director: Ron Howard
“ "Eis porque é impossível confiar no sucesso como critério estético: não faz muito tempo, o mundo deliciava-se com a hipótese de Cristo ter constituído uma família terrena, o que chegava a ser discutido a sério. Bom, hoje podemos ver "O Código da Vince" como uma espécie de antiguidade: a louca busca empreendida por sepulcros ocultos, as tramas do outro lado para ocultar a verdade, tudo isso voltou ao território da quimera. É verdade que proporcionalmente, o livro teve recepção mais calorosa que o filme. Apesar de tola, resta uma lição: no território da ficção, há prazer em ser enganado. Os adultos são, muitas vezes, parecidos com as crianças em busca de fabuloso a quem se narra um conto de fadas." (* Inácio Araujo *)

"O que o "Codigo da Vince" tem de fascinante é o fato de milhres (milhões?) de pessoas, isto é: até hoje um segredo foi guardado a sete chaves, o da descendência biológica de Jesus. Sim, Jesus, o próprio, o filho de Deus. O próprio Vaticano está envolvido nessa ocultação que, segundo livro e filme, mudaria os rumos da humanidade. Os que zelam pelo segredo cometem até alguns assassinatos. Um deles desencadeia toda a ação de Tom Hanks, um especialista em decifrar símbolos no filme dirigido por Ron Howard. Assim como veio e produziu, na forma de livros, alguns filhotes (mais que os supostos filhos de Jesus), a febre Da Vince passou. Vista retrospectivamente, parece até um sonho (e se Jesus teve um filho, no que isso mudaria o mundo?). Nada ficou, fora, talvez, a constatação de que teorias da conspiração são tão necessárias quanto os deuses." (** Inácio Araujo **)

''De tempos em tempos, somos surpreendidos por um surto maníaco. Há alguns anos, foi a vez de "O Código da Vinci", em que tudo parte da hipótese de uma prole secreta de Jesus Cristo. A Igreja Católica tentaria, por todos os meios, evitar que esse indício da humanidade de Cristo fosse revelada. É nessa tensão em que ficamos: primeiro no livro (um sucesso maior do que o filme, tendo gerado filhotes vários), e depois em cinema, mesmo. Sim, a crença é de que tal descoberta abalaria os fundamentos da cristandade. Mais do que isso, porém, insinua-se ali um pensamento muito frequente no nosso século: o de que o mundo não passa de uma imensa conspiração, promovida por alguns privilegiados e feita para passar a perna em nós, homens comuns.'' (*** Inácio Araujo ***)

"O roteiro é atropelado e Howard cria algumas cenas constrangedoramente ruins - como aquela na qual um pássaro salva os heróis. Mas o filme ainda possui bons elementos e uma trama interessante, o que segura o interesse até o final." (Silvio Pilau)

64*2007 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
35.
Adaptation. (2002)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.7/10 X  
A lovelorn screenwriter becomes desperate as he tries and fails to adapt "The Orchid Thief" by Susan Orlean for the screen. (114 mins.)
Director: Spike Jonze
“ "Que os roteiristas medíocres se concentrem nesse foco: quero ser Charlie Kaufman." (Junior Souza)

''Em "Adaptação", existe um roteirista talentoso e neurótico e um irmão gêmeo que é seu oposto exato.
O roteirista Charlie precisa escrever um texto, mas não consegue. No mais, se apaixona pela autora do livro que deve adaptar, mas não tem coragem de encontrá-la. Já o irmão Donald vai metendo os peitos, metendo-se a roteirista e dispondo-se mesmo a substituir Charlie num encontro. O roteiro de Charlie Kaufman dirigido por Spike Jonze se vende como autobiográfico. Pode ser, mas há também pilhas de velhos filmes ali. Não é isso que faz desconfiar de "Adaptação", e, sim, esse fato, comum aos filmes de Jonze, de que as coisas começam bem e aos poucos perdem o interesse. Como se faltasse pulsão cinematográfica. O oposto de Tarantino." (* Inácio Araujo *)

"A engenhoca mais complexa de Kaufman tem tantos múltiplos significados e interpretações que nem infinitas lupinhas conseguiriam dissecá-la por completo. Chamar apenas de filme seria genérico demais." (Heitor Romero)

75*2003 Oscar / 60* Globo / 2002 Urso de Ouro ” - kaparecida445-2-230390
 
36.
My Name Is Joe (1998)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.5/10 X  
Two thirtysomethings, unemployed former alcoholic Joe and community health worker Sarah, start a romantic... (105 mins.)
Director: Ken Loach
“ MEU NOME É JOE

1998 Palma de Cannes ” - kaparecida445-2-230390
 
37.
Minnie and Moskowitz (1971)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.5/10 X  
A museum curator falls in love with a crazy parking attendant. (114 mins.)
Director: John Cassavetes
“ ASSIM FALOU O AMOR ” - kaparecida445-2-230390
 
38.
Pretty Baby (1978)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A teenage girl lives as a prostitute in New Orleans in 1917. (110 mins.)
Director: Louis Malle
“ PRETTY BABY-MENINA BONITA

''Em "Pretty BabY", estamos em Nova Orleans, no bordel onde a pequena Violet vive com sua irmã mais velha (e prostituta). Mas Violet, à parte a atração que representa para, por exemplo, um assíduo frequentador do local e fotógrafo, pode significar lucro para o bordel, caso tenha sua virgindade leiloada. Isso é só uma parte do filme que revelou Brooke Shields e foi sensação a seu tempo. Não era tudo isso. O irônico é que esse filme em que a pedofilia é convocada a toda hora hoje seria um escândalo. Isso no momento em que leiloar virgindade na internet virou a coisa mais natural do mundo..." (* Inácio Araujo *)

50*1979 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
39.
Katyn (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.1/10 X  
An examination of the Soviet slaughter of thousands of Polish officers and citizens in the Katyn forest in 1940. (122 mins.)
Director: Andrzej Wajda
“ "Se o melhor filme sobre as mazelas do comunismo é "Katyn", isso se deve em boa parte a sinceridade de Andrzej Wajda ao relatar o episódio do massacre dos oficiais poloneses em 1940. É verdade que historiadores pró-soviéticos até hoje sustentam a inocência dos russos. Mas Wadja viveu bastante sob o regime para saber até onde iam suas perfídias. O que importa no filme está um tanto além dessas disputas. Tenham sido os russos ou os alemães que assassinaram os militares poloneses, o fato do pai de Wajda ser um deles não é alheio ao interesse que o filme tem para nós. A dureza das cenas parece, as vezes, retomar imagens que correram muitas vezes na cabeça de Wajda. Por isso a dureza não desmente a tremenda ternura da narrativa." (* Inácio Araujo *)

''Mas esse não é o único terror que nos reserva o mundo. E quem assistir a “Katyn” terá uma prova disso: reconstitui-se ali o massacre a frio de oficiais do exército polonês por ordem de Stálin, ainda no começo da Segunda Guerra. O que garante sua força é o autor, Andrej Wajda, um dos grandes cineastas do sonoro. E o que o avaliza, tristemente, é o fato de Wajda ser filho de um oficial morto na ocasião." (** Inácio Araujo **)


''Se a vingança é um prato a servir frio, "Katyn" é o que se pode chamar de belo exemplo. Não só porque entre os oficiais poloneses assassinados em 1940, quando parte do país caiu em poder dos russos, estava o pai de Andrej Wajda, autor do filme. Frio o prato seria em qualquer circunstância, pois Wajda tornou-se, desde os anos 1950, a maior expressão do cinema polonês (e uma das maiores do mundo). Mas foi preciso que a URSS viesse abaixo para reconstituir o massacre de Katyn. O que foi feito apenas em 2007, sem dispensáveis sentimentalismos. Ao mesmo tempo em que revisita o acontecido, Wajda expõe a catástrofe e sua dimensão trágica. Fixa-se no momento, mas o ultrapassa no mesmo gesto."
(*** Inácio Araujo ***)

"Katyn" é um filme feito com ódio. Um ódio guardado durante décadas por Andrzej Wajda, expoente do cinema polonês, já que trata de um momento histórico que acabou meio esquecido, em meio a tantos eventos trágicos do ano de 1940. Nesse momento, a Polônia havia sido invadida tanto por alemães e russos. Seria justo esperar dos russos comportamento melhor que o dos nazistas. Mas Stalin ordena que sejam eliminados todos os oficiais poloneses das redondezas. É esse episódio que Wajda reconstitui: o do massacre de Katyn. Reconstitui, dizia, não sem experimentar certo gosto de vingança, já que seu pai foi um dos executados. Em 2013, Wajda fez um filme em homenagem à resistência liderada pelo sindicalista Lech Walesa contra os russos ocorrida décadas depois. Só que este saiu frouxo." (**** Inácio Araujo ****)

''Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e tido como um dos favoritos à vitória, o filme polonês ''Katyn'', infelizmente, perdeu para o austríaco Os Falsários. E antes de falar sobre esta sensacional obra polonesa, quero abrir um parêntese e comentar sobre tal categoria no Academy Awards passado. Na verdade, daquela lista, falta apenas eu conferir o representante do Cazaquistão, Mongol, então posso fazer um panorama envolvendo os demais. Sem dúvidas, ''Katyn'' era o melhor da lista até o momento, e o engraçado é que o austríaco fica na quarta posição, a meu ver. Entretanto, o que me deixou muito nervoso foram as exclusões de três filmes: A Desconhecida (Itália), O Orfanato (Espanha) e 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias (Romênia). Este, na realidade, era o melhor estrangeiro daquele ano e sem a menor dúvida foi preterido pela sua ousadia. Dito isso, quero ratificar que, apesar desses erros, Katyn é um belíssimo filme. Seu roteiro, escrito por Andrzej Wajda e Andrzej Mularczyk, descreve o famoso e triste massacre de ''Katyn'': meses depois da invasão nazista na Polônia, em 1939, aproximadamente 15 mil (algumas fontes registram que tenha sido mais de 25 mil) prisioneiros de guerra poloneses são mortos pela polícia secreta soviética nas florestas da cidade de Katyn. Confesso que, quando comecei a assistir ao filme, fiquei com medo que seu diretor, o próprio Andrzej Wajda, ousasse demais na cena do massacre e nos apresentasse muita brutalidade e violência quase que gratuita. Errei, pois a direção é o grande ponto forte do filme; Wajda lida com uma história ousada e muito delicada que poderia cair como provação para algumas pessoas. Mesmo assim, conduz o filme com calma, paciência e consegue ser extremamente correto. O elenco é muito homogeneamente muito bom e a fotografia lindíssima, apelando para uma Polônia pós invasão nazista. E além de explorar o massacre, o roteiro aborda várias questões políticas envolvendo poloneses, soviéticos e alemães numa história que, repito, é muito complexa; porém conduzida com maestria.'' (Cinefilando)

''Aos 81 anos de idade, 50 anos depois do belo e chocante Kanal, o polonês Andrzej Wajda, um dos maiores cineastas do mundo, volta à Segunda Guerra Mundial. E faz outra grande obra de arte, outra belo e chocante filme. Em ''Katyn'', ao contar os dramas de três mulheres fictícias – Anna, Agnieszka e a esposa sem nome de um general –, Wajda reconstitui, com a precisão exata de um mestre, o bisturi afiado de um cirurgião, com imagens de uma violência e uma crueza de assustar, um dos episódios mais absurdos da Segunda Guerra: o massacre de cerca de 12 mil oficiais poloneses pela União Soviética, na floresta de Katyn. Muitos deles, uma boa parte, não eram soldados profissionais; eram engenheiros, médicos, professores. Assim, uma parte significativa da elite intelectual da Polônia foi massacrada ali. O filme abre com uma seqüência esplendorosa, bem realizadíssima, uma metáfora forte sobre a Polônia esmagada pelos exércitos de dois ditadores assassinos, dois dos maiores genocidas da História, Hitler e Stálin. Uma ponte sobre um rio – de um lado, uma multidão que foge do avanço dos soldados nazistas vindos do Oeste; do lado oposto, um monte de gente que foge do avanço dos soldados soviéticos vindos do Leste. Um letreiro informa que estamos em 17 de setembro de 1939. Letreiros vão informar, ao longo de todo o filme, os locais e as datas. No meio da multidão que vem do Oeste estão Anna e sua filha Nika, uma garotinha de uns sete, oito anos. (Anna é interpretada por Maja Ostaszewska, bela mulher, excelente atriz.) Anna quer reencontrar o marido, o capitão Andrzej (Artur Zmijewski). No tumulto no meio da ponte, multidão indo para um lado, outra multidão indo para o outro, Anna encontra uma conhecida, a mulher de um general, que está indo em sentido contrário e aconselha Anna a fazer o mesmo. (A mulher do general, interpretada por Danuta Stenka, não tem nome; até mesmo na relação de personagens do site oficial do filme ela aparece apenas como a mulher do general). Anna não atende ao apelo, segue em frente. Vai reencontrar o capitão Andrzej, que está preso, junto com milhares de companheiros, pelo exército soviético; os soviéticos haviam chegado em número muito maior, muito mais fortemente armados, e haviam dominado com facilidade os poloneses; os soldados foram soltos, os oficiais ficaram presos. Anna tenta convencer o marido a fugir enquanto dá tempo – a vigilância dos soviéticos, naquele momento, não parece tão grande. Mas Andrzej diz que não pode abandonar o posto, os companheiros, a honra, a dignidade. Manda a mulher sair dali, levar a filha para longe, para a Cracóvia. Anna não tem como resistir; obedece à ordem do marido. A narrativa vai avançando no tempo seguindo a ordem cronológica, que acompanhamos pelos letreiros. Há seqüências em novembro e dezembro de 1939, depois na primavera de 1940. Dali há um salto até abril de 1943, quando vemos a mulher do general sendo chamada a um quartel dos invasores nazistas; ali entregam a ela uma medalha que era do marido (Jan Englert), e exibem para ela um filme que mostra a descoberta, numa cova rasa, de milhares e milhares de corpos de oficiais poloneses assassinados com tiros na nuca pelos soviéticos, no massacre de Katyn, em 1940. Mais tarde, já no final da guerra, com a expulsão dos nazistas e os soviéticos ocupando toda a Polônia, os novos donos do poder querem fazer crer que o massacre ocorreu em 1941, e que os assassinos foram os nazistas. E ai de quem questionar a nova verdade oficial – estará automaticamente condenado à morte." (50 anos de Filme)

80*2008 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
40.
'Round Midnight (1986)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
In 'Round Midnight, real-life jazz legend Dexter Gordon brilliantly portrays the fictional tenor sax player Dale Turner... (133 mins.)
“ 59*1987 Oscar / 44*1987 Globo / 1986 Palma de Cannes / 1987 César ” - kaparecida445-2-230390
 
41.
Saw II (2005)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A detective and his team must rescue eight people trapped in a factory by the twisted serial killer known as Jigsaw. (93 mins.)
 
42.
The Group (1966)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
It's 1933, and eight young women are friends and members of the upper- class group at a private girl's school... (150 mins.)
Director: Sidney Lumet
“ O GRUPO

1966 Urso de Ouro ” - kaparecida445-2-230390
 
43.
Jennifer 8 (1992)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
A big-city cop from L.A. moves to a small-town police force and immediately finds himself investigating a murder... (124 mins.)
Director: Bruce Robinson
 
44.
The 39 Steps (1935)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.8/10 X  
A man in London tries to help a counterespionage agent. But when the agent is killed and the man stands accused, he must go on the run to both save himself and also stop a spy ring which is trying to steal top secret information. (86 mins.)
“ "Os 39 Degraus é um velho Hitchcock e, no entanto, parece feito ontem, a não ser por características técnicas como o preto e branco. Tudo o mais do mestre inglês está lá. De início, há um falso culpado. Ele precisa fugir tanto da policia como do verdadeiro criminoso para demonstrar sua inocência. Uma moça que encontra no caminho o julga pelas aparências: o vê como criminoso e quer denunciá-lo. Ei-los, então, algemados um ao outro, partilhando o mesmo destino (mesmo que ela, de início, a contragosto), correndo os mesmos riscos. Em 1935, Hitchcock ainda colocava de pé seu sistema de falso culpado como base do suspense (onde, claro, conhece-se desde o início o verdadeiro criminoso), mas sua perfeição é já assombrosa." (* Inácio Araujo *)

"Hitchcock surpreende por levar o filme por caminhos inesperados em uma época onde o óbvio quase sempre prevalecia - e é justamente esta a armadilha que cai no final, o que não tira essencialmente o brilho do filme." (Rodrigo Cunha)

"Primeiro grande filme de Hitchcock." (Demetrius Caesar) ” - kaparecida445-2-230390
 
45.
Before the Devil Knows You're Dead (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.3/10 X  
When two brothers organize the robbery of their parents' jewelry store the job goes horribly wrong, triggering a series of events that sends them, their father and one brother's wife hurtling towards a shattering climax. (117 mins.)
Director: Sidney Lumet
“ "Não deixa de ser irônico que "Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto" seja o último trabalho de Sidney Lumet, cuja obra se renova a cada revisão. Aqui, Lumet retorna o gosto de seu cinema em retratar, sem benevolência, personagens acuados pela crise moral e entregues a fatalidade. O resultado sombrio encerra uma trajetoria desigual, mas com trabalhos memoráveis." (Cassio Starling Carlos)

"Grandes atuações, um roteiro engenhoso, e uma direção que consegue realçar tanto visualmente quanto em ritmo a tensão e a tortuosidade da trama. Prende a atenção do início ao fim." (Juliano Mion) ” - kaparecida445-2-230390
 
46.
Stepmom (1998)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A terminally ill woman has to settle on her former husband's new lover, who will be their children's stepmother. (124 mins.)
Director: Chris Columbus
“ 56*1999 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
47.
Conspiracy Theory (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A man obsessed with conspiracy theories becomes a target after one of his theories turns out to be true. Unfortunately, in order to save himself, he has to figure out which theory it is. (135 mins.)
Director: Richard Donner
 
48.
Golden Door (2006)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.9/10 X  
The story is set at the beginning of the 20th century in Sicily. Salvatore, a very poor farmer, and a widower... (118 mins.)
“ 2006 Lion Veneza ” - kaparecida445-2-230390
 
49.
The Naked Gun 2½: The Smell of Fear (1991)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.8/10 X  
Lieutenant Drebin discovers that his ex-girlfriend's new beau is involved in a plot to kidnap a scientist who advocates solar energy. (85 mins.)
Director: David Zucker
 
50.
Naked Gun 33 1/3: The Final Insult (1994)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
Frank Drebin comes out of retirement to help Police Squad infiltrate a gang of terrorists planning to detonate a bomb at the Academy Awards. (83 mins.)
Director: Peter Segal
 
51.
Hot Shots! (1991)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A parody of Top Gun in which a talented but unstable fighter pilot must overcome the ghosts of his father and save a mission sabotaged by greedy weapons manufacturers. (84 mins.)
Director: Jim Abrahams
 
52.
Crimson Tide (1995)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.3/10 X  
On a US nuclear missile sub, a young first officer stages a mutiny to prevent his trigger happy captain from launching his missiles before confirming his orders to do so. (116 mins.)
Director: Tony Scott
“ 68*1996 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
53.
The Running Man (1987)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A wrongly convicted man must try to survive a public execution gauntlet staged as a game show. (101 mins.)
“ "Mais estúpido do que divertido." (Alexandre Koball) ” - kaparecida445-2-230390
 
54.
Under Siege (1992)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
A former S.E.A.L., now cook, is the only person who can stop a gang of terrorists when they seize control of a U.S. Navy battleship. (103 mins.)
Director: Andrew Davis
“ 65*1993 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
55.
Cliffhanger (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
A botched mid-air heist results in suitcases full of cash being searched for by various groups throughout the Rocky Mountains. (112 mins.)
Director: Renny Harlin
“ 66*1994 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
56.
Brubaker (1980)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.1/10 X  
The new warden of a small prison farm in Arkansas tries to clean it up of corruption after initially posing as an inmate. (131 mins.)
“ 53*1981 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
57.
Judge Dredd (1995)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.4/10 X  
In a dystopian future, Joseph Dredd, the most famous Judge (a police officer with instant field judiciary powers), is convicted for a crime he did not commit and must face his murderous counterpart. (96 mins.)
Director: Danny Cannon
 
58.
Against the Wall (1994 TV Movie)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.8/10 X  
Based on the true story of the Attica Prison uprising of 1971. (111 mins.)
“ 56*1195 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
59.
Limitless (2011)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
With the help of a mysterious pill that enables the user to access 100 percent of his brain abilities, a struggling writer becomes a financial wizard, but it also puts him in a new world with lots of dangers. (105 mins.)
Director: Neil Burger
“ "Apesar de ter a estrutura padrão do thriller moderno, Sem Limites é cheio de energia, um personagem bem carismático e um final que surpreende de uma forma diferente dos outros thrillers. Um grande e motivador passatempo!" (Alexandre Kobal)

"Bobinho e moderninho demais, mas cumpre bem o seu papel de passar o tempo." (Rodrigo Cunha)

"Há algum valor histórico, também, no suspense "Sem Limites", que tem no elenco Robert De Niro e Bradley Cooper, mas numa chave diferente. O filme traz um escritor em crise que usa uma droga que potencializa sua capacidade cerebral. O enredo demonstra bem essa demanda contemporânea que nos força a ser super-homens até nos atos mais cotidianos." (Paulo Santos Lima) ” - kaparecida445-2-230390
 
60.
MacArthur (1977)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
The story of General of the Army Douglas MacArthur, Supreme Allied Commander during World War II and United Nations Commander for the Korean War... (130 mins.)
Director: Joseph Sargent
“ 35*1978 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
61.
Limelight (1952)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8.1/10 X  
A fading comedian and a suicidally despondent ballet dancer must look to each other to find meaning and hope in their lives. (137 mins.)
Director: Charles Chaplin
“ "Luzes da Ribalta" merece atenção, claro, pela fábula que envolve o velho palhaço decadente (o próprio Chaplin), em sua luta para não ser tragado pelo tempo, e uma jovem bailarina com dificuldade de viver (Claire Bloom), Ambos precisando de apoio para suportar o mundo. Mais do que isso, fascinante é uma cena que marca o encontro dos dois maiores comediantes do cinema mudo (e provavelmente do Mundo): os atores Charles Chaplin e Buster Kraton. São dois comediantes perfeitos e opostos. Ambos mestres do gesto. A gestualidade de Chaplin e um do conquistador, um visto de organizar o mundo, submetê-lo. A de Keaton da conta da impotencia do gesto, o mais perfeito, em cara do caos do mundo." (* Inácio Araujo *)

"Chaplin mais deprimente do que nunca (mas ainda muito engraçado) e quase shakespereano, retirando qualquer máscara que pudesse ter ostentado anteriormente e expondo uma cara de palhaço própria consciente de seu FIM. O réquiem de um Genio." (Vlademir Lazo)

45*1975 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
62.
The Hunt for Red October (1990)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.6/10 X  
In November 1984, the Soviet Union's best submarine captain in their newest sub violates orders and heads for the USA. Is he trying to defect or to start a war? (135 mins.)
Director: John McTiernan
“ 63*1991 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
63.
Beverly Hills Cop II (1987)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
Axel Foley returns to Beverly Hills to help Taggart and Rosewood investigate Chief Bogamil's near-fatal shooting and the series of "alphabet crimes" associated with it. (100 mins.)
Director: Tony Scott
“ 60*1988 Oscar / 45*1988 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
64.
Top Gun (1986)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.9/10 X  
As students at the United States Navy's elite fighter weapons school compete to be best in the class, one daring young pilot learns a few things from a civilian instructor that are not taught in the classroom. (110 mins.)
Director: Tony Scott
“ ''Quem quiser entender como Tom Cruise se tornou um astro de Hollywood não pode passar batido por "Top Gun - Ases Indomáveis''. Um produto típico do cinema dos anos 1980, com os ideais yuppies transportados para o cotidiano de pilotos de jatos. Cruise interpreta o sujeito audacioso que seus comandantes querem ver domesticado, mas a competição entre os jovens pilotos vai jogar nele cada vez mais pressão. O caminho para se tornar um grandes dos ares passa pelos ensinamentos (e beijos) de uma especialista em aeronáutica que surge no corpo da belíssima Kelly McGillis (que fez "A Testemunha", com Harrison Ford, mas não vingou na carreira). Bem, se você acredita que o governo americano pode jogar aviões caríssimos nas mãos de pilotos irresponsáveis, trate de acreditar que uma mulher assim entende de jatos supersônicos." (Thales de Menezes)

59*1987 Oscar / 44*1987 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
65.
Cocoon (1985)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
When a group of trespassing seniors swim in a pool containing alien cocoons, they find themselves energized with youthful vigour. (117 mins.)
Director: Ron Howard
“ "Nada mais justo que o ator Ron Howard fizesse uma homenagem aos atores do passado em "Cocoom". Na época das filmagens, Howard tinha mais de 30 anos, e suas estrelas chamavam-se Dom Ameche, JessicaTandy, Hume Cronyn. Todos mais de 70 anos quando esta ficção cientifica sobre velhice, rejuvenescimento e e ternidade foi feito. Naquele tempo isso significava mais do que hoje. O fato é que, no filme, um grupo de idosos frequenta a piscina onde extraterrestres depositaram alguns casulos. Em vista disso, e sem saberem de coisa alguma, começaram a se sentir tremendamente revigorados. Essa simpática fábula tem a marca de Howard na direção: o apego aos atores." (* Inácio Araujo *)

58*1986 Oscar / 43*1986 Globo / 1985 Lion Veneza ” - kaparecida445-2-230390
 
66.
The Jewel of the Nile (1985)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.1/10 X  
This is the sequel to "Romancing the Stone" where Jack and Joan have their yacht and easy life, but... (106 mins.)
Director: Lewis Teague
“ "Não funciona como o original, talvez por ser mais bobo, talvez por não ter uma história interessante e nem bem desenvolvida. A única coisa que continua funcionando é a sintonia entre o casal principal." (Rodrigo Cunha) ” - kaparecida445-2-230390
 
67.
Death Becomes Her (1992)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
When a woman learns of an immortality treatment, she sees it as a way to outdo her long-time rival. (104 mins.)
Director: Robert Zemeckis
“ ****
"A Morte lhe Cai Bem" foi saudado na época do seu lançamento como uma comédia a modantiga. Era o momento em que o cinema americano estava sendo invadido por humor estrangeiro, escatológico, um movimento que conseguiu fartas bilheterias en filmes como Quem Vai Ficar com Mary?. Comédia de humor negro, como o próprio título já indicava, tem assinatura de Robert Zemeckis, que vinha do sucesso estrondoso da franquia De Volta Para o Futuro. No elenco, um trio de muita popularidade no início dos anos 1990: Bruce Willis, Meryl Streep e Goldie Hawn. A trama é cheia de idas e vindas, numa sátira devastadora a obsessão por cirurgias plásticas e tratamentos miraculosos na busca de aparentar juventude. O triângulo amoroso interpretado pelos atores tem mais ódio e inveja do que propriamente amor." (Thales de Menezes)

65*1993 Oscar / 50*1993 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
68.
Bachelor Party (1984)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.3/10 X  
A soon-to-be-married man's friends throw him the ultimate bachelor party. (105 mins.)
Director: Neal Israel
“ "Grosseiro, mas muito divertido. A sequência do burro toda é uma obra-prima da comédia escrachada e inesperada dos anos 80." (Rodrigo Cunha) ” - kaparecida445-2-230390
 
69.
The Falcon and the Snowman (1985)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.8/10 X  
The true story of a disillusioned military contractor employee and his drug pusher childhood friend who became walk-in spies for the Soviet Union. (131 mins.)
 
70.
Blue Sky (1994)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
Jessica Lange stars in a period drama about a family moving to a military base, and she quickly becomes part of a cover-up involving nuclear bomb tests. (101 mins.)
Director: Tony Richardson
“ 67*1995 Oscar / 52*1995 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
71.
Home Movies (1979)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.3/10 X  
Keith Gordon is a creative young man who films the oddball doings of his family and peers. "The Maestro"... (90 mins.)
Director: Brian De Palma
“ "Terapia de Doidos" está longe de ser o filme mais popular de Brian de Palma. A comédia como que trabalha o ego de cineasta que dá um curso de direção, prepara o filme com alunos, se faz filmar e, sobretudo, pega no pé de um dos alunos. Esse pequeno filme se fez em grande parte graças a boa vontade de Kirk Douglas (que vive o Maestro), que havia acabado de fazer Fúria com o diretor, e Nancy Allen, então casada com De palma. É o que de mais inédito se apresenta hoje e uma bela raridade." (* Inácio Araujo *)

"Brincadeira experimental de De Palma em formato de filme caseiro, envelheceu bem melhor que as comédias de seu começo de carreira nos anos sessenta (com as quais guarda similaridades)." (Vlademir Lazo) ” - kaparecida445-2-230390
 
72.
Father Was a Fullback (1949)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
Football coach George Cooper has as many problems managing his football team as he has at home dealing with his daughters, Ellen and Connie. (84 mins.)
Director: John M. Stahl
“ PAPAI ERA UM CRAQUE

"É difícil imaginar um material dramático pior que o de "Papai Era um Craque": Fred MacMurray é técnico de futebol americano de uma universidade, sofrendo pressões e ameaças características do cargo. Quem acompanha futebol sabe que a vida de treinadores consiste em mudar de casa e cidade. Não há nada excepcional nisso. Para chegar a um belo resultado (em seu pnúltimo filme), John M. Stahl trouxe ao centro da história a filha do técnico e sua dificuldade, o tempo todo, adaptar-se a novas escolas, perder amigos etc. Mais, Stahl fez de MacMurray um pai dedicado, atento as dores da filha, e, no fim,transformou o que era um mal material de base num bom filme." (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
73.
Robin Hood: Men in Tights (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A spoof of Robin Hood in general and Robin Hood: Prince of Thieves in particular. (104 mins.)
Director: Mel Brooks
 
74.
History of the World: Part I (1981)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.9/10 X  
Mel Brooks brings his one-of-a-kind comic touch to the history of mankind covering events from the Old Testament to the French Revolution in a series of episodic comedy vignettes. (92 mins.)
Director: Mel Brooks
 
75.
New York, New York (1977)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
An egotistical saxophonist and a young singer meet on V-J Day and embark upon a strained and rocky romance, even as their careers begin a long, up-hill climb. (155 mins.)
Director: Martin Scorsese
“ "Em determinado momento começa o desespero pela chegada do final, que demora!" (Emilio Franco Jr)

"Essa celebração a Nova York tem um grande ponto a seu favor: a canção que dá título ao filme, umas das mais populares do mundo todo. Mas também um problema: o sucesso extremo dessa música. Quase todo mundo deve se lembrar de Liza Minneli cantando o tema, mas poucos preservam na memória o resto desse longa pouco badalado de Martin Scorcese. Talvez pese contra ele um Robert De Niro nem tão a vontade no personagem de um músico. Mas é uma visão carinhosa do diretor sobre sua cidade." (Thales de Menezes)

35*1978 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
76.
Scream 2 (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.1/10 X  
Two years after the first series of murders, a new psychopath dons the Ghostface costume and a new string of killings begins. (120 mins.)
Director: Wes Craven
“ "Basicamente, um replay dos elementos presentes no primeiro filme, mas com o mesmo charme, as mesmas e interessantes personagens e o humor negro sempre apurado. Mais um divertidíssimo exercício de metalinguagem." (Junior Souza) ” - kaparecida445-2-230390
 
77.
The Birdcage (1996)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
A gay cabaret owner and his drag queen companion agree to put up a false straight front so that their son can introduce them to his fiancée's right-wing moralistic parents. (117 mins.)
Director: Mike Nichols
“ 69*1997 Oscar / 54*1997 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
78.
Mary Poppins (1964)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.8/10 X  
A magic nanny comes to work for a cold banker's unhappy family. (139 mins.)
“ "Mary Poppins nasceu datado. Os cenários são pesados. O humor de Dick Van Dyke não funciona. E a união de atores e desenhos animados no mesmo plano foi mais efetiva em Marujos do Amor. Minha Bela Dama, do mesmo ano, é muito mais filme." (Regis Trigo)

*****
''Pode-se amar ou odiar Walt Disney. Mas sua intuição para o cinema e para seu público é incontestável. Em "Mary Poppins" preteriu estrelas da época em favor de uma tal Julie Andrews. A Julie Andrews da época tinha um jeito de governanta boa para lidar com crianças difíceis – logo a seguir faria papel análogo em A Noviça Rebelde. Mas foi como a mágica preceptora Mary Poppins que ganhou seu Oscar. Mary é quem chega à residência de um banqueiro londrino com a missão de pacificar os filhos difíceis. E os encanta. Com ela tudo é diferente, porque é a fantasia que ela instaura na casa. É bem o espírito Disney. Espírito este que significa oferecer à criançada o maravilhamento, bem antes de propor soluções morais.'' (* Inácio Araujo *)

"Em março chega aos cinemas brasileiros Walt nos Bastidores de Mary Poppins, com Emma Thompson e Tom Hanks, versão romanceada das filmagens do clássico "Mary Poppins", produção de 1964 da Disney que levou cinco Oscar - entre eles o de melhor atriz (Julie Andrews). É uma boa desculpa para ver o filme original, que sai em Blu-ray comemorativo dos 50 anos da estreia. Um filme encantador, capaz de convencer qualquer um de que a inglesa Mary é a melhor babá do mundo." (Thales de Menezes)

37*1965 Oscar 22*1965 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
79.
Airport (1970)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A bomber on board an airplane, an airport almost closed by snow, and various personal problems of the people involved. (137 mins.)
Director: George Seaton
“ 43*1971 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
80.
La Femme Nikita (1990)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
Convicted felon Nikita, instead of going to jail, is given a new identity and trained, stylishly, as a top secret spy/assassin. (117 mins.)
Director: Luc Besson
“ 49*1991 Globo / 1991 César ” - kaparecida445-2-230390
 
81.
D-Day the Sixth of June (1956)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.1/10 X  
En route to Normandy, an American and a British officer reminisce in flashback about their romances with the same woman. (106 mins.)
Director: Henry Koster
 
82.
Hannibal Rising (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
After the death of his parents during World War II, young Hannibal Lecter moves in with his beautiful aunt and begins plotting revenge on the barbarians responsible for his sister's death. (121 mins.)
Director: Peter Webber
“ "Querer atribuir uma origem à toda maldade de Hannibal Lecter é um grande erro. A essência de sua crueladade demoníaca era justamente a ausência de uma explicação para seus atos." (Heitor Romero)

"Para quem acha que a vida não vale a pena, a novidade é: "Hannibal - A Origem do Mal" vai mostrar que a coisa ainda pode ser muito pior. Já para quem entende que o cinema é uma instituição sem futuro, como os irmãos Lumière, por sinal, entendiam, as novas aventuras de Hannibal, o canibal, poderão funcionar como prova definitiva. Aos fatos: Hannibal Lecter surgiu para o cinema em 1991, em O Silêncio dos Inocentes, a obra-prima de Jonathan Demme. Mais tarde, tornou-se caricatura de si mesmo, pelas mãos de Ridley Scott, que fez uma sequência infame da história do assassino canibal. Isso não era suficiente. Mesmo desnaturado, Hannibal guardava um segredo: como chegou a ser o que é! Ah, as origens, as causas. Parece que o mundo não anda sem causas. Então aí estão elas: no final da Segunda Guerra, o menino Hannibal vê sua família morrer na Lituânia e sua irmãzinha ser comida (literalmente, entenda-se) por saqueadores. Cresce, sozinho, em um orfanato estatal, na URSS, de onde foge a pé, atravessando Polônia, Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental, até chegar a Paris. Ali, aparentemente, adquirirá o sotaque e os modos de gentleman psicopata e britânico que conhecemos. Esse homem que no passado conhecemos por suas deduções brilhantes e enigmáticas, por sua intransigência raivosa com a vullgaridade humana, aqui se dedicará a algo mais singelo: uma vingança. O bando que matou sua irmãzinha é composto por cinco ou seis homens. Acompanhamos cada morte apaixonadamente, perguntando-nos quantas faltam para o filme acabar e sermos libertados do show de banalidade a que o jovem Hannibal parece ter condenado o seu espectador. Algumas remarcas. 1) Em meio a toda essa desgraceira, sobra o último crime como exemplo infelizmente único no filme de como fazer as coisas sinteticamente. 2) A parte da formação de Hannibal em Paris não é má, embora não chegue a ser nenhuma maravilha. 3) Da série é tão ruim que é até bom, é preciso reter o momento em que Hannibal faz explodir uma barcaça de rio com tanto estardalhaço que o pessoal da cidade deve ter pensado que havia ocorrido um terremoto. Impassível, o inspetor de polícia diz a seu auxiliar: Chame os bombeiros. Com efeito, chame." (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
83.
Elizabeth: The Golden Age (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.9/10 X  
A mature Queen Elizabeth endures multiple crises late in her reign including court intrigues, an assassination plot, the Spanish Armada, and romantic disappointments. (114 mins.)
Director: Shekhar Kapur
“ 80*2008 Oscar / 65*2008 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
84.
A Few Days in September (2006)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.5/10 X  
September the 1st, 2001. Elliot, an American C.I.A. agent holding top secret information on the immediate future of the world... (116 mins.)
 
85.
Space Cowboys (2000)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
When a retired engineer is called upon to rescue a failing satellite, he insists that his equally old teammates accompany him into space. (130 mins.)
Director: Clint Eastwood
“ ''O primeiro homem no espaço todo mundo sabe quem foi. O primeiro a pisar na Lua também fez frase, virou senador. E o segundo? Ninguém mais sabe quem é. Outro dia ele apareceu, velhinho já, e garantiu que será o primeiro a pisar em Marte. Não é impossível que venha a enfrentar a concorrência dos "Cowboys do Espaço", velhos candidatos ao espaço que, por algum motivo, acabaram ficando na Terra. No filme de Clint Eastwood, por conta de um equipamento antiquado, cujo funcionamento ninguém mais entende, eles terão sua chance." (* Inácio Araujo *)

73*2001 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
86.
WarGames (1983)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.1/10 X  
A young man finds a back door into a military central computer in which reality is confused with game-playing, possibly starting World War III. (114 mins.)
Director: John Badham
“ 56*1984 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
87.
Victor Victoria (1982)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.6/10 X  
A struggling female soprano finds work playing a male female impersonator, but it complicates her personal life. (132 mins.)
Director: Blake Edwards
“ "Os números musicais são inspirados e excitantes (Julie Andrews não decepciona, certamente), mas o excesso de piadas sobre homossexualidade tiram certo brilho. Fora isso, o humor de Blake Edwards continua funcionando pela sua simplicidade." (Alexandre Koball)

''Victoria é uma cantora inglesa desempregada, na Paris dos anos 1930. Toddy, o cantor gay que perde o emprego (Robert Preston) e fica tão na pior quanto Victoria. Para se safarem, imaginam uma pequena falsidade: transformar Victoria em Victor e empregá-la como cantor gay.E assim está montado o jogo de aparências com que nos envolve Blake Edwards (e não só a nós, James Garner que o diga) em "Victor ou Victoria" nessa que é provavelmente a última grande comédia musical. Foi também o último grande papel da ex-noviça rebelde Julie Andrews. E Andrews foi uma atriz maior do que em geral se imagina.'' (* Inácio Araujo *)

55*1983 Oscar / 40*1983 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
88.
Horror of Dracula (1958)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
Jonathan Harker begets the ire of Count Dracula after he accepts a job at the vampire's castle under false pretenses. (82 mins.)
Director: Terence Fisher
“ "Se alguém quiser assistir apenas um ou se iniciar nas obras em que Christopher Lee encarnou o seu personagem mais famoso, escolha este, uma das adaptações mais fiéis e bem conduzidas do romance original." (Vlademir Lazo)

''Para uma tarde de terror, não poderia haver melhor sugestão do que "O Vampiro da Noite", o primeiro Drácula de Terence Fisher, com Christopher Lee na pele do vampiro e Peter Cushing como seu mortal inimigo Van Helsing. Vampirismo com dor, gravidade e, no mais, talento." (* Inácio Araujo *)

"Quase morri de medo ao ver esse filme pela primeira vez. Era uma noite fria de inverno e alguns galhos, agitados pelo vento, batiam contra a vidraça da sala. Pudera. Eu era criança e o filme passava em nossa TV preto e branco na sessão coruja. Quando voltei a esse clássico B, em pleno terceiro milênio, já não o achei assustador. Mudaram os filmes de terror ou mudei eu? Horror of Dracula é um filme de vampiros à moda antiga. O melhor em sua categoria embora dispute cabeça a cabeça com o Drácula de 1931 estrelado pelo mítico Bela Lugosi. Nesse filme, o grandalhão inglês Christopher Lee encarnou pela primeira vez o Príncipe das Trevas. O sucesso foi tanto que a produtora Hammer Films fez outros sete filmes de Drácula com Lee. Peter Cushing, outro ícone do cinema de horror, faz mais uma dobradinha com Lee. O roteiro não é fiel ao livro de Bram Stocker. A história passa-se toda na Alemanha em vez de começar na Transilvânia e continuar em Londres. Outras liberdades em relação ao livro são praticadas, mas isso não é um problema. Os filmes de Drácula raramente são fiéis à obra original. Como todo filme de vampiros que se presa, a primeira tentativa de acabar com o morto vivo acontece a poucos minutos do pôr do sol. Nem precisa dizer quem vai levar a melhor nesse caso. Mas tudo bem, no final, vem o confronto entre Van Helsing e Drácula, a poucos minutos da alvorada, é claro. Em filme de vampiros não pode faltar algum erotismo. Implícito, é claro. Mas esse filme é inglês e foi rodado em tempos austeros e, por isso, a luxúria está lá de forma bem velada. Um charme a mais, convenhamos. É interessante ver o que a maldição vampiresca faz com as mulheres em filmes desse gênero. As virgens são atraídas para a perdição como borboletas para a luz. Quando sofrem o primeiro sangramento, tornam-se astutas e não há mais quem consiga libertá-las da obsessão de repetir a experiência doentia. Por fim, ao se transformarem em vampiras perdidas, se revelam perigosas manipuladoras que farejam sangue quente a distância e usam todas as armas da sedução para saciarem seu apetite voraz. Nada a ver com o mundo real, obviamente. Em Horror of Dracula não poderia ser diferente. Chega a ser uma crueldade do roteirista fazer a loirinha abrir a porta de seu quarto para o vampiro enquanto lá fora seu marido monta guarda olhando para a janela da amada no frio da madrugada pensando que ela está segura. Quem assistir, encontrará ingredientes fundamentais a um filme cult: produção artesanal, interpretações estilizadas, cenários toscos, efeitos especiais precários, mas com aquela magia e ingenuidade que que nos faz adorar até as suas deficiências. Talvez esse filme já não aterrorize o público como no passado, pois nossa sensibilidade foi entorpecida pela violência explícita do terror contemporâneo, mas assisti-lo ainda é uma experiência saborosa que mistura a nostalgia de tempos mais ingênuos com o fascínio pela mitologia dos vampiros." (Radames Manosso) ” - kaparecida445-2-230390
 
89.
Hour of the Gun (1967)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
Marshal Wyatt Earp kills a couple of men of the Clanton-gang in a fight. In revenge Clanton's thugs kill the marshal's brother. Thus, Wyatt Earp starts to chase the killers together with his friend Doc Holliday. (100 mins.)
Director: John Sturges
“ A HORA DA PISTOLA ” - kaparecida445-2-230390
 
90.
The Informer (1935)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.6/10 X  
In 1922, an Irish rebel informs on his friend, then feels doom closing in. (91 mins.)
Director: John Ford
“ O DELATOR - "O mais estranho de "O Delator", a obra que rendeu a John Ford seu primeiro Oscar de direção, é sem dúvida a ambientação. Essa Dublin de estúdio, de Hollywood, enfim, de cinema, é também aquela Dublin que vivia na fantasia de Ford. Pois é da sua irlanda que se trata, do IRA e da rebelião que buscava a independência. Esse clina sufocante que ali se retrata não diminui em nada a poesia do lugar. E ainda é preciso lembrar do homem arrastado a delação e a suas decorrências, cuja desventuras se conta. E aqui não é menos intenso o brilho de Victor McLaglen (também ganhou o Oscar). Talvez aproveite de maneira ainda mais intensa os encontros do filme quem tiver por perto uma edição do Tema do Traidor do Herói", o memorável conto de Borges. (* Inácio Araujo *)

08*1936 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
91.
His Majesty Minor (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.1/10 X  
Described as a mythical comedy set on an island in the Aegean Sea before the founding of Ancient Greece. (101 mins.)
“ QUANDO A PORCA TORCE O RABO ” - kaparecida445-2-230390
 
92.
Love Streams (1984)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.9/10 X  
Two closely bound, emotionally wounded siblings reunite after years apart. (141 mins.)
Director: John Cassavetes
“ 1984 Urso de Ouro ” - kaparecida445-2-230390
 
93.
Twilight's Last Gleaming (1977)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.8/10 X  
A renegade USAF general, Lawrence Dell, escapes from a military prison and takes over an ICBM silo near... (146 mins.)
Director: Robert Aldrich
 
94.
Ride the High Country (1962)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.6/10 X  
An ex-union soldier is hired to transport gold from a mining community through dangerous territory. But what he doesn't realize is that his partner and old friend is plotting to double-cross him. (94 mins.)
Director: Sam Peckinpah
“ ''Às vezes o prazer de assistir aos filmes do Futura é duplo. Um, legítimo, vem do fato de que se trata de bons filmes que, há muito tempo, não passam em parte alguma. O segundo, um tanto perverso, vem de saber como enfiarão o filme na programação. Ou seja, se estiver no Cineprofissões, de que profissão falará "Pistoleiro do Entardecer"? Da de matador? E se estiver no Cineconhecimento, então, que piruetas fará o programador para enquadrar o filme na categoria educativa? Sim, neste último caso talvez não seja tão difícil: nesse seu segundo filme, Sam Peckinpah já tratava do seu Oeste preferido: o chamado crepuscular. Ali estão dois velhos pistoleiros, Joel McCrea e Randolph Scott, empenhados em seu último duelo. Mais do que velhos pistoleiros, Scott e McCrea são ícones de um Oeste que chegava ao fim, como mitologia, no mesmo momento em que se iniciava a guerra no Vietnã para os EUA (eles saem da aposentadoria para fazer o filme). Mas é também o final físico do Velho Oeste que seduz Peckinpah: o momento em que o tempo das diligências se vê subitamente invadido por automóveis, em que os homens solitários, anti-sociais, que procuravam o Oeste como maneira de escapar à vida condicionante das cidades, começavam a perder a função. Esse é o momento que Peckinpah parece amar em particular. Nesse filme que de imediato projetou-o, ele narra a história de um ex-xerife honesto (McCrea) que convida um pistoleiro nem tanto (Scott) para, juntos, fazerem a proteção de um carregamento. A traição virá, fatalmente. O fato de se dar na passagem do Sábado de Aleluia para o Domingo de Páscoa deve ser casual. Em todo caso, o encanto é raro, enorme, seguro." (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
95.
TRON (1982)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.8/10 X  
A computer hacker is abducted into the digital world and forced to participate in gladiatorial games where his only chance of escape is with the help of a heroic security program. (96 mins.)
“ 53*1983 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
96.
Enemy at the Gates (2001)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.6/10 X  
A Russian and a German sniper play a game of cat-and-mouse during the Battle of Stalingrad. (131 mins.)
 
97.
Samson and Delilah (1949)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.8/10 X  
When strongman Samson rejects the love of the beautiful Philistine woman Delilah, she seeks vengeance that brings horrible consequences they both regret. (131 mins.)
“ 23*1950 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
98.
A Special Day (1977)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8.1/10 X  
Two neighbors, a persecuted journalist and a resigned housewife, meet during Hitler's visit in Italy in 1938. (106 mins.)
Director: Ettore Scola
“ "Foi-se um tempo que qualquer novo trabalho de Ettore Scola era motivo de encantamento. Hoje, não sei porquê, sua obra já não me fascina como antes. Talvez seus filmes nunca foram tão bons quanto os imaginava. Talvez eu tenha mudado." (Regis Trigo)

"Scola há muito que perdeu sua reputação, mesmo seus filmes mais clássicos já não fazem a cabeça de quase ninguém, mas alguns poucos ainda resistem lindamente ao tempo, como esse belo drama sobre repressões individuais ou coletivas. Um show do par central." (Vlademir Lazo)

50*1978 Oscar / 35*1978 Globo / 1977 Palma de Cannes / 1978 César ” - kaparecida445-2-230390
 
99.
A Tree Grows in Brooklyn (1945)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8.2/10 X  
Encouraged by her idealistic if luckless father, a bright and imaginative young woman comes of age in a Brooklyn tenement during the early 1900s. (129 mins.)
Director: Elia Kazan
“ 18*1976 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
100.
The Final Conflict (1981)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.6/10 X  
The now adult Antichrist plots to eliminate his future divine opponent while a cabal of monks plot to stop him. (108 mins.)
Director: Graham Baker