FILMES NOTA 04

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1.
Funny Games (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.5/10 X  
Two psychopathic young men take a family hostage in their cabin. (111 mins.)
Director: Michael Haneke
“ "Talvez o filme mais inútil da década. E também não tem 1/100 do impacto do original, pois estamos em tempos diferentes e não há as surpresas a que fomos submetidos no filme de 1997." (Alexandre Koball) ” - kaparecida445-2-230390
 
2.
The Last Airbender (2010)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.2/10 X  
Follows the adventures of Aang, a young successor to a long line of Avatars, who must master all four elements and stop the Fire Nation from enslaving the Water Tribes and the Earth Kingdom. (103 mins.)
“ "Um diretor autoral dirigindo um filme comercial. Porém, o que era para funcionar como um viagra em sua carreira, acabou funcionando como um purgante." (Rodrigo Cunha)

"Surpreendentemente, a única coisa que funciona são as cenas de ação, ainda que repetitivas. De resto, uma história caótica, diálogos risíveis e uma construção precária daquele mundo, que jamais convence. A queda gradual de Shyamalan é algo impressionante." (Silvio Pilau)

"Um dos piores castings de cinema já feitos, roteiro risível, direção sem nenhuma personalidade, nada funciona nesse filme, que definitivamente, não merecia ser feito." (Felipe Tostes)

"O filme mais assustador de M. Night Shyamalan." (Luis Henrique Boaventura)

"Shyamalan aparece com essa adaptação de um desenho animado para provar que pode sim ser pior a cada novo filme. Se continuar nesse ritmo, seu próximo trabalho na direção será semelhante a um filme de Ed Wood." (Heitor Romero)

"As virtudes da delicadeza tendem a ser menos reconhecidas no cinema atual, e M. Night Shyamalan sofre com isso. Tanto A Dama na Água como o mais recente "O Ultimo Mestre do Ar" não andaram bem na bilheteria. Mas existe aqui um estranho e significativo poder visual que confirma Shyamalan como um cineasta invulgar. A história diz respeito a um menino que deve abandonar a infância por uma tarefa que só ele pode desempenhar, que é a de equilibrar os elementos naturais. Em outras palavreas: o Fogo pretende obter o domínio total dos elementos, submetendo a força de Água, Ar e Terra. Não faltam demonstrações de kung fu e nem guerra, mas não no grau homicida que a convenção do cinema contemporâneo exige. (* Inácio Araujo*) ” - kaparecida445-2-230390
 
3.
The Rite (2011)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.0/10 X  
An American seminary student travels to Italy to take an exorcism course. (114 mins.)
“ "O começo é promissor, apresentando um ótimo clima tenso, mas à medida que o tempo vai passando, mostra-se ser apenas mais um suspense previsível e ordinário." (Josiane K)

"A primeira metade é interessante, com um razoável clima de suspense e uma boa discussão entre ceticismo e a fé. A partir daí, no entanto, o filme se perde em situações clichês e sem tensão, tornando-se apenas mais um do gênero de exorcismo." (Silvio Pilau)

"É bem fácil distinguir o real da ficção, já que a partir de certo ponto o roteiro começa a criar baseado em fórmulas típicas do gênero. Ainda assim, não é um filme chato ou ruim; é apenas mais um." (Rodrigo torres de Souza) ” - kaparecida445-2-230390
 
4.
The Sorcerer's Apprentice (2010)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.1/10 X  
Master sorcerer Balthazar Blake must find and train Merlin's descendant to defeat dark sorceress Morgana la Fée. (109 mins.)
Director: Jon Turteltaub
“ "Tem bom acabamento e é vibrante nos confrontos entre os personagens. Talvez seja um pouco longo demais apenas, mas seu público-alvo (crianças e adolescentes) têm aqui um passatempo limitado, porém excitante." (Alexandre Koball ) ” - kaparecida445-2-230390
 
5.
Beverly Hills Cop III (1994)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.5/10 X  
Axel Foley, while investigating a car theft ring, comes across something much bigger than that: the same men who shot his boss are running a counterfeit money ring out of a theme park in Los Angeles. (104 mins.)
Director: John Landis
“ "Para ficar com uma recente entrevista de Jean-Luc Godard,"Um Tira da Pesada 3" é do tempo (1994, mais precisamente) em que havia autores no cinema. Tanto que John Landis, diretor, aqui é também roteirista. É do tempo em que Eddie Murphy ainda não tinha consagrado o tipo malandro simpático e, portanto, privava-se de exicibicionices de talento. Limitava-se a exercê-lo, e isso bastava. Aqui, ele contrapõe o estilo rude e pouco afeito a regras dos policiais de Detroit, a cidade onde trabalha, aos modos legalistas e cheios de não me toques de Los Angeles. Não é apenas que rimos com isso:Landis nos mostra também, nesses conflitos, um tanto do funcionamento da sociedade norte-americana." (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
6.
Inland Empire (2006)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
As an actress starts to adopt the persona of her character in a film, her world starts to become nightmarish and surreal. (180 mins.)
Director: David Lynch
“ "Onde fica o "Império dos Sonhos" do filme do diretor americano David Lynch? No cinema, em princípio. Nessa sala escura onde nos entregamos as imagens como se saíssemos de nos mesmos. Magia segura, a do cinema, que se constitui sobre imagens e situações que se repetem com constância. Mas, imagina Lynch (desde o filme Estrada Perdida na verdade), e se as identidades não fossem coisa tão óbvia assim? E se aquela loirinha que julgamos ser uma estrela ascendente fosse, ela também, uma sonhadora, como nós espectadores, trocando de lugar com a atriz que perdeu a memória, isto é, com a que é de fato uma estrela? Eis ai uma história sobre Hollywood que é ao mesmo tempo pouco e muito hollywoodiana. Pouco na formulação, que escapa as convenções a que os filmes tanto se entregam, e muito, na evocação de tipos e situações recorrentes que aparecem no cinema." (* Inácio Araujo *)

"Mesmo não fazendo muito sentido (mais uma vez), Lynch é um dos diretores mais climáticos, capaz de aterrorizar espectadores com suas imagens e sons. Isso salva a bagunça do filme, bastante inferior a Cidade dos Sonhos." (Alexandre Koball)

"Três horas a menos de vida." (Vlademir Lazo)

"Que tipo de lógica se pode aguardar de um filme que ata suas mãos e toma pelos ombros, te mergulhando num oceano desconhecido e hostil, sem qualquer ponto de sustentação? Eis aqui a maior espiral de loucura de David Lynch!" (Junior Souza)

"Por mais absurdo que seja, Império dos Sonhos é um filme que merece revisões, mesmo com sua longa duração. Na primeira vez detestei, na segunda aceitei melhor e na terceira consegui enxergar a genialidade de Lynch. Precisa de paciência, mas vale a pena." (Heitor Romero)

2006 Lion Veneza ” - kaparecida445-2-230390
 
7.
Taking Woodstock (2009)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A man working at his parents' motel in the Catskills inadvertently sets in motion the generation-defining concert in the summer of 1969. (120 mins.)
Director: Ang Lee
“ ACONTECEU EM WOODSTOCK

"É até compreensível que "Aconteceu em Woodstock" não tenha sido um sucesso. Quem quer saber de um filme sobre Woodstock em que tem de tudo, menos a música? Diga-se em defesa de Ang Lee e seu filme que o tem de tudo não é pouca coisa. A história é a do sujeito travado que, por uma pequena fortuna, aluga sua casa para que ali funcione o escritório do festival. Veremos um formidável vaivém de engravatados misturados com hippies: a contestação como a música é antes de tudo negócio. O que não impedirá o festival de ter profundas repercussões na vida do rapaz." (* Inácio Araujo *)

"Ameno demais para os padrões de Ang Lee. Um filme sobre esse evento tão importante deveria se preocupar em ser mais ousado ou intrigante." (Emilio Franco Jr)

"Ameno demais para os padrões de Ang Lee. Um filme sobre esse evento tão importante deveria se preocupar em ser mais ousado ou intrigante." (Heitor Romero)

2009 Palma de Cannes ” - kaparecida445-2-230390
 
8.
Not Without My Daughter (1991)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
An American woman, trapped in Islamic Iran by her brutish husband, must find a way to escape with her daughter as well. (116 mins.)
Director: Brian Gilbert
“ "Nunca sem Minha Filha", é um filme de 1991, auge da campanha norte-americana contra o Irã. Ali, Sally Field é a americana que casa com um iraniano e se dá mal quando o cara resolve voltar ao seu país, levando a filha do casal. Sally vai ao Irã fazer jus ao título do filme. É até justo. O que é menos justo é representar o Irã como uma espécie de associação de vilões dispostos a tudo para prejudicar a boa moça. Essa foi uma das vantagens do cinema iraniano: mostrar que podemos até ser contra seu governo, mas as pessoas são bem outra coisa." (* Inácio Araujo *)

"Nunca sem Minha Filha" me parece um filme mais atraente. Atraente não significa bom. Mas o que ele nos informa sobre os EUA e o mundo não é todo dia que se manifesta com tal clareza. Nessa trama, Sally Field é a jovem americana que se apaixona por um iraniano, casa-se, tem uma filha com ele. Mas só quando sai dos EUA para morar no Irã é que o marido se revela. Revela-se um religioso de quatro costados, faz ela usar o véu e tudo o mais. Sally resolve pular fora. Mas nunca sem sua filha. Começa então a odisséia da boa mãe americana em meio à barbárie asiática. O filme é de 1991, é importante dizer, e dirigido por Brian Gilbert (não tem a menor importância dizer). Faz parte da propaganda americana da época, segundo a qual o Irã era uma nação composta por seres demoníacos. Ou seja, o filme existe para nos convencer de que, se a gente esmagar esses demônios, eles não farão grande falta ao mundo. Pouco depois começamos a conhecer o cinema iraniano e a notar que esse país - não importa quais sejam as divergências que se possa ter com seus dirigentes- é composto por seres humanos como nós. Mussolini, que não era bobo, dizia que o cinema é a arma mais forte. Este filme nos ajuda a entender por quê." (** Inácio Araujo **)

''Mas não é por isso que, hoje, "Nunca sem Minha Filha" me parece um filme mais atraente. Atraente não significa bom. Mas o que ele nos informa sobre os EUA e o mundo não é todo dia que se manifesta com tal clareza. Nessa trama, Sally Field é a jovem americana que se apaixona por um iraniano, casa-se, tem uma filha com ele. Mas só quando sai dos EUA para morar no Irã é que o marido se revela. Revela-se um religioso de quatro costados, faz ela usar o véu e tudo o mais. Sally resolve pular fora. Mas nunca sem sua filha. Começa então a odisséia da boa mãe americana em meio à barbárie asiática. O filme é de 1991, é importante dizer, e dirigido por Brian Gilbert (não tem a menor importância dizer). Faz parte da propaganda americana da época, segundo a qual o Irã era uma nação composta por seres demoníacos. Ou seja, o filme existe para nos convencer de que, se a gente esmagar esses demônios, eles não farão grande falta ao mundo. Pouco depois começamos a conhecer o cinema iraniano e a notar que esse país -não importa quais sejam as divergências que se possa ter com seus dirigentes- é composto por seres humanos como nós. Mussolini, que não era bobo, dizia que "o cinema é a arma mais forte". Este filme nos ajuda a entender por quê." (*** Inácio Araujo ***) ” - kaparecida445-2-230390
 
9.
The Beverly Hillbillies (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.8/10 X  
A feature adaptation of the classic TV show, when nice guy redneck Jed Clampett strikes it rich when he finds black oil, and moves he and his kin to posh Beverly Hills. (92 mins.)
 
10.
Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief (2010)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.9/10 X  
A teenager discovers he's the descendant of a Greek god and sets out on an adventure to settle an on-going battle between the gods. (118 mins.)
Director: Chris Columbus
“ "Antes os filmes juvenis tinham originalidade e coração, como Os Goonies, hoje são apenas um amontoado de jovens arrogantes e efeitos de terceira categoria, como este aqui e as séries Potter e Twilight." (Alexandre Kobal)

"Apressado come cru." (Rodrigo Cunha)

"Horrível, constrangedor." (Josiane K) ” - kaparecida445-2-230390
 
11.
The Bible: In the Beginning... (1966)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
Extravagant production of the first part of the book of Genesis. Covers Adam and Eve, Noah and the Flood and Abraham and Isaac. (174 mins.)
Director: John Huston
“ "Uma extravagância do produtor Dino De Laurentis, vale para quem tem fascínio ou interesse pelo Gênesis." (Vlademir Lazo)

"A existência dos gêneros por vezes é determinada muito mais por razões industriais do que por outra coisa. É o caso das superproduções. Esses épicos surgiram essencialmente para combater a influência da TV, da qual se diferenciavam seja pela tela gigantesca, seja pela produção idem. O problema é que cada superprodução tinha, no fundo, de ser maior do que a outra -o que já fazia prever o desastre econômico para qualquer momento. Exemplo da ambição que tomou conta do gênero é "A Bíblia". Já não bastava dar ao filme o nome de um episódio (é essencialmente no início de tudo que se detém a obra): era preciso abarcar toda a obra. Como na história da Torre de Babel, afundou este filme de 1996. E afundou o gênero." (* Inácio Araujo *)

39*1967 Oscar / 14*1967 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
12.
THX 1138 (1971)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.8/10 X  
Set in the 25th century, the story centers around a man and a woman who rebel against their rigidly controlled society. (86 mins.)
Director: George Lucas
“ "Percebe-se que existe uma visão de mundo e diversas ideias interessantes, mas a narrativa é desleixada, sem lógica e bastante difícil acompanhar. Ao final, o trabalho de Lucas não é complexo; é simplesmente caótico." (Silvio Pilau)

"O Filme "THX 1138" reúne diversas críticas aos modelos sociais, tais como o autoritarismo do Estado que passa despercebido sob uma ilusão criada de paternalismo, de preocupação com o bem-estar do cidadão, quando o real interesse é a manipulação e controle rígidos de cada indivíduo, para que continuem servindo ao Estado sem questinonamento e em tempo integral. Um aspecto interessante do filme é o uso dos medicamentos para manter os cidadãos passivos e satisfeitos com a situação. Esse foco pode ser analisado criticamente sob vários pontos de vista, um deles é a manipulação, já comentada, outro é o fato de a sociedade estar cada vez mais dependente de fármacos devido ao estilo de vida estressante, onde o laser ao ar livre, algo intrínseco da natureza do homem, portanto vital, está sendo substituído pela necessidade de compras, aquisição de bens materiais. Outro ponto chocante do filme é o despótico controle de natalidade, onde a relação sexual é crime e os cidadãos são vigiados e quando flagrados, rigidamente punidos. Os artifícios que o Estado utiliza para controlar a natureza humana, no filme, são dispositivos inibidores de libido e aparelhos simuladores de relações sexuais. À primeira vista esse filme pode parecer um exagero, no entanto, se formos analisar os modelos de governo, existe algum país que impõe o controle de natalidade? Existe algum país que incentiva freneticamente o consumismo? A tendência imposta pelo capitalismo é passar mais tempo trabalhando ou mais tempo com a família? Quantas pessoas já são dependentes de medicamentos por distúrbios psiquiátricos adquiridos pelo modo de vida?" (Thaís Mello)

Antes de Star Wars, George Lucas cria fantasia apocalíptica perturbadora sobre o futuro.

"Um filme lento, duro, opressivo e claustrofóbico. Quem se acostumou com o George Lucas que dirigiu a série Star Wars dificilmente vai imaginar que essa descrição possa caber em um longa-metragem dirigido por ele. Mas cabe, e como uma luva: “THX 1138” (EUA, 1971) é exatamente assim. Apesar de ter apenas 88 minutos, é um filme de compreensão difícil, com roteiro episódico de andamento truncado e uma estilização visual impressionante, que cria um futuro opaco, sem cor e sem vida. Trata-se de uma fantasia apocalíptica perturbadora sobre o futuro, uma variação alucinada do 1984, de George Orwell.
O espectador demora a compreender o enredo de “THX 1138”. O filme se passa em um futuro distante (os releases da Warner nos indicam que esse futuro acontece em algum ponto do século XXV, embora o filme não faça nenhuma referência à época em que a história se passa). Nesse futuro, os homens não possuem mais nomes, mas siglas que mais parecem placas de carros. Na verdade, são praticamente zumbis, que vestem roupas brancas idênticas, possuem as cabeças raspadas e engolem pílulas de narcóticos que os mantêm anestesiados e sem vontade própria. A reprodução é feita em laboratório, pois as drogas inibem o desejo sexual. A sociedade vive em um labirinto mecânico nos subterrâneos do planeta, e é patrulhada por uma raça de estranhos robôs negros com rostos metálicos. “THX 1138” é um filme que sobrevive pela estilização visual. George Lucas criou, com inspiração de outros filmes (há uma evidente influência dos interiores elaborados por Stanley Kubrick na obra-prima 2001), um produto inteiramente novo, original. A criação visual dessa sociedade opressora, em que todos os habitantes são monitorados através de um gigantesco circuito interno de TV, é soberba. Nesse sentido, a mão de George Lucas aparece com força. Ele demonstra que, desde o início da carreira, já possui talento nato para criar um mundo em que homens e tecnologia co-habitam em constante tensão. Apesar de ser um filme pouco citado por outros cineastas, e ainda menos pelo público, “THX 1138” teve uma influência importante em muitas obras de ficção científica que viriam nas décadas seguintes; pense em “Matrix” (são praticamente duas dimensões vivendo em um mesmo plano espacial), e em “Os Doze Macacos” (os humanos estão confinados ao subterrâneo, e todos os que vivem na superfície são anões). Infelizmente, toda a portentosa criação meticulosa de imagem e som (o trabalho de Walter Murch na trilha sonora é realmente muito bom) é oca de significado, porque Lucas não soube criar um roteiro eficiente. A trama é simples: um homem, chamado exatamente THX 1138, deixa de tomar as pílulas junto com a companheira de casa. Os dois se descobrem apaixonados e, claro, fazem sexo pela primeira vez, em uma seqüência pesada e incômoda que inclui uma televisão robótica com imagens perturbadoras de uma negra despida praticando uma espécie de dança do acasalamento. A partir daí, são perseguidos pelo Big Brother messiânico, que se comunica através de gravações e hologramas. De certa forma, “THX 1138” só funciona como filme porque a platéia compartilha da confusão mental vivida pelo monossilábico protagonista (vivido pelo jovem Robert Duvall). O sujeito quase não fala, e quando o faz, não consegue expressar nenhum tipo de desejo ou emoção. Pior: não tem um objetivo evidente que não seja fugir de algo que nem ele, e nem nós (do lado de cá da tela), sabemos exatamente o que é. Tudo isso, aliado à perturbadora seqüência da prisão (uma sala gigantesca, inteiramente branca, sem que se possa divisar as paredes, o que cria uma sensação de infinito), gera um filme estranho, mas instigante. A caixa luxuosa do filme dá a impressão de que se trata de uma obra-prima do cinema. Para começar, o DVD é duplo. Qualidade de imagem e som, com certificado THX (que ironia…), é de primeira; há uma trilha de áudio com George Lucas e o co-roteirista Walter Murch comentando o filme, que tem imagem widescreen e som Dolby Digital 5.1. Uma outra opção é interromper o filme de tempos em tempos para ver pequenas entrevistas com Walter Murch (que viria a ser, depois, um renomado editor de imagens e som), a respeito da criação de sons futuristas. No disco 2, dois documentários são o prato principal. O primeiro, de uma hora, aborda o surgimento da geração mítica de George Lucas (incluindo Francis Ford Coppola e Steven Spielberg), no início dos anos 1970. O segundo, de 30 minutos, é um documentário de retrospectiva sobre o filme. Uma curiosidade é que o curta-metragem premiado de Lucas, o “THX” original, de 17 minutos, é aqui apresentado na íntegra. Por fim, um segmento de 8 minutos traz Coppola, produtor executivo, entrevistando Lucas, diretor, antes da produção do filme. Encontro histórico, em um disco que vale mais pela curiosidade do que pelo filme em si." (Rodrigo Carreiro) ” - kaparecida445-2-230390
 
13.
W. (2008)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
A chronicle of the life and presidency of George W. Bush. (129 mins.)
Director: Oliver Stone
“ "Para quem usou e abusou da polêmica com "JFK" e "Nixon", surpreende a timidez e a superficialidade do retrato que Stone pinta de Bush, defeito que pode ter origem na abordagem de uma figura ainda carente de uma perspectiva histórica que só o tempo trará." (Regis Trigo)

"O retrato de Bush é mais brando do que se poderia esperar - e, por vezes, parece enxergá-lo como vítima -, mas Stone consegue imprimir um tom de farsa e sátira ao filme, com alguns momentos bacanas de pura ironia. Irregular, mas sempre interessante." (Silvio Pilau) ” - kaparecida445-2-230390
 
14.
Poltergeist II: The Other Side (1986)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.7/10 X  
The Freeling family have a new house, but their troubles with supernatural forces don't seem to be over. (91 mins.)
Director: Brian Gibson
“ 59*1987 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
15.
Arachnophobia (1990)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
A species of South American killer spider hitches a lift to the U.S. in a coffin and starts to breed and kill. (103 mins.)
Director: Frank Marshall
 
16.
The Mexican (2001)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.1/10 X  
A man tries to transport an ancient gun called The Mexican, believed to carry a curse, back across the border, while his girlfriend pressures him to give up his criminal ways. (123 mins.)
Director: Gore Verbinski
 
17.
Police Academy 5: Assignment: Miami Beach (1988)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.3/10 X  
The old Commandant Lassard, leader of the Police Academy, goes to Florida to receive an award. In the... (90 mins.)
Director: Alan Myerson
 
18.
The Exorcist III (1990)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.3/10 X  
A police lieutenant uncovers more than he bargained for as his investigation of a series of murders, which have all the hallmarks of the deceased 'Gemini' serial killer, lead him to question the patients of a psychiatric ward. (110 mins.)
 
19.
Halloween III: Season of the Witch (1982)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.6/10 X  
Kids all over America want Silver Shamrock masks for Halloween. Doctor Daniel Challis seeks to uncover a plot by Silver Shamrock owner Conal Cochran. (98 mins.)
 
20.
Rat Race (2001)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
A Las Vegas casino magnate, determined to find a new avenue for wagering, sets up a race for money. (112 mins.)
Director: Jerry Zucker
 
21.
Clash of the Titans (2010)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.8/10 X  
Perseus demigod, son of Zeus, battles the minions of the underworld to stop them from conquering heaven and earth. (106 mins.)
Director: Louis Leterrier
“ "Refilmagem. Uso intenso de CGI. Atuações caricatas. Textos pobres. Mas é um dos mais divertidos filmes-pipoca de seu ano, as batalhas são verdadeiramente intensas, tiram um sorriso do rosto." (Alexandre Koball)

"O remake é válido, afinal, a tecnologia evoluiu desde que o original, que já era dependente de efeitos, foi realizado. Porém, a história continua mal contada, o que desqualifica a necessidade desta produção." (Rodrigo Cunha)

"Sim, é um espetáculo de efeitos visuais com algumas boas cenas de ação. Mas a história é pessimamente desenvolvida, sem personagens interessante e com diversos furos de lógica na trama. A interessante mitologia grega continua sem um filme à altura." (Silvio Pilau)

"Bobo e desnecessário." (Felipe Tostes) ” - kaparecida445-2-230390
 
22.
Viva Las Vegas (1964)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
Race car driver Lucky Jackson goes to Las Vegas to earn money to pay for a new engine for his motor car. Working as a waiter, he still finds the time to court young Rusty Martin. (85 mins.)
Director: George Sidney
“ "Não sei se os filmes de Elvis Presley já eram ingênuos na época ou se o tempo só deixou isso mais claro. Esse aqui, ao menos, tem a direção do sempre confiável George Sidney e a gostosura de Ann-Margret, uma das musas da minha adolescência." (Régis Trigo) ” - kaparecida445-2-230390
 
23.
Missing in Action (1984)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.3/10 X  
Colonel James Braddock is an American officer who spent seven years in a North Vietnamese POW camp, then escaped 10 years ago... (101 mins.)
Director: Joseph Zito
 
24.
Knowing (2009)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
M.I.T. professor John Koestler links a mysterious list of numbers from a time capsule to past and future disasters and sets out to prevent the ultimate catastrophe. (121 mins.)
Director: Alex Proyas
“ "Pouca lógica e muitos furos à parte, além de ser mais óbvio do que pretendia (aparentemente), Presságio funciona como entretenimento pois mantém os espectadores (alguns, pelo menos) atentos até seu final, que é especialmente melhor do que tudo até ali." (Alexandre Koball )

"A apreciação do filme depende muito da reação de cada espectador ao terceiro ato: comigo não funcionou. Além disso, alguns bons momentos, efeitos especiais e o eficiente clima de mistério são prejudicados pelo roteiro repleto de furos de lógica e clichês." (Silvio Pilau)

"Ainda que toda a conclusão seja espetacular, o que vem antes disso é de uma bagunça indescritível, que torna quase impossível estar atento até lá." (Rodrigo Cunha) ” - kaparecida445-2-230390
 
25.
Pat Garrett & Billy the Kid (1973)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
An aging Pat Garrett is hired as a lawman on behalf of a group of wealthy New Mexico cattle barons--his sole purpose being to bring down his old friend Billy the Kid. (122 mins.)
Director: Sam Peckinpah
“ "Esteticamente primoroso e um dos pontos altos do faroeste, se fosse preciso um único filme para justificar Sam Peckinpah como o poeta da violência, esse filme seria Pat Garret & Billy The Kid. " (Vlademir Lazo)

"I feel like I’m knockin’ on heaven’s door." (David Campos)

"Uma realização monumental de Peckinpah, com uma das maiores coleções de cenas geniais da história. A sequência do homem se retirando para junto ao lago para morrer, ao som de Knockin on Heaven's Door, é uma das coisas mais lindas que já vi em um filme." (Silvio Pilau)

A mais romântica e alegórica crônica sobre o fim do Velho Oeste. "

Antes de produzir "Pat Garret & Billy the Kid", Peckinpah (e Mann, e Leone, e tantos outros realizadores revisionistas) já havia decretado o fim da era western no Cinema, mas jamais de forma tão romântica e alegórica quanto neste monumento erguido à passagem do tempo – que muito bem pode ser encaixado como epílogo deste gênero. Em um único plano, sutilmente posicionado no início da fuga que estabelece a caminhada derradeira de Pat e Billy rumo à morte, Peckinpah de certa forma resume tom e substância de seu próprio filme: um take em contraluz mostrando a silhueta de um dos protagonistas enquanto anda a cavalo às margens de um lago, durante o crepúsculo. É talvez o plano mais representativo de todo o Velho Oeste. Não este do filme de Peckinpah, mas a própria ação e o exercício de se fotografar o caubói em passos lentos rumando em direção a qualquer lugar, com o horizonte ao fundo, abusando de uma atmosfera romântica, épica. Mas Peckinpah filma tudo ao contrário. Não é no horizonte que se forma a silhueta – ele está encoberto por tantos outros contornos pretos que compõem a paisagem arborística da locação. O que vemos é o reflexo invertido nas águas do lago, sempre balançantes, deixando o caubói desfigurado, torto, com linhas tremulas. O que encontramos neste Peckinpah não é o nosso Velho Oeste, aquele que tanto adoramos: vigoroso, embrutecido, musicado pelo tilintar das esporas e recheado com a macheza e violência corriqueiras do velho caubói americano. "Pat Garret & Billy the Kid" é a distorção, ou o fim definitivo de tudo isso, mais do que qualquer outro ensaiado anteriormente. O filme não aborda simplesmente o desencaixe do velho código de honra do Oeste, que aos poucos foi vencido pela civilização e pelo desenvolvimento social, mas a punição a quem ainda não havia se entregado aos novos costumes, através dos quais a lei finalmente tomava o posto de maestro numa forma de tentar coibir a violência e encobrindo, automaticamente, a justiça autônoma que vingava por aquelas bandas em tempos passados. Garret e Kid, assim sendo, representam dois lados de uma mesma moeda. Ambos são homens à moda antiga e, acima de tudo, grandes amigos, mas acabam desenvolvendo uma diferença determinante: enquanto Pat se rende ao novo modelo de sociedade que se estabelecia, Billy nega a adaptação. O fato que os coloca em lados opostos de uma mesma batalha – enquanto um permanece como caça, o outro se transforma em caçador – também motiva a melancolia que tanto as imagens, que surgem como força contrária aos ícones cristalizados pelos clássicos do western, quanto à trilha sonora de Bob Dylan, constroem através de cada seqüência. Por sinal, o momento-chave do filme, quando Pat finalmente encontra e assassina Billy the Kid, pode ser visto também como o último suspiro do faroeste. Todos sentem, ali, o contragosto sempre explícito pelo amargor irrefutável com o qual o personagem de James Coburn mantém arduamente sua perseguição a Bill. Não simplesmente por estar realizando um trabalho do qual não se orgulha, mas por saber que, matando Billy the Kid, estaria fatalmente assassinando a si próprio – e a realidade em que viviam. A nós, portanto, resta apenas contemplar o homem caminhando por sob os raios solares, trilhando, rumo ao horizonte do deserto, passos mortos que celebram o fim de sua própria era." (Daniel Dalpizzolo) ” - kaparecida445-2-230390
 
26.
A Serious Man (2009)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
Larry Gopnik, a Midwestern physics teacher, watches his life unravel over multiple sudden incidents. Though seeking meaning and answers amidst his turmoils, he seems to keep sinking. (106 mins.)
“ "Os Coen entregam um filme bem pessoal sobre a... vida! Claro que não há respostas, apenas muitas perguntas, nesse sentido as bizarrices do roteiro são realistas. No geral, falta algo, pois a sensação é de um filme abaixo da média da filmografia deles." (Alexandre Kobal)

"O filme é um grande nada com ótimos diálogos e vários bons enquadramentos." (Rodrigo Cunha)

"De duas uma: ou eu não entendi nada, ou o filme beira o insuportável. Tendo a ficar com a segunda opção." (Régis Trigo) < > "Novamente, os Coen demonstram originalidade e visão diferenciada, mas a história do homem questionando a existência e em busca de respostas jamais parece se completar. Por outro lado, talvez seja exatamente esta a mensagem. Não deixa de ser decepcionante." (Silvio Pilau)

"Os Coen possuem precisão narrativa encantadora e enquadram com perfeição cada plano. O homem moderno, vazio por essência, e o vazio do discurso religioso são satirizados com eficácia pela dupla. Michael Stuhlbarg mostra-se um grande ator." (Emilio Franco Jr)

"Cada vez mais prefiro os irmãos Farrelly aos Coens ─ e não é de hoje. Trata-se de uma fábula moral um tanto oca, com um trabalho de encenação que se pretende excepcional, mas que resulta em uma mise en scéne morta." (Vlademir Lazo)

82*2010 Oscar / 67*2010 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
27.
Drag Me to Hell (2009)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A loan officer who evicts an old woman from her home finds herself the recipient of a supernatural curse. Desperate, she turns to a seer to try and save her soul, while evil forces work to push her to a breaking point. (99 mins.)
Director: Sam Raimi
“ "Cada vez mais prefiro os irmãos Farrelly aos Coens ─ e não é de hoje. Trata-se de uma fábula moral um tanto oca, com um trabalho de encenação que se pretende excepcional, mas que resulta em uma mise en scéne morta." (Alexandre Kobal)

"Diversão do início ao fim. Raimi retorna às suas raízes trash com um trabalho criativo, mais engraçado do que assustador. O charme da produção é que diretor e atores não levam o roteiro a sério e parecem se divertir tanto quanto a plateia. Recomendado" (Silvio Pilau) ” - kaparecida445-2-230390
 
28.
The Forgotten (2004)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.8/10 X  
After being told that their children never existed, a man and woman soon discover there is a much bigger enemy at work. (91 mins.)
Director: Joseph Ruben
“ ''A arquitetura de "Os Esquecidos" é baseada em planos aéreos. Ou seja, gente que está em cima olha aqui para baixo. É o observador invisível, que domina panorama e ações. E é bom saber que estamos em um exercício de suspense conspiração. Mãe, acabada com a morte do filho, perceberá algo errado, já que memórias (fotos e vídeos) somem. Querem convencê-la de que o menino nunca existiu, e pode-se pensar em um Preminger de 65, "Bunny Lake Desapareceu", que parte de algo similar. Logo nos dirão que são seres "de verdade", esses que vêm do céu.
Mas, longe da verdade do filme, e mais significativo para a cultura dos EUA em 2004, podem ser entidades mais abstratas. Um Deus corporativo; os senhores sem-cara das planilhas e do tabuleiro político e econômico, talvez. Essencial: aqui, estamos na área do jogo conspiratório nacional. É uma história, a dos EUA, formada sob o eco da conspiração e de suas fascinantes sombras, vide Kennedy. Sempre é importante averiguar, publicar -crenças democráticas. Promover a contaminação entre público e secreto, dispositivos de filmagem e gavetas. O filme lembra Arquivo X, e portanto é justo pensar em Michael Moore e Oliver Stone também. E "Os Esquecidos" é isso, uma jornada por conexões negras e camuflagens do sistema, só que em nome de uma resolução afetiva: onde está meu filho? E é aqui que se transita de modo questionável no registro conspiração. Se a heroína confia, e ela confia, tanto em sua memória, o diretor Ruben banca isso tingindo o filme com cores de superdrama, já que mães e futuras mães vão ao cinema: a "grande conspiração" jamais poderá entortar os códigos do filme e, assim, trair a heroína ou a lógica mãe vs. todos. Além disso, sem construir tensão no não-saber e na "ausência", Ruben hipertrofia o filme via som e computador. Mas os seres do céu podem ser gente de cinema. Há uma febre do tema memória, sobretudo no cinema dos EUA. Não raro, são filmes que se estruturam na memória referencial e metalingüística, isto é, na memória cinematográfica (velhos filmes e reciclagens), para existir. Se na conspiração de "Os Esquecidos" os ocultos submetem pessoas a um desafio afetivo de memória, a "conspiração" do universo industrial do cinema americano mexe quase no mesmo terreno. São eles, divinos, que vigiam lá de cima." (Claudio Szynkier) ” - kaparecida445-2-230390
 
29.
Thunderball (1965)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
James Bond heads to The Bahamas to recover two nuclear warheads stolen by SPECTRE agent Emilio Largo in an international extortion scheme. (130 mins.)
Director: Terence Young
“ "007 sempre foi over-the-top, mas este aqui exagera e entra, definitivamente, no campo humorístico. A sátira de Austin Powers é muito mais divertida e emocionante." (Alexandre KobalL)

38*1966 Oscar / 23*1966 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
30.
The Other Man (2008)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.5/10 X  
The story of a husband who suspects his wife of adultery, and sets out to track down the other man in her life. (88 mins.)
Director: Richard Eyre
“ O AMANTE

"Impressionante como um filme tão equivocado conseguiu unir elenco desse calibre. Neeson e Linney são os únicos atrativos da obra, que conta uma história sem graça, pessimamente desenvolvida e com diálogos e situações vergonhosos." (Silvio Pilau)

"Um suspense que mantém a atenção e tem boas reviravoltas. Não é lá muito original ou especialmente bem dirigido ou interpretado, mas ao ser curto, proporciona um passatempo ágil." (Alexandre Koball) ” - kaparecida445-2-230390
 
31.
Max Payne (2008)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.4/10 X  
Coming together to solve a series of murders in New York City are a police detective whose family was slain as part of a conspiracy and an assassin out to avenge her sister's death. The duo will be hunted by the police, the mob, and a ruthless corporation. (100 mins.)
Director: John Moore
“ "Tão raso quanto o jogo, porém pelo menos lá é você que mata os bandidos, podendo pular os diálogos e a história risíveis." (Alexandre Koball) ” - kaparecida445-2-230390
 
32.
Return of the Living Dead II (1988)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.8/10 X  
Curious kids unearth the barrels that helped revive the dead of the first film, which proves the second time's an undead charm. (89 mins.)
Director: Ken Wiederhorn
 
33.
Losin' It (1983)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.9/10 X  
Set in 1965, four rowdy teenage guys travel to Tijuana, Mexico for a night of partying when they are joined by a heartbroken housewife who is in town seeking a quick divorce. (100 mins.)
Director: Curtis Hanson
“ PORKY 3 ” - kaparecida445-2-230390
 
34.
Cat People (1942)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
An American man marries a Serbian immigrant who fears that she will turn into the cat person of her homeland's fables if they are intimate together. (73 mins.)
“ "Sangue de Pantera" o primeiro de Jacques Tourneur, marcou o surgimento do terror de sugestão. E a Simone Simon e uma mulher perseguida por uma maldição que leva um trucidar os homens com quem tem relações. Ora, o que acontece quando se apaixona." (* Inácio Araujo *)

"Não há personagem mais interessante no cinema americano do que Jacques Tourneur. Diferente de quase todos os estrangeiros em Hollywood, o francês foi cedo para os EUA, acompanhando o pai, Maurice Tourneur. Voltou à França no final dos anos 20 e chegou a fazer um filme, mas logo retornou aos EUA, onde efetivamente fez carreira. Certa vez, perguntaram-lhe porque seus filmes eram melhores do que os europeus. Ele, na lata: Nos meus filmes ninguém abre a porta dos carros. A explicação é insuficiente, claro, mas pode ser traduzida assim: é preciso ir ao ponto, não perder tempo com o acessório. Tourneur é reconhecido como um autor, mas isso se deve unicamente pela capacidade de imprimir um olhar próprio aos roteiros que recebia, quase sempre, prontos. E um ponto de honra para ele é que só tinha se recusado uma única vez a fazer um filme, pois não concebia Burt Lancaster no papel de índio. O filme era Apache, e foi Robert Aldrich quem rodou-o - com excelentes resultados, por sinal. Em um DVD meio precário foi lançado no Brasil seu Sangue de Pantera, primeira associação sua com o produtor Val Lewton. Estranho casal! Tourneur dizia que adorava filmar com Lewton, porque Lewton era um sonhador, e ele, um homem pé na terra. Tourneur fez magníficos filmes noir, como Fuga do Passado. Fez capa-e-espada, como O Gavião e a Flecha. Entre seus faroestes dos anos 50, convém atentar a Dívida Amarga, onde o jogador Robert Stack, após ganhar no carteado um hotel em Denver, viverá o começo da Guerra de Secessão e se verá entre duas bandeiras e entre duas mulheres. Tourneur irá sempre ao ponto. O filme, promete a emissora, vem dublado e, como é colorido, não há risco de ser colorizado." (** Inácio Araujo **) ” - kaparecida445-2-230390
 
35.
Conan the Barbarian (1982)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.9/10 X  
A vengeful barbarian warrior sets off to avenge his tribe and his parents whom were slain by an evil sorcerer and his warriors when he was a boy. (129 mins.)
Director: John Milius
“ 40*1983 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
36.
Geronimo: An American Legend (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.5/10 X  
The story of the Apache chief and his armed resistance to the US Government's subjugation of his people. (115 mins.)
Director: Walter Hill
“ 66*1994 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
37.
Once Upon a Time in Mexico (2003)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
Hitman "El Mariachi" becomes involved in international espionage involving a psychotic CIA agent and a corrupt Mexican general. (102 mins.)
 
38.
Conan the Destroyer (1984)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.8/10 X  
Conan leads a ragtag group of adventurers on a quest for a princess. (103 mins.)
 
39.
In Love and War (1996)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.0/10 X  
Reporter Ernest Hemingway is an ambulance driver in Italy during World War I. While bravely risking his life in the line of duty... (113 mins.)
“ 1996 Urso de Ouro ” - kaparecida445-2-230390
 
40.
Talk to Her (2002)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8.0/10 X  
Two men share an odd friendship while they care for two women who are both in deep comas. (112 mins.)
“ "Expressar o amor em palavras significa jorrá-lo da alma, ainda que não hajam respostas para esta enunciação, mesmo que a irracionalidade do sentimento não distinga quaisquer que sejam as condições. É a sensibilidade a favor da reflexão artística!" (Junior Souza)

''Para Pedro Almodóvar, não existe amor que não seja um fato patológico. Isso fez por vezes seus filmes evoluírem para a comédia -talvez por seus personagens não suportarem o desespero. Em "Fale com Ela" só haverá comédia, se houver, se for involuntária, por decorrência da dublagem. Porque os personagens sabem sofrer seus amores em silêncio. Pois tudo (ou o essencial, ao menos) se passa no coma de duas mulheres: Alicia, a bailarina que sofreu um acidente de carro, e Lydia, a toureira (vítima de touro, claro). É com essas duas que será preciso os homens falarem. Fale com ela: no fundo todos sabem que isso é inútil, mas falam do mesmo modo, pois a insânia amorosa é maior que a vida." (* Inácio Araujo *)

"Se Pedro Almodóvar é o principal reinventor do melodrama na virada do século 20 para o 21, isso se deve em boa parte à Espanha. A sua tradição cinematográfica prevê, ao menos desde Buñuel, a deformação e, ao mesmo tempo, a tipificação como norma. Tomemos o caso de Lydia em "Fale com Ela": é uma toureira (um clichê: o melô precisa deles). Ou de Alicia (é uma acidentada no trânsito). São as mulheres que estão em coma num hospital e com quem dois homens, apaixonados por elas, devem falar. Surge o mito: falar com pessoas em coma seria uma forma de manter contato, de chamá-las de volta à existência normal. Mas normal como? Num filme de Almodóvar, é rompendo as normas, invadindo o território da insânia, que se afirmam as afinidades. E, claro, o amor, que é o centro de tudo." (** Inácio Araujo **)

"Dramas amorosos vistos sob um prisma quase inédito, onde dois homens se mostram fiéis e apaixonados por suas parceiras morinbundas. Nessa linha entre amor e morte Almodóvar encontra o ponto certo para filmar e narrar sua sensível história." (Heitor Romero)

75*2003 Oscar / 60*2003 Globo / 2003 César ” - kaparecida445-2-230390
 
41.
Matador (1986)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
An ex-bullfighter who gets turned on by killing, a lady lawyer with the same fetish and a young man driven insane by his religious upbringing... (110 mins.)
 
42.
What Have I Done to Deserve This? (1984)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.2/10 X  
In Madrid, the housewife Gloria lives in a tiny apartment with her husband, the taxi driver and forger Antonio; her lunatic mother-in-law... (101 mins.)
Director: Pedro Almodovar
 
43.
Hollow Man (2000)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.7/10 X  
Scientists discover how to make people invisible, but their test subject becomes an insane killer who stalks them. (112 mins.)
Director: Paul Verhoeven
“ 73*2001 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
44.
Cool Runnings (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.9/10 X  
When a Jamaican sprinter is disqualified to the Olympic Games, he enlists the help of a dishonored coach to start the first Jamaican Bobsled Team. (98 mins.)
Director: Jon Turteltaub
“ "Jamaica Abaixo de Zero" um filme mais modesto porém simpático, narra a história de um grupo de esportistas da quente Jamaica voltados a insana tarefa de desenvolver uma equipe de esportes de inverno, com objetivos olímpicos. Ter John Candy por técnico não atrapalha o resultado final (tanto do filme quanto da equipe)." (* Inácio Araujo *)

"Mas me agrada quando passo por acaso por "Jamaica Abaixo de Zero" , filme muito valorizado pela audácia de tomar por cômico aquilo que era de fato cômico: um time de bobsled (esporte de inverno com trenó) formado por atletas jamaicanos. Estamos no registro do baseado em fatos reais. O filme é de 1993. De lá para cá equipes de países quentes se aventuram em jogos de inverno. Ok. Mas paralelamente desenvolve-se o drama do treinador do time, que por trapaças antigas havia sido ejetado do esporte. Saga de segunda chance, pois, em adição." (** Inácio Araujo **) ” - kaparecida445-2-230390
 
45.
Moby Dick (1956)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
The sole survivor of a lost whaling ship relates the tale of his captain's self-destructive obsession to hunt the white whale, Moby Dick. (116 mins.)
Director: John Huston
 
46.
Henry Fool (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.3/10 X  
Socially inept garbage man Simon is befriended by Henry Fool, a witty roguish, but talentless novelist... (137 mins.)
Director: Hal Hartley
“ ''Em "As Confissões de Henry Fool" existe, de um lado, o estranho Henry Fool, e, de outro, Simon, o saco de pancadas das redondezas. Henry Fool é também o sem destino das redondezas decidido a mudar o destino de Simon. Henry é, no mais, o autor da inacabada obra que leva o título do filme. Quanto a Simon, Henry leva-o para o mundo da escrita, para o qual parece não ter talento algum. Entrementes, Henry demonstra seu interesse por Fay Grim, irmã de Simon (e que dará o nome, em 2006, à sequência da saga iniciada por Hal Hartley em 1997). O irônico destino dos dois homens marca o questionamento de Hartley sobre o sentido (ou falta de) da vida nesta virada do século." (* Inácio Araujo *)

1997 Palma de Cannes ” - kaparecida445-2-230390
 
47.
The Missouri Breaks (1976)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
Tom Logan is a horse thief. Rancher David Braxton has horses, and a daughter, worth stealing. But Braxton has just hired Lee Clayton, an infamous "regulator", to hunt down the horse thieves; one at a time. (126 mins.)
Director: Arthur Penn
“ "As intenções são ótimas, mas nem a maravilhosa trilha de John Williams (pouco utilizada) e nem a presença de dois dos maiores atores da história cobrem um enredo totalmente desinteressante e de ritmo irregular." (Rodrigo Cunha)

''Há filmes que não seriam o que são sem seus atores. Sem esses atores específicos. Atores também podem arrasar um filme, como Jack Nicholson e Marlon Brando em "Duelo de Gigantes". Não é o combate entre os personagens, mas entre os atores e sua ânsia de aparecer, que derrubaram o filme." (* Inácio Araujo *)

"O que era para ser um tremendo sucesso, fracassou de maneira inexplicável. É assim que podemos definir da maneira mais simples possível Duelo de Gigantes, do já experiente em faroestes Arthur Penn, no ano de 1976 - mesmo ano em que também se iniciava o período de devastação do western spaghetti, com o excelentíssimo Keoma, de Enzo G. Castellari. Enquanto isso, Marlon Brando e Jack Nicholson se deliciavam com seus Oscares em O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972) e Um Estranho no Ninho (Milos Forman, 1975), iniciando aqui neste faroeste um verdadeiro duelo de gigantes por maior estrelismo, disputando salários e tudo o que era possível. Na história, Tom Logan (Nicholson) é o líder de um bando que tenta se especializar em algum tipo de roubo. Sem sucesso nas tentativas, apontam o rico proprietário de cavalos David Braxton (John McLiam) como chave para a sorte! Ao saber disto, Braxton contrata Robert E. Lee Clayton (Brando) para exterminar um por um da gangue. Em uma das maiores décadas para a sétima-arte, ter no elenco de um western os dois maiores astros de Hollywood era algo quase inimaginável. Mesmo assim, tais estrelas não deram certo valor para a produção e desandaram com o filme, o qual passou de sucesso certo para fracasso. Quer ver a crítica desta surpresa negativa para o western e, acima de tudo, para o cinema em geral?" (Bruno Barenha) ” - kaparecida445-2-230390
 
48.
12 Rounds (2009)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.6/10 X  
Detective Danny Fisher discovers his girlfriend has been kidnapped by a ex-con tied to Fisher's past, and he'll have to successfully complete 12 challenges in order to secure her safe release. (108 mins.)
Director: Renny Harlin
 
49.
The Public Enemy (1931)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.7/10 X  
A young hoodlum rises up through the ranks of the Chicago underworld, even as a gangster's accidental death threatens to spark a bloody mob war. (83 mins.)
“ 4*1931 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
50.
Scary Movie 3 (2003)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.5/10 X  
In the third installment of the Scary Movie franchise, Cindy has to investigate mysterious crop circles and video tapes, and help the President in preventing an alien invasion. (84 mins.)
Director: David Zucker
 
51.
Ri¢hie Ri¢h (1994)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.2/10 X  
A rich young boy finds his family targeted in an inside job and must use his cunning to save them. (95 mins.)
Director: Donald Petrie
 
52.
Midnight in the Garden of Good and Evil (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A visiting city reporter's assignment suddenly revolves around the murder trial of a local millionaire, whom he befriends. (155 mins.)
Director: Clint Eastwood
“ "Filmes como Beleza Americana propõen-se como retrato de certa América onde na aparência é uma beleza. Vendo-se detidamente, as coisas não seriam assim. É pouco vulgar esse tipo de caminho, opondo a superficie a profundidade. Os verdadeiros cineastas sabem que o cinema se dá na siperfície, e talvez por isso "Meis Noite no Jardim do Bem e do Mal" não se propõe a revelar nenhuma verdade oculta a respeito de Savannah, Georgia. Na história do milionário Kevin Spacey, sua homosexualidade é seu crime, basta o espectador remeter-se ao ambiente que Clint Eastwood evoca: a magia, o secreto e os difarces (o travesti, no caso)já são parte desse mundo. Tudo é, desde sempre, oculto. E tudo assim permanecerá." (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
53.
The Favor (1994)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.2/10 X  
Kathy is married to Peter. Now she can't help but wonder how things could have been if she got together with her old boyfriend... (97 mins.)
Director: Donald Petrie
 
54.
The Rocketeer (1991)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
A young pilot stumbles onto a prototype jetpack that allows him to become a high flying masked hero. (108 mins.)
Director: Joe Johnston
 
55.
The Postman (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.0/10 X  
A nameless drifter dons a postman's uniform and bag of mail as he begins a quest to inspire hope to the survivors living in post-apocalyptic America. (177 mins.)
Director: Kevin Costner
 
56.
The Exorcism of Emily Rose (2005)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A lawyer takes on a negligent homicide case involving a priest who performed an exorcism on a young girl. (119 mins.)
“ "Abordagem interessante que se mantém até o fim. O segundo melhor do gênero." (Rodrigo Torres de Souza)

Um filme que tenta traçar um paralelo entre a ciência e o sobrenatural, mas a imparcialidade do diretor compromete a obra.

"O tema de exorcismo já foi visto, revisto, plagiado, recriado, homenageado, satirizado e muitos outros ados nestes tantos anos de cinema. Logo, quando anunciado "O Exorcismo de Emily Rose", era de se esperar que o filme fosse uma bomba relógio prestes a explodir. Mas não é que o filme consegue ser muito mais do que simplesmente mais um no gênero? Baseado na história real da alemã Annelise Michel, que morreu em meados de 1970 após uma série de exorcismos mal-sucedidos, o diretor Scott Derrickson (que também assina o roteiro junto de Paul Harris Boardman) coloca a jovem Emily Rose (Jennifer Carpenter) na mesma terrível situação que a alemã viveu alguns anos atrás. Tom Wilkinson encarna com competência o padre Moore, responsável pelo exorcismo da jovem e que agora responde a um processo criminal que põe em cheque sua probidade religiosa que pode condená-lo por assassinato e omissão de ajuda à vítima. Cabe então à advogada Erin Bruner (em mais um belo trabalho de Laura Liney) defender o padre, mesmo sem acreditar em demônios e similares. Se não fosse o forte apelo jurídico que encontramos durante toda a projeção do longa, O Exorcismo de Emily Rose seria mais um filme sobre exorcismo no mercado. Mas sua intrigante situação ao emparelhar o que é verossímil ou não na situação, o que é científico ou o que é crença, só não é mais forte porque somos levados a crer no tom sobrenatural que o diretor nos leva. Ao invés de nos desviar da verdade altruísta dos fatos, o diretor nos mantém em uma linha muito linear, nunca deixando que a ambigüidade confrontada entre ciência e sobrenaturalidade caminhem juntas, pois claramente ele toma sua posição e a defende durante toda a duração do longa. Mas os argumentos são fortes o bastante para nos fazer esquecer disso e apenas acompanharmos a história, que por vários momentos puxa flashbacks para nos tirar do tribunal e nos situar de maneira eficiente nas incômodas situações vividas pela família. Tudo é reforçado por uma parte técnica brilhante, que nos faz realmente nos sentir mal, criado pelo experiente diretor de fotografia Tom Stern (que trabalhou em Estrada Para Perdição, Cowboys do Espaço e Beleza Americana, só para citar alguns de seus mais recentes trabalhos). O excesso de closes nos trazem para dentro do ambiente, pois alguns pequenos detalhes só são perceptíveis graças a essa opção do diretor. Ainda que incômodas, as seqüências de exorcismo já não impressionam tanto porque, trinta e poucos anos antes, O Exorcista já havia feito algo muito mais competente. Uma pena que o ambiente fúnebre onde a personagem mora seja pouco aproveitado, pois aquela casa, no meio daquele nevoeiro, dá um frio na espinha (é só olhar, por exemplo, o que o lindo cartaz do filme consegue transmitir apenas por uma foto). Mas se você é um daqueles que não acredita nessas coisas todas, nem perca o seu tempo indo ao cinema. O impacto sobre aqueles que acreditam é muito maior nestes tipos de trabalhos. Se o equilíbrio argumentativo fosse mantido, o filme seria infinitamente melhor. É só ver como os argumentos do sobrenatural sobrepõem facilmente os da ciência, e como os advogados de acusação se limitam a ridicularizar, e não contrapor, os argumentos da defesa. Se o diretor fosse um pouco mais imparcial, não mostrasse que acredita tanto naquilo, as nossas suposições e sensações durante a exibição poderiam gerar muito mais calafrios do que já conseguiram fazer, mesmo com os erros." (Rodrigo cunha)

"Para que você não entre nos cinemas e se desaponte logo de cara, é bom saber que O exorcismo de Emily Rose (The exorcismo of EmilyRose, 2005) não é um filme de terror. Pelo menos não destes que você está acostumado a ver por aí e também bastante diferente do ótimo e apavorante O exorcista (1973). Além das cenas de susto que fazem qualquer um pular da cadeira, o longa tem na sua trama um julgamento, o que deixa a história com uma cara diferente. A mistura de gêneros pode soar estranha, mas funciona bem. Usando as figuras do promotor (Cambell Scott) e da advogada de defesa (Laura Linney), o filme mostra os dois pontos de vista do tal exorcismo pelo qual passou Emily Rose (Jennifer Carpenter). O caso está na justiça porque o padre Richard Moore (Tom Wilkinson) é acusado de homicídio, já que a jovem morreu após ele falhar na cerimônia de expulsão do demônio. Enquanto o promotor tenta mostrar que Emily Rose era uma menina doente, portadora de uma epilepsia psicótica, o religioso se esforça para contar a sua versão da história, a de que ela estava possuída. Todo mostrado em flashbacks e sempre retratando a mesma cena de duas formas diferentes, o filme não está aqui para dizer ao público que manifestações além da nossa imaginação existem ou não. Ao mostrar os dois lados, o diretor e co-roteirista Scott Derrikson trabalha para que cada um escolha no que acreditar. É uma saída bastante inteligente para tentar fugir do lugar comum, mas que pode desagradar aos entusiastas dos filmes de terror, pois a maior parte dos seus 114 minutos acontece dentro do tribunal, deixando alguns rápidos momentos para mostrar Emily Rose se contorcendo, gritando, falando em vozes antigas e comendo insetos. As atuações de Laura Linney e Tom Wilkinson são calmas e comedidas, sem este papo de gritos e correria. A tensão fica mais para os aspectos psicológicos, como a mudança de comportamento da advogada, que no início só pensa na sua carreira e termina o filme sem saber se continua tão agnóstica quanto gostava de dizer enquanto bebia seu martini. Apesar da utilização de alguns clichês e de um ou outro furo, O exorcismo de Emily Rose se destaca por tentar dar um enfoque diferente nos repetitivos filmes de terror. Trabalha a seu favor também o alardeado fato de que o longa é inspirado nos acontecimentos reais passados pela alemã Anneliese Michel. E assim a discussão sobre a existência ou não de demônios ainda vai muito longe, principalmente em Hollywood, onde parece que o Coisa Ruim tem passe livre." (Marcelo Forlani) ” - kaparecida445-2-230390
 
57.
The Girlfriend Experience (2009)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.5/10 X  
A drama set in the days leading up to the 2008 Presidential election, and centered on a high-end Manhattan call girl meeting the challenges of her boyfriend, her clients, and her work. (77 mins.)
“ "Soderbergh explora o elitismo através do contra senso representado na lascívia de Sasha Grey e na monstruosidade de seus clientes, através de tomadas longas e cores frias, em espaços luxuosos, custosos e finos." (Marcelo Leme) ” - kaparecida445-2-230390
 
58.
Next (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
A Las Vegas magician who can see into the future is pursued by FBI agents seeking to use his abilities to prevent a nuclear terrorist attack. (96 mins.)
Director: Lee Tamahori
 
59.
A Perfect World (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.5/10 X  
A kidnapped boy strikes up a friendship with his captor: an escaped convict on the run from the law, headed by an honorable U.S. Marshal. (138 mins.)
Director: Clint Eastwood
“ "O filme é muito divertido e quase dá para sentir a brisa da viagem no rosto. O problema fica por, como o Silvio falou, um detetive praticamente nulo à causa e um final surpreendentemente ruim, meloso e apelativo." (Rodrigo Cunha)

"A construção do relacionamento entre Costner e o garoto é ótima, com mais profundidade do que percebe-se à primeira vista. Eastwood conta a história com sua classe habitual, sem exageros. Pena que a trama com o xerife e Laura Dern tenha pouca utilidade." (Silvio Pilau)

''O que sabe a lei sobre os homens? Eis uma questão proposta por "Um Mundo Perfeito", um filme que demonstra a diferença entre um artista, Clint Eastwood no caso, e os fazedores de filmes que ocupam tão indevidamente as telas do cinema. Aqui, Kevin Costner é um prisioneiro que, em fuga, sequestra um menino para usar de escudo. Quem o segue implacavelmente é o policial Clint Eastwood, em companhia da criminóloga (ou que nome tenha) Laura Dern. Tudo muito simples, porque simples também pare-cem as coisas para os grandes: um belo estudo sobre os homens, a vida e o além (lembrando que a imagem de Pluft, o Fantasminha é central no filme)." (* Inácio Araujo *)

''Não falta ironia a este título: "Um Mundo Perfeito". Se alguém sabe das imperfeições deste mundo é Clint Eastwood. Kevin Costner também é um homem meio deslocado neste filme: um fugitivo da prisão. Depois da fuga, Costner toma como refém um garotinho. Quem o persegue é Clint, o Texas Ranger. Sim, estamos no Texas, terra onde o crime não conhece perdão. Por isso mesmo, uma das questões que o filme suscita em seu desenvolvimento é esta: o que será o crime, essa imperfeição? E o que será esse mundo perfeito que existe em torno do criminoso? Nada é perfeito ou imperfeito: o jardim do bem e do mal é ambíguo em Eastwood. Tanto mais que o refém carrega sua roupa de Gasparzinho. Fantasmas, sim, são perfeitos." (** Inácio Araujo **)

*****
'O Fugitivo e "Um Mundo Perfeito" são produções do mesmo ano. Naprimeira, de Andrew Davis, o grande personagem é o tenaz policial que segue o médico figitivo porque seu dever é perseguir. A segunda, que passa hoje, tem semelhança com a outra: Clint Eastwood é o xerife que persegue o fugitivo Kevin Costner. O impacto do filme de Davis é maior, na medida em que a dramaticidade é imediata e simples. Ela é mais complexa, um tanto indireta, no segundo caso: Costner é um bom ladrão, mas não é um inocente, ao contrário do médico. E sequestra uma criança: o faz ternamente, mas faz. Essa ficção tende a tragédia, é mais dura. Mas,sem desprezar O Fugitivo, mais sólida.''' (*** Inácio Araujo ***)

Melodrama sobre a amizade entre um assassino e uma criança é ponto forte da obra de Clint Eastwood.

"Quando saiu das filmagens do consagrador e tardio faroeste Os Imperdoáveis, o ator e diretor Clint Eastwood embarcou sem pausas num projeto que, para o público, marcou a grande virada de sua carreira. O sensível melodrama “Um Mundo Perfeito” (A Perfect World, EUA, 1993) foi recebido com choque genuíno pela platéia, uma reação que algumas pessoas podem ter dificuldade de compreender, caso não conheçam o contexto do lançamento. O fato é que, em 1993, Eastwood ainda não era visto como um autor maiúsculo, mesmo tendo ganho o Oscar de direção pelo longa-metragem anterior. Dele, as pessoas sempre esperavam mais um filme violento, jamais uma obra madura e sutil. Dessa forma, no momento em que Clint apareceu com um filme sobre a relação de amizade entre uma criança e seu seqüestrador, ninguém conteve um esgar de surpresa. A maioria das pessoas considerava Os Imperdoáveis, uma obra iconoclasta capaz de destruir mitos sobre o faroeste que Eastwood ajudara a criar, como um evento isolado na carreira do cineasta, uma obra fechada em si mesmo. Pouca gente percebeu que Eastwood estava progressivamente se dedicando a temas mais sérios, e construindo personagens cada vez mais ricos, complexos e humanos. As pessoas ainda o viam como um brutamonte. Imaginar que Eastwood seria capaz de dirigir um filme de olhar tão singelo como “Um Mundo Perfeito” seria, em 1993, o mesmo que apostar em Bruce Willis dirigindo Love Story. Daí o choque. Talvez influenciados pela surpresa, os cinéfilos cometeram um duplo erro de julgamento. Em 1993, Clint Eastwood também era visto como representante da mentalidade mais tacanha e conservadora dos EUA, em parte devido aos filmes violentos que fazia. A persona projetada pelo ator nos longas de Don Siegel era mais ou menos a de um integrante do Partido Republicano. “Um Mundo Perfeito” foi, então, saudado como o filme liberal, democrata, de Clint. E isso também não é inteiramente verdade. Em última instância, uma análise mais apurada da moral que guia os personagens principais da película, inclusive o seqüestrador, revela uma indisfarçável defesa dos valores familiares, algo bem ao gosto do pensamento do americano médio. Isso não é bom nem ruim; é um fato. As pessoas não precisam necessariamente concordar com a visão de mundo de um cineasta para apreciarem os filmes que ele concebe. Ademais, Eastwood comprova, de uma vez por todas, que não segue normas, já que critica abertamente o conservadorismo feroz, por exemplo, das correntes religiosas mais conservadoras. O garoto Phillip (T.J. Lowther), que tem 7 anos, se apega ao ladrão e assassino Butch (Kevin Costner) porque vê nele a figura paterna que nunca teve, mas ajuda o fato de que Butch lhe dá a liberdade de vestir uma fantasia de Gasparzinho, comer doces e beber Coca-Cola, prazeres mundanos que o credo da família (eles são testemunhas de Jeová) não lhe permite no dia-a-dia. O filme se passa em meados da década de 1960. Butch é um fugitivo da prisão que seqüestra o menino porque não tem alternativa, depois de impedir que o parceiro de fuga estupre a mãe do garoto. Mas, desde a primeira cena com os dois juntos, fica evidente que há uma empatia. Phillip é tímido e introvertido, e se ressente da falta do pai; Butch vê nele o reflexo de si mesmo, já que foi abandonado pelo pai aos 6 anos de idade. Nesse ponto, a psicologia do filme é bem simples, até um pouco simplista mesmo. Tudo bem: funciona. Eastwood também está no longa-metragem como ator, e interpreta Red Garnett, o xerife encarregado de capturar o fugitivo. Ele conta com a ajuda involuntária de uma funcionária do Governo Estadual, Sally Gerber (Laura Dern). A narrativa segue caça e caçador, alternando os dramas dos personagens, mas se detendo bem mais longamente na relação fraternal entre ladrão e garoto. As rugas entre Red e Sally aparecem como um subtema, que evoca o conflito entre técnica e instinto, entre experiência e juventude. O diretor tem experiência bastante para não se deter nesse debate, claramente menos rico e complexo do que o drama humano que se desdobra na narrativa principal. O personagem de Kevin Costner é fascinante. Ele conversa com Phillip naturalmente, com franqueza e paciência, mas sem mentiras. Muitos adultos costumam tratar as crianças como retardados mentais, mas não Butch. Na primeira vez em que se encontram, o menino acaba de levar um tapa do parceiro de fuga do ladrão. A arma da dupla está caída no chão. Butch não tenta consolar o garoto, como outra pessoa faria. Manda calmamente que ele apanhe a arma, aponte para o outro bandido e o xingue. Phillip o obedece com um sorriso delicioso. A atitude de Butch, o menino sabe disso, é uma atitude confidente, de amizade e respeito. O garoto percebe que finalmente encontrou um adulto que o ouve de verdade, e se enche de admiração. Uma das melhores cenas acontece algum tempo depois, e é uma pequena seqüência, tão prosaica que um espectador desavisado não percebe sua magia. Depois de viajar muitas horas de carro, ladrão e menino param para descansar numa estrada rural. Eles saem do veículo, e Butch se encosta no carro, os braços cruzados sobre o corpo, as pernas ligeiramente arqueadas. Phillip se coloca ao lado dele, olhando atentamente para o adulto e repetindo sua postura. Butch não percebe a atitude do garoto. A platéia, talvez, também não. É um momento silencioso, que não precisa se palavras, bem ao gosto do estilo discreto de direção adotado por Eastwood. Um ponto muito bacana do filme é que ele evita qualquer tendência maniqueísta que possa estragar a riqueza do personagem de Kevin Costner. Em um filme normal de Hollywood, Butch seria retratado como um modelo de conduta, um homem justo, altruísta e corajoso. Possivelmente, alguém que tivesse sido preso injustamente, pois não seria capaz de cometer um crime. Butch, ao contrário, não é assim. Ele é frio, violento e impulsivo. Mata dois homens desarmados, a sangue frio, durante a fuga. A primorosa seqüência que se passa dentro da casa do empregado negro de uma fazenda, onde Butch e Phillip passam uma noite, mostra como o ladrão equilibra dois lados distintos, um bom e um mau, no mesmo homem. Ele é capaz de ser carinhoso e compreensivo, especialmente com crianças, mas também pode perder as estribeiras e partir para a fúria irracional. Eis um homem com qualidades e defeitos, um ser humano comum. Claro que, no final das contas, não existe redenção possível para alguém assim, e o filme encerra com uma nota amarga que é perfeitamente coerente com sua trama. É o final, aliás, que põe em contexto a intrigante seqüência de abertura. A tomada mostra Butch deitado na grama, dormindo, com a maior cara de felicidade, cercado por notas de dólar. Ao final do longa-metragem, você vai perceber que a imagem tem um significado bem diferente dos sentimentos contraditórios (liberdade, ganância) que evoca. “Um Mundo Perfeito” pode até não retratar o que o título promete, mas é um excelente exemplar do cinema adulto, discreto e emocionalmente rico que caracteriza a obra de Clint Eastwood, sem dúvida reconhecido tardiamente como um dos grandes autores do cinema norte-americano. A Warner lançou o DVD no Brasil em uma edição espartana, bem básica, que contém apenas o filme, sem nenhum extra. O enquadramento original foi preservado, e o som ganhou uma mixagem em seis canais bem decente." (Rodrigo Carreiro)

"Depois de ressuscitarem o western e arrebatarem 2 Oscar de melhor filme num período de apenas 3 anos, Clint Eastwood e Kevin Costner decidiram se juntar neste belo “Um Mundo Perfeito”, um drama comovente sobre a amizade entre um seqüestrador e sua vítima, um garoto de apenas 8 anos de idade. Aliás, o longa faz mais do que isso, analisando com cuidado os problemas provocados pela falta da figura paterna e os traumas que o meio em que somos criados podem deixar em nossas vidas, seja este um bordel ou um lar de rígida criação religiosa. Nos anos 60, Butch Haynes (Kevin Costner) foge de uma prisão no Texas junto com Terry Pugh (Keith Szarabajka). No caminho, eles acabam invadindo uma casa e acordando toda a vizinhança com o barulho, o que força a dupla a levar o menino Phillip (T.J. Lowther), de apenas 8 anos de idade, como refém. Tem inicio então uma verdadeira caçada, liderada pelo Texas Ranger Red Garnett (Clint Eastwood) e pela inteligente Sally Gerber (Laura Dern). Mas o que ninguém imaginava acontece e, durante a fuga, Butch e Phillip acabam se tornando amigos. Poucas situações devem ser tão desesperadoras quanto o seqüestro de um filho. E este terrível crime é o ponto de partida deste “Um Mundo Perfeito”, que, curiosamente, praticamente não mostra o sofrimento da mãe desesperada do garoto Phillip, a não ser pelo breve zoom que destaca, por alguns segundos, sua aflita feição ao ver o carro levando seu menino. Escrito por John Lee Hancock, o roteiro aborda, na maior parte do tempo, o relacionamento que nasce desta situação, entre o criminoso Butch e o menino seqüestrado. Em certo momento, a personagem Sally diz que “num mundo perfeito, estas coisas não aconteceriam”, e é justamente aí que reside a mensagem principal da narrativa. O mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas e, por isso, é difícil rotular alguém como bom ou mau e definir o que é certo e errado. Tecnicamente, “Um Mundo Perfeito” é discreto e eficiente, como podemos notar na fotografia de Jack N. Green, que explora bem a beleza das paisagens que cercam as estradas, auxiliando Eastwood a criar belos planos, mas evita usar cores muito alegres, refletindo o tom melancólico da narrativa. Além disso, Green cria um visual sombrio tanto na cena da fuga como no momento do seqüestro, o que soa correto, dado a tensão destes dois momentos. Já a direção de arte de Jack G. Taylor Jr. colabora na ambientação aos anos 60, com os carros de época e a arquitetura das casas, e a trilha sonora de Lennie Niehaus alterna momentos de pura melancolia com outros mais empolgantes, refletindo o estado de espírito da dupla Butch e Phillip, além de rechear a narrativa com belas canções dos anos 60, como na linda cenaem que Butchfala sobre o pai de Phillip e sobre o próprio pai (Nossos velhos não valem nada), deixando claro que ambos sentiam falta da figura paterna. Com a costumeira segurança e eficiência, Eastwood conduz a narrativa de maneira envolvente, graças também a montagem de Joel Cox e Ron Spang, que alterna num ritmo delicioso entre as seqüências que mostram a fuga de Butch e Phillip e as que focam na perseguição conduzida por Red, sabendo dar prioridade a linha narrativa principal, claramente mais interessante que aquela envolvendo os conflitos entre Red e Sally. Além disso, o diretor mostra a costumeira elegância na construção de momentos belíssimos, como a cena de abertura, em que Butch, deitado na grama, olha para o céu, com a máscara do gasparzinho jogada ao seu lado, dinheiro voando e o som do helicóptero ao fundo – este início misterioso será perfeitamente compreendido no emblemático final de “Um Mundo Perfeito”. O diretor sabe ainda quando sair do costumeiro estilo clássico e contemplativo, empregando movimentos de câmera diferenciados, como o plano subjetivo que nos coloca sob o ponto de vista de Pugh enquanto ele observa a mãe de Phillip, segundos antes de ele invadir a casa, ou através da câmera que sacoleja durante a perseguição em que Butchdespista os policiais, além de acertar a mão nas cenas mais tensas do longa, como o seqüestro de Phillip, que só ocorre após a chegada de um vizinho, ou a tensa fuga da loja Friendly’s, com a policia cercando Butch com dois carros e Phillip esperando na porta da loja, com a fantasia de gasparzinho escondida sob a blusa. Repare ainda que, nesta cena, Eastwood destaca o rosto de Phillip através de um zoom, evidenciando o momento em que ele decide ir com Butch, vencendo um conflito interno provocado pela forte criação religiosa, como ficaria evidente mais pra frente, quando ele diz pra Butch que iria para a cadeia e para o inferno por roubar a fantasia. Aliás, é exatamente nestes momentos que exigem sensibilidade que o trabalho de Clint tem maior destaque, conduzindo as cenas com perfeição, como quando o garoto Phillip, triste por não poder participar do Halloween, fica olhando para a rua, enquanto os outros garotos da sua idade se divertem e jogam frutas no vidro da janela dele. Finalmente, o diretor mostra ainda versatilidade e balanceia a pesada narrativa com pequenos momentos de alivio cômico, como quando Phillip faz xixi enquanto Butch rouba um carro ou quando ele solta o freio do carro numa ladeira, além do engraçado momento em que o governador se gaba do novo veículo para a imprensa e, no plano seguinte, vemos os policiais a pé e o veículo batido nas árvores. Além de saber o que fazer com a câmera, Eastwood também consegue extrair excelentes atuações de todo elenco, a começar por Keith Szarabajka, que se sai bem como Pugh, especialmente na cena que conversa com Phillip enquanto o garoto aponta uma arma pra ele. Já Laura Dern se sai muito bem quando Sally confronta Red no carro, tentando pensar estrategicamente e não apenas seguir os instintos policiais, além de se destacar quando a personagem fala como se fosse Butch, tentando pensar como ele, o que funciona também como forma de apresentar o passado difícil do criminoso ao espectador. Com seu estilo pratico de resolver os problemas e o chapéu de durão, o Red de Eastwood parece mesmo estar numa caçada, algo reforçado pelo constante uso do termo man hunt (algo como caçada humana). Eastwood também se sai bem na cenaem que Red ameaça um federal por mexer com Sally, mostrando autoridade e soando convincente. Aliás, a dupla Eastwood e Dern também se destaca na sincera conversa sobre o passado de Butch, quando Red admite ter subornado um juiz para mandar o garoto ao reformatório e livrá-lo do pai criminoso, num dialogo que também funciona como uma crítica a estas instituições, que, em muitas vezes, acabam piorando o jovem ao invés de recuperá-lo. Mas o grande destaque fica mesmo para a dupla vivida por Kevin Costner e T.J. Lowther. Convincente no papel de um criminoso fugitivo, Costner impõe respeito, por exemplo, nas discussões com Pugh, como quando explica pra ele a diferença entre ameaça e fato. Só que, curiosamente, mesmo sendo um bandido e mostrando que é perigoso ao matar o parceiro de fuga, o espectador acaba simpatizando por Butch, talvez pelo carisma de Kevin Costner, mas também por causa da maneira afetiva que o ladrão trata o garoto Phillip. Por exemplo, logo após matar Pugh, Butch não obriga o garoto a vir com ele, perguntando se ele prefere ficar. A resposta do garoto marca o inicio de uma relação praticamente de pai e filho, que duraria somente alguns dias, mas marcaria a vida dele eternamente. Obviamente, a empatia entre Costner e o garoto Lowther é essencial para o sucesso da narrativa e a dupla se sai muito bem. Aliás, Lowther tem uma ótima atuação, misturando a inocência da criança e a curiosidade de alguém que sente falta não apenas da figura paterna, mas de poder fazer o que as outras crianças de sua idade fazem. Para ele, Butch representa o pai que tanto lhe faz falta, permitindo ao garoto fazer coisas que ele sempre sonhou, como tomar refrigerantes à vontade, brincar de montanha russa em cima do carro, comer doces e dirigir um carro. Aliás, o próprio Butch sabe a falta que um pai faz, como fica evidente quando ele revela a razão da escolha do Alasca como destino de sua viagem. Juntos, eles vivem momentos que só um pai vive com um filho, como quando Butch diz que o pênis de Phillip tem um bom tamanho pra idade dele e o garoto abre um largo sorriso no rosto. Esta relação amigável e sincera nos leva a emblemática cena em que o criminoso para na beira da estrada e encosta no carro, sendo imitado por Phillipem seguida. Ogaroto já tinha desenvolvido uma enorme admiração por ele. Esta admiração se transforma em carinho de verdade quando ele diz que não pode brincar de travessuras e gostosuras por causa da religião, provocando a revolta de Butch (e Eastwood diminui o garoto no plano nesta cena, mostrando seu sentimento de inferioridade por causa disto). O criminoso pergunta se ele quer brincar e ele aceita, ficando tão feliz que chega a pegar na mão do bandido enquanto caminha em direção a casa. E apesar de resistir inicialmente, Butch acaba pegando na mão do garoto. Os dois chegam inclusive a viver um pequeno conflito, quando Phillip vê Butch transando com uma atendente num bar, que resulta numa interessante conversa entre eles. E após rirem do episódio, Butch pede para que Phillip faça uma lista de desejos, num momento tocante. Em pouco tempo, Butch ensinou mais sobre a vida para o garoto do que os pais haviam feito até então. que ao contrário do que indica o nome do filme, o mundo não é perfeito. E, obviamente, Butch também não é. E começamos a ter indícios de seu comportamento violento quando ele fica muito bravo ao ver uma mãe maltratando suas crianças (algo que Costner demonstra com o semblante), revelando um lado de sua personalidade que seria vital no clímax da narrativa. E apesar de admirar uma pessoa controlada, como deixa claro ao elogiar Bob por não reagir ao roubo do carro, protegendo a família (Este é o melhor tipo de pessoa que um homem pode ser, afirma), ele não conseguirá se controlar ao ver outra criança apanhando. Justamente por isso, a cena na casa do caseiro é essencial para compreender a ambígua personalidade de Butch. Seu lado mais violento vem à tona quando vê pela segunda vez o dono da casa batendo no filho (repare a expressão de ódio de Costner, que explode em cena). Numa síntese de todo o filme, a cena é dominada pelo clima tenso e, ao mesmo tempo, comovente, quando Butch, pacientemente, amarra toda a família para executar o pai, sob o som da música que, momentos antes, embalava a dança suave de todos eles. Neste momento, o espectador se questiona se aquele é o mesmo homem que vimos ensinando tantas coisas legais para Phillip e a resposta vem no diálogo entre ele e a mulher da casa, que afirma que Butch é um homem bom. Sua resposta é emblemática: Não sou um homem bom, mas também não sou o pior deles. O trauma da infância fez com que Butch sentisse ódio ao ver um pai agredindo o filho e ele perde os limites, despertando seus piores instintos. Mas, surpreendentemente, Phillip, chorando muito, atira nele e joga a arma num poço, salvando a família. Somos levados então ao comovente final de “Um Mundo Perfeito”, com Butch negociando com a mãe de Phillip, pedindo que ela prometa deixar o garoto fazer tudo que gosta. E é difícil segurar as lágrimas ao ver o garoto abraçar emocionado seu seqüestrador antes de partir, de mãos dadas com ele, em direção a polícia. Mas estamos falando de um filme dirigido por Clint Eastwood e, por isso, o final ainda nos reserva um momento dramático, que deixará o espectador perturbado e questionando muita coisa. Os policiais, sem saber que Butch estava desarmado, se preparam para evitar uma tragédia e, por isso, quando ele coloca a mão no bolso, atiram nele. Só que o espectador já sabe que ele está desarmado, e sente, assim como Red e Sally, um gosto amargo na boca ao ver aquele desfecho trágico, em que ninguém pode ser culpado (apesar das agressões ao federal que não obedeceu à ordem de Red). Enquanto o garoto chora e clama por seu amigo, pensamos o quanto a vida pode ser injusta. Clint Eastwood acerta novamente neste belíssimo “Um Mundo Perfeito”, um drama humano, que comove não apenas pela relação desenvolvida por Butch e Phillip, mas por nos fazer questionar até que ponto nós podemos julgar as pessoas tão superficialmente, sem compreendê-las em toda sua complexidade. Após passar por tudo aquilo e ver o garoto comovido com a morte de seu seqüestrador, Red afirma: Eu não sei de nada. Nós também não." (Roberto Siqueira) ” - kaparecida445-2-230390
 
60.
RoboCop 3 (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3.9/10 X  
Robocop saves the day once more. This time the half man/half robot takes on ruthless developers who want to evict some people on "their" land. (104 mins.)
Director: Fred Dekker
 
61.
Planes, Trains & Automobiles (1987)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.6/10 X  
A man must struggle to travel home for Thanksgiving with an obnoxious slob of a shower curtain ring salesman as his only companion. (93 mins.)
Director: John Hughes
“ "John Hughes deu um tempo nas comédias destinadas ao público adolescente e fez aqui o seu "buddy-movie". A história é previsível, mas a boa construção dos personagens centrais e o carisma de Steve Martin e John Candy, tornam o filme em algo especial." (Regis Trigo)

"Como muitas outras comédias, "Antes só do que Mal Acompanhado" tem por princípio um pesadelo: um homem quer voltar para casa a fim de celebrar ação de Graças, um grande feriado nos Estados Unidos. Quanto mais ele tenta se aproximar de casa, no entanto, mais obstáculos o distanciam: as nevascas, os aviões que desviam a rota, os trens... Nada funciona para o almofadinha Steve Martin. As coisas já andariam bastante mal por si mesmas, mas pioram bem quando entra em sua vida o gordo e grosseiro John Candy. A partir daí o longa-metragem de John Hughes somará ao azar de Martin a incompetência de Candy. Ao longo de suas desavenças, no entanto, é que se urdirá uma bela bela e estranha relação pessoal entre os dois." (* Inácio Araujo *)

''No caso de "Antes Só do que Mal Acompanhado", de John Hughes, o humor parte do homem certinho que tenta se livrar de um gordo desastrado para chegar em casa em tempo de comemorar o dia de Ação de Graças. De certa forma só há humor (Steve Martin e John Candy são os protagonistas), mas o que parecia evidente se enriquece ao final com a ambiguidade e, também, com inesperada dramaticidade.'' (** Inácio Araujo **)

"Um sujeito que enfrenta mil percalços no caminho até sua casa. Uma viagem em que tudo dá errado. Uma dupla de opostos formados por acaso e que não se dão bem. Todas essas situações fazem parte da história de ''Antes Só do que Mal Acompanhado''. Poderia ser mais um filme com uma fórmula conhecida e recheada de clichês. Mas o filme de John Hughes possui uma química que conseguiu resistir ao tempo e agora ganha toques de nostalgia. ''Antes só do que Mal Acompanhado'' faz parte da magra filmografia como diretor de John Hughes, que dirigiu apenas oito filmes, mas possui um extenso currículo como produtor. O cineasta se notabilizou por dirigir trabalhos como Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco e Mulher Nota Mil, filmes que ficaram famosos como deliciosas matinês de adolescentes dos anos 80 que assistiam a ?Sessão da Tarde?. São trabalhos que não possuem qualidades estéticas ou artísticas excepcionais, mas são produções equilibradas e leves. É também o caso de ''Antes Só do que Mal Acompanhado''. Steve Martin consegue conter seu histrionismo característico para interpretar um executivo rabugento que quer voltar para casa para comemorar o Dia de Ação de Graças com sua família. No entanto, ele vai cruzar com o vendedor Del Griffith, interpretado por um carismático e simpático John Candy. Com a dupla de protagonistas afinada, Hughes, que também assina o roteiro e a produção do filme, constrói a história como uma sucessão de situações cômicas, muitas vezes tiradas de momentos singelos e prosaicos, como a disputa de passageiros para pegar um táxi em Nova York. No final, fica a mensagem humanista de comunhão entre as pessoas. Não é à toa que o título original, Planes, Trains and Automobiles (Aviões, Trens e Automóveis), se refere a meios de transporte onde a convivência obrigatória entre estranhos deve se dar de modo harmônico. Para muitos trintões e quarentões que reverem o filme, produzido em 1987, mais que a mensagem moral, o que deve se sobressair é a memória afetiva de um tempo. A morte do comediante John Candy, em 1994, e de John Hughes, em agosto de 2009, amplia ainda mais a sensação de uma época que ficou para trás." (Edison Saçashima)

"Um filme de John Hughes que não é sobre adolescentes! Achei que valeria a pena ver, nem que fosse pela curiosidade. Steve Martin é Neal Page, e John Candy interpreta Del Griffith, dois sujeitos em Nova York que estão na correria pra chegar a suas casas em Chicago, na época do Thanksgiving (Ação-de-Graças). Para se ter uma base de comparação, parece que é tão insano quanto a correria de Natal por aqui… uma maré de azar faz com que nenhuma das tentativas de Neal de chegar em casa seja bem-sucedida, até que Del se oferece para ajudar… e aí, começam os problemas de verdade! Del, apesar de ser um gordinho bonachão, é espaçoso e sem-noção, enquanto Neal é reservado e sério. Como se esse conflito de personalidades já não fosse o bastante, ainda há a já citada maré de azar. Será que eles vão sobreviver um ao outro antes de chegar a Chicago? De início, parece apenas uma comédia de situações, mas ao longo do filme, o estilo peculiar de John Hughes começa a emergir, e o filme começa a ter coração. O roteiro também é impecável, articulando uma situação que afeta outra, e outra, e tudo sem deixar pontas soltas, ou se perder na narrativa. Uma pequena jóia de Hughes, a ser descoberta quando você não estiver assistindo aos Ferris Bueler da vida." (Criticos de Botequim)

"A velocidade veria a seguir. E tudo será eloquente como a própria comédia da época – às vezes valiosa, às vezes desprezível. E Antes Só do que Mal Acompanhado, com suas formulações das diferenças entre a família e a vida maluca americana, entre o meticuloso e o desregrado, concentra um pouco dos opostos aqui tentando chegar a um tom intermediário. Ainda que tenha bons momentos e risos, não empolga sempre e como desejado. O filme reúne menos clichês do que se pode esperar, mas aqueles que ficam são representações vivas do próprio espírito americano: quase não aparecem e, no entanto, estão todos lá. O carro em chamas, o baú e o amigo como pesos e conflitos. O frio, a tentativa de escapar e o capitalismo selvagem misturam o improvável que, ao fim, sempre revela o mesmo. Triste a constatação, ainda que ela não neutralize a comédia. A velocidade pretende dar o tom. Entre a corrida e momentos de respiração restam piadas engraçadas, falas ácidas e o bom e velho conflito. Por trás dele, a competição, tão clara desde as primeiras cenas, quando o filme começa a se revelar. Na sequência da tentativa de chegar ao táxi, Neal leva a pior. Um jovem (Kevin Bacon) consegue chegar antes e termina por conquistar a vaga. O tempo é apenas uma saída para não se falar, em aberto, do modelo da vida selvagem tratado como comédia. Pura comédia barata, às vezes inteligente. E também comédia difícil de esquecer, o que demonstra um suposto talento de Hughes. E esse é o argumento utilizado por Roger Ebert para colocar o filme entre algumas de suas comédias prediletas. Simplesmente por ser difícil de esquecer; ainda mais, por tocar em algo caro aos americanos: o Dia de Ação de Graças. É o momento em que os corações dobram-se. Hughes, habilidoso, sabe como mesclar a esse tempo uma improvável amizade – ou sua mera formação. Sabe, também, como mesclá-lo à falta de sensibilidade do próprio sistema. É nesse meio, então, que as coisas começam a fazer efeito. E a relação de amizade que brota desse conflito não poderia ser menos vulgar. Ao fundo desses tempos de amor, tempos para reunir a família, está a selvageria. Há um claro instinto de competitividade em cena, o que, ao mesmo tempo, revela a crítica de Hughes – ou mera expressão do terreno que conhece bem. A selvageria chega como comédia (o que explica seu formato barato, desregrado como o próprio Del e, por isso, o ponto fundamental e que tanto conquista o público). O anárquico reside no carro em chamas, depois aos pedaços, mas que, por um daqueles milagres, um carro que não deixa de andar. Há um pouco da maluquice de Preston Sturges aqui, ainda que a inteligência de Hughes não seja equipara à sua. Não pode ser. Seus heróis não deixam de se movimentar nunca. É a expressão da ingenuidade contra a América que aniquila os próprios filhos caso estes recusem-se em colocar suas engrenagens para funcionar. "Antes Só do que Mal Acompanhado" mantém semelhanças com O Expresso para Chicago. Em ambos, homens tentam chegar ao mesmo destino, Chicago, e são sempre impedidos. Hughes consegue resultados melhores quando comparado a Arthur Hiller, diretor do longa-metragem estrelado por Gene Wilder. Ao invés de um suposto clima de suspense com referências a filmes sobre agentes secretos, o que se vê é a própria impossibilidade da amizade. Quando o público suspira frente a alguma colisão ou algo parecido, resta o próprio tempo – ou, mais ainda, a luta contra ele. A velocidade, neste caso, é real, pois é tempo de se alcançar a casa e o calor da família. A mulher está à espera. O companheiro não é visto como amigo e, depois, ao ser descoberto, parte à casa do outro. À família do outro. As manobras de Hughes consistem em apresentar o nascimento de uma amizade impossível, de pessoas diferentes, em um seio que apenas finge respeito. A velocidade já é a própria amostra do desrespeito. Ao funcionar como máquina, obrigado a quebrar barreiras, Neal está a serviço de algo que sequer parece sentir. É uma máquina de errar, de cair, de fazer rir e sem a chave para ser desligada. Caso contrário, significaria a derrota. A personagem de Steve Martin não pode viver sem a mulher e sem Del. E o que Hughes deseja fazer o público acreditar é que ele poderá viver com ambos. Difícil crer em tantas conciliações. O voto de fé existe justamente por se tratar de uma comédia. O melhor a fazer é tentar rir. Del, como o Diabo, é o mesmo. A América também." (Rafael Amaral) ” - kaparecida445-2-230390
 
62.
Dragon: The Bruce Lee Story (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
A lionized account of the life of the martial arts superstar. (120 mins.)
Director: Rob Cohen
“ DRAGÃO - A HISTÓRIA DE BRUCE LEE ” - kaparecida445-2-230390
 
63.
Message in a Bottle (1999)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.1/10 X  
A woman discovers a tragic love letter in a bottle on a beach, and is determined to track down its author. (131 mins.)
Director: Luis Mandoki
 
64.
Prelude to a Kiss (1992)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.6/10 X  
A couple fall in love despite the girl's pessimistic outlook. As they struggle to come to terms with their relationship... (105 mins.)
Director: Norman René
 
65.
Dying Young (1991)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.9/10 X  
After she discovers that her boyfriend has betrayed her, Hilary O'Neil is looking for a new start and a new job... (111 mins.)
Director: Joel Schumacher
“ "Clichê, sem dúvidas, mas vale a pena por Julia Roberts muito nova e por ser de uma época em que Joel Schumacher fazia bons filmes..." (Rodrigo Cunha) ” - kaparecida445-2-230390
 
66.
Proof of Life (2000)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
Alice hires a professional negotiator to obtain the release of her engineer husband, who has been kidnapped by anti-government guerrillas in South America. (135 mins.)
Director: Taylor Hackford
 
67.
Addams Family Values (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
A comical Gothic horror-movie-type family tries to rescue their beloved uncle from his gold-digging new love. (94 mins.)
“ ''Se humor negro é o fundamento da comédia "A Família Addams 2'', o objetivo aparente dos produtores foi evitar que ele fosse tão negro assim. Assim, para cuidar dessa família macabra, tão próxima do horror e da morte, a produção trouxe o diretor Barry Sonnenfeld: promessa de um filme que não se completa (em suas mãos parece que os filmes sempre escapam), mas de uma diversão familiar sem maiores sustos. O melhor, nesse caso, é se segurar com o elenco: Anjelica Huston, Raúl Juliá, Christopher Lloyd e Christina Ricci caem como uma luva nos personagens criados por Charles Addams. Nesta aventura, o casal Gomez/Mortícia terá de inventar meios para preservar a fortuna da família de um falsário que pretende ser seu há muito desaparecido tio Fester.'' (* Inácio Araujo *)

66*1994 Oscar / 51*1994 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
68.
Apache (1954)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
Refusing to let himself be re-settled on a Florida reservation,Massai,an Apache warrior,escapes his captors and returns to his homeland to become a peaceful farmer. (91 mins.)
Director: Robert Aldrich
“ "Alguém mais ouviu boatos de que Aldrich dirigiu isso aqui sedado?" (Daniel Dalpizzolo) ” - kaparecida445-2-230390
 
69.
Irma la Douce (1963)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
In Paris, an ex-cop falls in love with a prostitute, and tries to get her out of that life by paying for all of her time. Not so easy... (147 mins.)
Director: Billy Wilder
“ ''Por vezes parece que há mais Chaplin do que Billy Wilder em "Irma La Douce". Isso vem em grande parte do roteiro em que o policial Nestor (Jack Lemmon) se apaixona pela simpática prostituta Irma (Shirley MacLaine), depois de dar uma blitz no bordel onde ela trabalhava. Por azar de Nestor, o bordel é o favorito do seu chefe. Ele perde o emprego, mas não a pose, pois se disfarça de lorde inglês e batalha para que Irma deixe o trottoir. Há esse toque sentimental chapliniano, que articula o humor ao drama e rima, aqui, com a Paris de estúdio, bem à maneira clássica (e já ultrapassada em 1963, ano do filme). Com tudo isso, Irma não raro consegue encantar." (* Inácio Araujo *)

36*1964 Oscar / 14*1964 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
70.
Honey, I Shrunk the Kids (1989)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.3/10 X  
The scientist father of a teenage girl and boy accidentally shrinks his and two other neighborhood teens to the size of insects. Now the teens must fight diminutive dangers as the father searches for them. (93 mins.)
Director: Joe Johnston
 
71.
Body of Evidence (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.3/10 X  
A woman is accused of killing a man to inherit his millions by having sex with him. (99 mins.)
Director: Uli Edel
 
72.
Shadowlands (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.4/10 X  
C.S. Lewis, a world-renowned Christian theologian, writer and professor, leads a passionless life until he meets a spirited poet from the U.S. (131 mins.)
“ 66*1994 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
73.
Fear (1996)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.2/10 X  
When Nicole met David; handsome, charming, affectionate, he was everything. It seemed perfect, but soon she sees that David has a darker side. And his adoration turns to obsession, their dream into a nightmare, and her love into fear. (97 mins.)
Director: James Foley
 
74.
Who's That Girl (1987)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.6/10 X  
An uptight New York tax lawyer gets his life turned upside down, all in a single day, when he's asked to escort a feisty and free-spirited female ex-convict whom asks him to help prove her innocence of her crime. (92 mins.)
Director: James Foley
“ ''Quem procura por motivos para amar ou odiar os anos 1980 encontrará os dois em "Quem É Essa Garota?" Foi rodado em 1987, quando Madonna já era uma estrela musical planetária que atraía bilheteria para qualquer filme em que se metesse --como o melhor "Procura-se Susan Desesperadamente", de dois anos antes. O bom ator Griffin Dunne vinha de um grande sucesso anterior: Depois de Horas, de Martin Scorsese. O bom dos anos 1980 está no casal de protagonistas dessa aventura policial estilosa. O pior é justamente o excesso de estilo em detrimento de bom enredo - em Manhattan, Madonna tem um puma (sim, aquele bichão) que a obedece, sem nada que justifique o lance. Sim, falta mais substância ao roteiro, mas os cortes de cabelo são de matar de rir." (Thales de Menezes)

45*1988 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
75.
Nine to Five (1980)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
Three female employees of a sexist, egotistical, lying, hypocritical bigot find a way to turn the tables on him. (109 mins.)
Director: Colin Higgins
“ 53*1981 Oscar / 38*1981 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
76.
Tango & Cash (1989)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.3/10 X  
Two cops are framed and must clear their names. (104 mins.)
 
77.
Transformers (2007)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.1/10 X  
An ancient struggle between two Cybertronian races, the heroic Autobots and the evil Decepticons, comes to Earth, with a clue to the ultimate power held by a teenager. (144 mins.)
Director: Michael Bay
“ "Bay abandona qualquer tentativa de desenvolver história e personagens por piadinhas ridículas e explosões incessantes. O roteiro é infantil e as cenas de ação incompreensíveis. Por outro lado, os efeitos especiais são impecáveis e Fox é deslumbrante." (Silvio Pilau)

"Transformers - O Filme' é isso: a beleza de Megan Fox em meio a um show de efeitos visuais e sonoros com roteiro zero." (Welinton Vicente)

80*2008 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
78.
Remo Williams: The Adventure Begins (1985)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
An officially "dead" cop is trained to become an extraordinarily unique assassin in service of the US president. (121 mins.)
Director: Guy Hamilton
“ 58*1986 Oscar / 46*1986 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
79.
Bean (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
The bumbling Mr. Bean travels to America when he is given the responsibility of bringing a highly valuable painting to a Los Angeles museum. (89 mins.)
Director: Mel Smith
 
80.
Psycho II (1983)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
After twenty-two years of psychiatric care, Norman Bates attempts to return to a life of solitude, but the specters of his crimes - and his mother - continue to haunt him. (113 mins.)
 
81.
Indecent Proposal (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.8/10 X  
A millionaire offers $1,000,000 to a young married couple for a night with the wife. (117 mins.)
Director: Adrian Lyne
“ ''A TV produziu, há algum tempo, uma cena memorável, no programa Casa dos Artistas. Havia uma loira que se debulhava em lágrimas, enquanto dizia que as pessoas não sabiam ver o seu interior, só viam nela a garota que tirou a roupa na Playboy. Quanto mais a cena se prolongava, no entanto, mais o espectador reforçava a convicção de que não havia mesmo nada a ver ali, exceto o que já era visível na Playboy. Ou seja, a garota renegava certamente o que tinha de melhor. Porque não era interior nem profundo, mas epidérmico e sensual. É mais ou menos assim que o mundo cinematográfico se apresenta, com algumas exceções notáveis: insípido. Existem atrizes muito bonitas e sensuais, como Halle Berry ou Catherine Zeta-Jones, mas elas o são, muito mais, nos cartazes dos filmes do que nos filmes propriamente ditos. Nos filmes, elas são geralmente chamadas a correr, a interpretar aventureiras (no sentido mais estrito da palavra -companheiras de aventureiros), policiais duronas ou coisa pelo estilo. Qual a última atriz que não se deu ao respeito? Talvez tenha sido Sharon Stone em Instinto Selvagem, já lá se vão 12 anos. Quem mais se aproxima é Demi Moore, que no último As Panteras se mostra muito mais atraente do que suas jovens e sirigaitas rivais. Moore tem coragem de fazer uma mulher que vive uma situação ambígua: não sabe se é comprada ou se é amada em "Proposta Indecente". Não é um grande filme (é dirigido por Adrian Lyne, precisa dizer mais?), mas tem o mérito de trabalhar essa ambigüidade que qualquer presente, dado a qualquer mulher, sugere: o desejo é cúmplice do dinheiro." (* Inácio Araujo *)

''Entre tantas injustiças que Hollywood comete, uma janela de justiça: Adrian Lyne sumiu do mapa. Sua cosmética vulgar teve alguma voga quando o inglês emplacou Flashdance, 9 ½ Semanas de Amor e Atração Fatal, nos anos 1980. Outro momento de sua carreira é "Proposta Indecente", em que Robert Redford oferece uma fortuna a um marido para transar com sua mulher, Demi Moore. O que vem depois é o xis da história: melhor não falar a respeito. Mas vale uma sugestão: que tal dar uma olhada em "O Desprezo", que Godard filmou em 1963 e que versa, mais ou menos, sobre o mesmo tema? Será uma aula de cinema comparado. O vulgar e o raro.'' (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
82.
Ready to Wear (1994)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.0/10 X  
A chronicle of the interconnected lives of a group of people in the lead up to Paris Fashion Week. (133 mins.)
Director: Robert Altman
“ "É esnobado por boa parte da crítica, mas se trata de uma das histórias que mais casa bem com o cinema de Altman e ainda traz um dos elencos mais charmosos do cinema." (Heitor Romero) 52*1995 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
83.
Porky's Revenge (1985)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 4.6/10 X  
As graduation nears for the class of 1955 at Angel Beach High, the gang once again faces off against their old enemy, Porky, who wants them to throw the school's championship basketball game because he's betting on the opposing team. (92 mins.)
Director: James Komack
“ "Encerrava uma trilogia das mais medíocres, apenas seguindo o modelo dos filmes anteriores, quase igual a uma telessérie." (Alexandre Koball) ” - kaparecida445-2-230390
 
84.
Out of Time (2003)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.5/10 X  
A Florida police chief must solve a vicious double homicide before he himself falls under suspicion. (105 mins.)
Director: Carl Franklin
“ ''Fosse um branquelo, é quase certo que Carl Franklin seria um diretor de cinema badalado. Sendo negro, sofre um tipo de marginalização particular: faz lá seus filmes, mas é quase como se não fizesse. E, no entanto, "Por um Triz" é um "thriller" notável desde sua fabulação. Ali, Denzel Washington é Whitlock, íntegro chefe de polícia de uma pequena cidade da Flórida. Ele está se separando da mulher, Alexandra, mas, como ela é uma detetive, tem de trabalhar com ela.Ao mesmo tempo, mantém um caso amoroso com uma garota casada, cujo marido tem o hábito de bater nela. Essa garota, Anne, tem câncer terminal (embora aparente ótima saúde), sua única chance é um tratamento experimental na Suíça, coisa caríssima. Ora, aqui intervêm duas coisas: Anne tem um seguro de vida feito pelo marido. Ela o transfere para o amante. Whitlock, por sua vez, tem quase meio milhão de dólares num cofre da delegacia (dinheiro de uma apreensão). É sopa no mel: ele dá o dinheiro a Anne, sabendo que, na pior das hipóteses, em breve o reaverá (a apólice de seguro era de US$ 1 milhão). Whitlock planeja acompanhá-la à Suíça. Mas, é claro, com o dinheiro na mão, Anne desaparece. Todo o pepino está nas mãos de Whitlock. Fim da introdução. Daqui por diante é melhor não revelar o que acontece: só essa abertura já deixa claro que neste policial não falta ação, traição, sangue: em uma palavra, emoção -como diria Samuel Fuller. Tudo é extremamente clássico. Como num filme de Hitchcock, Franklin nos leva a um universo de relações interpessoais conturbadas, das quais decorrem os perigos por que o herói passará. Elas é que servem a revelar a fraqueza de um homem forte, a desonestidade de um policial íntegro. Se formos ver bem de perto, tudo isso é um tanto clichê. Mas a arte clássica -e é diante disso que estamos- consiste justamente em reciclar o clichê, em criar a partir de uma estrutura mais ou menos imutável. É nisso que Carl Franklin se revela um mestre em "Por um Triz", como já o fizera em O Diabo Veste Azul. Franklin é preciso nos tempos, nos enquadramentos, corta com elegância. Desenvolve essa arte que é a essência mesmo do cinema americano e que hoje parece cada vez mais abandonada em favor dos fogos de artifício. Franklin sabe, no mais, conduzir com maestria seu espectador, enredá-lo e trazê-lo para perto do herói. E, como toda boa aventura, a sua é interior. O que se passa exteriormente é reflexo dos transtornos que enfrenta Whitlock, que vão desde o fato de ter sido deixado pela mulher até o de ser dotado de uma solidão exemplar. "Por um Triz" será uma boa oportunidade para o espectador que reverencia o Oscar, no mais, para comparar a limpidez e a leveza dessas imagens com essa coisa pomposa que vemos em tantos dos filmes indicados para o prêmio." (* Inácio Araujo *) ” - kaparecida445-2-230390
 
85.
The Pianist (2002)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 8.5/10 X  
A Polish Jewish musician struggles to survive the destruction of the Warsaw ghetto of World War II. (150 mins.)
Director: Roman Polanski
“ ''O Oscar faz lá sua justiça. Deu a Adrien Brody o prêmio de melhor ator de 2002, mas depois não se ouviu mais falar do protagonista de "O Pianista". Brody começa como promissor pianista em Varsóvia, perde tudo, é confinado no gueto, escapa, sobrevive - tudo sem mudar de expressão. E talvez seja essa estóica maneira de enfrentar um mundo cambiante, adverso, conflagrado, sem se alterar, que tenha comovido os eleitores do Oscar. "O Pianista", no mais, não foi premiado só pelo Oscar. Fez a dobradinha Oscar/Cannes, o que equivale mais ou menos a ganhar as Olimpíadas e o campeonato mundial de alguma modalidade (para ficarmos em atualidades). Pode-se dizer que a indústria do Holocausto vai muito bem, obrigado. Tantos prêmios para um filme que mostra quase em primeiro plano um oficial nazista explodindo a cabeça de sua vítima. Quer dizer que o filme não vale nada? Não é bem assim. Existe ali a idéia da música que se sobrepõe às iniqüidades da guerra e é capaz de se impor em meio à completa destruição. Essa idéia ganha corpo no final, mas é como se todo o filme fosse feito para chegar até lá. Lá e à idéia tão cara a Polanski de que o mundo não tem nenhuma lógica. Que, face às injustiças supremas que produz, só resta aos homens sorrir com a ironia do destino que castiga a qualquer um sem perguntar por virtudes ou pecados. São esses momentos que resgatam "O Pianista". Resgatam, mas não desmentem as proféticas palavras de Godard a respeito do mal que Spielberg estava fazendo quando, com "A Lista de Schindler", reconstruiu Auschwitz. Na época todo mundo achou que era inveja (e devia ser mesmo, em parte). Com o tempo, vemos como o Holocausto está tão banalizado que só falta alguém começar a fabricar bonequinhos alusivos." (* Inácio Araujo *)

''Ainda "O Pianista". Por que um filme que se passa na Polônia deve ser falado em inglês? Seria fácil aceitar, caso o filme fosse realizado por Hollywood, por um cineasta anglo-saxão. Não é bem o caso. Roman Polanski é polonês e paga aqui um tributo ao que se pode chamar desmundialização do cinema (ou então hollywoodianização universal). Será o detalhe assim tão pequeno? E por que nos batemos décadas a fio contra a dublagem? Por respeito ao realismo, não é? Poloneses falam polonês. Alemães falam alemão etc. Mas quer o lugar comum que o cinema (como a música) seja uma linguagem universal e que o inglês seja a língua universal do cinema. Ao menos de um cinema que tem signos da arte, mas aspira ao comércio." (** Inácio Araujo **)

75*2003 Oscar / 60*2003 Globo / 2002 César / 2003 César

Top 250#51 ” - kaparecida445-2-230390
 
86.
Passenger 57 (1992)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.8/10 X  
An airline security expert must take action when he finds himself trapped on a passenger jet when terrorists seize control of it. (84 mins.)
Director: Kevin Hooks
 
87.
Charlie's Angels (2000)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.5/10 X  
Three women, detectives with a mysterious boss, retrieve stolen voice-ID software, using martial arts, tech skills, and sex appeal. (98 mins.)
Director: McG
 
88.
Jingle All the Way (1996)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.5/10 X  
A father vows to get his son a Turbo Man action figure for Christmas, however, every store is sold out of them, and he must travel all over town and compete with everybody else in order to find one. (89 mins.)
Director: Brian Levant
 
89.
Austin Powers: The Spy Who Shagged Me (1999)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
Dr. Evil is back...and has invented a new time machine that allows him to go back to the 60's and steal Austin Powers's mojo, inadvertently leaving him "shagless". (95 mins.)
Director: Jay Roach
“ 72*2000 Oscar / 57*2000 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
90.
The Mask of Zorro (1998)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.7/10 X  
A young thief, seeking revenge over the death of his brother, is trained by the once great, but aged Zorro, who is also seeking a vengeance of his own. (136 mins.)
Director: Martin Campbell
“ 71*1999 Oscar / 56*1999 Globo ” - kaparecida445-2-230390
 
91.
Finding Graceland (1998)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.5/10 X  
An eccentric drifter claiming to be Elvis Presley hitches a ride with a young man and they find themselves on an adventurous road trip to Memphis. (97 mins.)
Director: David Winkler
 
92.
What Dreams May Come (1998)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.0/10 X  
After he dies in a car crash, a man searches heaven and hell for his beloved wife. (113 mins.)
Director: Vincent Ward
“ 71*1999 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
93.
Doctor Dolittle (1998)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.3/10 X  
A Doctor finds out that he can understand what animals are saying. And the animals find out that he understands. (85 mins.)
Director: Betty Thomas
 
94.
The Brave (1997)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.4/10 X  
A down-on-his-luck American Indian recently released from jail is offered the chance to "star" as the victim of a snuff film, the resulting pay of which could greatly help his poverty stricken family. (123 mins.)
Director: Johnny Depp
“ 1997 Palma de Cannes ” - kaparecida445-2-230390
 
95.
Daylight (1996)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5.8/10 X  
Disaster in a New York tunnel as explosions collapse both ends of it. One hero tries to help the people inside find their way to safety. (114 mins.)
Director: Rob Cohen
“ 69*1997 Oscar ” - kaparecida445-2-230390
 
96.
It Could Happen to You (1994)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.3/10 X  
A police officer promises to share his lottery ticket with a waitress in lieu of a tip. (101 mins.)
Director: Andrew Bergman
 
97.
The Kid (2000)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.1/10 X  
An unhappy and disliked image consultant gets a second shot at life when an eight year old version of himself mysteriously appears. (104 mins.)
Director: Jon Turteltaub
 
98.
Instinct (1999)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.5/10 X  
When a noted anthropologist who left society to live in the jungle is imprisoned for murder, it's up to a young psychiatrist to get through to him. (126 mins.)
Director: Jon Turteltaub
 
99.
Hot Shots! Part Deux (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 6.6/10 X  
"Rambo" parody in which Topper Harley leads a rescue team into Iraq to save Iraqi war prisoners and all of their previous rescue teams. (86 mins.)
Director: Jim Abrahams
 
100.
Tombstone (1993)
    1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 7.8/10 X  
A successful lawman's plans to retire anonymously in Tombstone, Arizona, are disrupted by the kind of outlaws he was famous for eliminating. (130 mins.)